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Reforma Tributária traz novas regras para produtores rurais e exige adaptação imediata no campo

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Nova fase da Reforma Tributária começa a impactar o agronegócio

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) alerta os produtores rurais sobre as principais mudanças que já começaram a valer com a entrada em vigor da Reforma Tributária do consumo, em 1º de janeiro de 2026.

As alterações afetam diretamente o processo de emissão de notas fiscais eletrônicas e a forma de contribuição dos produtores, exigindo atenção às novas obrigações fiscais.

Segundo a Faesc, a transição será gradual, mas a adaptação é inevitável e requer preparo técnico e contábil desde já.

Nota Fiscal Fácil: mais inclusão e simplificação no campo

Uma das novidades é a Nota Fiscal Fácil (NFF), desenvolvida para simplificar os processos de emissão e ampliar a formalização fiscal no meio rural.

O aplicativo gratuito, disponível para Android e iOS, permite que um mesmo CPF ou CNPJ seja vinculado a mais de um dispositivo, além de oferecer consulta rápida aos documentos já emitidos.

A Faesc destaca que a NFF busca garantir maior conformidade tributária e reduzir a burocracia nas transações do setor agropecuário.

IBS e CBS substituem impostos e criam novo modelo de contribuição

A Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a Reforma Tributária do consumo, instituiu dois novos tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Ambos passam a compor o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), substituindo tributos federais, estaduais e municipais.

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De acordo com a norma, produtores com receita anual acima de R$ 3,6 milhões deverão obrigatoriamente adotar o novo regime de recolhimento do IBS e CBS. Já aqueles com faturamento inferior a esse valor poderão optar pela adesão, considerando vantagens como o aproveitamento de créditos tributários.

“A partir de 2026, os produtores precisarão indicar na nota fiscal se são ou não contribuintes do IBS e da CBS. Essa informação é essencial para o correto aproveitamento dos créditos e para que o comprador declare adequadamente a operação”, explicou o vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo.

Adaptação e planejamento são essenciais para o produtor rural

Pedrozo destaca que os produtores rurais enfrentarão novos desafios fiscais e operacionais, como:

  • Correta emissão de notas fiscais;
  • Adequação dos sistemas de controle interno;
  • Planejamento tributário para escolher o regime mais vantajoso;
  • Apoio técnico junto a contadores e entidades do setor.

Apesar de as mudanças iniciais serem pontuais, a Faesc reforça que a Reforma Tributária já é uma realidade e exige atenção redobrada.

Produtores que optarem pelo regime de recolhimento poderão usufruir de benefícios importantes, como o uso de créditos tributários de insumos, melhores condições de acesso a crédito rural, benefícios previdenciários e maior competitividade nas vendas para grandes compradores e órgãos públicos.

CNPJ alfanumérico trará identificação única para produtores rurais

Outra mudança relevante em 2026 é a adoção do CNPJ Alfanumérico, que passará a ser obrigatório mesmo para produtores pessoas físicas.

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De acordo com Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA, o novo formato deve entrar em vigor no segundo semestre e tem o objetivo de criar uma identificação nacional única, sem alterar o regime jurídico do produtor.

A nova numeração, prevista na Lei Complementar 214/2025, não transforma o produtor em pessoa jurídica nem gera obrigações empresariais adicionais — trata-se apenas de uma padronização nacional de cadastro, integrada à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM).

A transição ocorrerá de forma automática para os produtores que possuem inscrição estadual regular junto à Secretaria da Fazenda.

Ferramenta gratuita auxilia no cálculo de impostos

Para facilitar a adaptação às novas regras, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou uma calculadora gratuita da Reforma Tributária, disponível no site da entidade.

A ferramenta permite que produtores e contadores simulem o impacto do IBS e da CBS, planejem o recolhimento de tributos e identifiquem o modelo fiscal mais vantajoso para suas operações.

A Faesc recomenda o uso da calculadora como apoio à gestão tributária e financeira dos produtores catarinenses. O acesso pode ser feito pelo banner disponível em https://sistemafaesc.com.br/.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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