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Rio Grande do Sul conclui colheita de cevada com alta produtividade e grãos de qualidade para malteação

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Colheita de cevada chega ao fim com bom desempenho no RS

O Rio Grande do Sul encerra o ciclo de colheita da cevada com alta produtividade e qualidade satisfatória dos grãos, conforme dados divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural desta quinta-feira (4).

As condições climáticas — marcadas por dias secos, altas temperaturas e baixa umidade do ar — favoreceram a maturação uniforme das lavouras e permitiram uma colheita rápida e eficiente.

Produção se destaca nas áreas de manejo adequado

De acordo com o boletim, os resultados obtidos estão dentro do potencial produtivo esperado para a cultura, especialmente nas áreas conduzidas com boas práticas de manejo.

As últimas lavouras ainda em campo concentram-se nos Campos de Cima da Serra, região de ciclo mais tardio, e devem ser colhidas até o início de dezembro.

Grãos atendem padrões de qualidade exigidos pela indústria

A Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar informou que a maior parte da produção colhida atendeu aos parâmetros técnicos exigidos para a malteação.

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Houve apenas ocorrências pontuais de desclassificação, em razão de falhas no armazenamento inicial, com esses lotes sendo destinados à alimentação animal.

Produtividade média supera 3,4 toneladas por hectare

A estimativa oficial da Emater/RS-Ascar aponta área cultivada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha, resultado considerado positivo para a safra 2025.

Na comercialização, o produto destinado à indústria de malte foi negociado em Erechim a R$ 85,00 por saca de 60 quilos. Toda a produção foi direcionada a contratos industriais, cujos valores variam conforme os critérios de qualidade do grão.

Cevada reforça papel estratégico na agroindústria gaúcha

Com o encerramento da colheita, o Rio Grande do Sul mantém sua posição de destaque na produção nacional de cevada, insumo essencial para a cadeia cervejeira e de bebidas maltadas.

A boa performance da safra reforça a importância do manejo técnico e da climatologia favorável para a obtenção de grãos de qualidade superior, capazes de agregar valor ao produto final e estimular novos investimentos na cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes no 1º trimestre de 2026

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Exportações de carnes atingem maior nível da história em SC

Santa Catarina registrou o melhor desempenho da série histórica nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, tanto em volume quanto em faturamento.

De janeiro a março, o estado embarcou 518,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,17 bilhão — crescimento de 4% em volume e de 9,6% em valor na comparação com o mesmo período de 2025.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Carne suína lidera avanço e amplia participação internacional

A carne suína foi o principal destaque das exportações catarinenses no período. O estado embarcou 182,4 mil toneladas, gerando receita de US$ 454,3 milhões.

Os números representam alta de 4% em volume e de 7,5% em faturamento, configurando também o melhor resultado histórico para um primeiro trimestre.

No cenário nacional, Santa Catarina consolidou sua liderança ao concentrar:

  • 47,8% do volume exportado de carne suína do Brasil
  • 50,1% da receita total do segmento
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Japão impulsiona demanda por carne suína catarinense

O Japão foi o principal destino da carne suína de Santa Catarina, responsável por 31,7% da receita total no período.

O mercado japonês apresentou forte expansão, com aumento de 59,8% no volume embarcado e de 53,7% no faturamento, refletindo o aquecimento da demanda asiática.

Outros destinos relevantes incluem Filipinas e China, que seguem como importantes parceiros comerciais do estado.

Exportações de frango crescem e batem recorde de receita

As exportações de carne de frango também apresentaram desempenho positivo. Foram embarcadas 316,7 mil toneladas, com faturamento de US$ 664,3 milhões.

O resultado representa:

  • Alta de 3,2% em volume
  • Crescimento de 7,7% em receita

O faturamento alcançado é o maior da série histórica para o período, enquanto o volume embarcado figura como o segundo maior já registrado.

Tensões no Oriente Médio impactam embarques em março

Apesar do desempenho geral positivo, houve recuo nas exportações para o Oriente Médio ao longo de março.

Segundo análise da Epagri/Cepa, o movimento está relacionado a tensões geopolíticas na região, que afetaram a logística e elevaram custos operacionais.

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Ainda assim, o crescimento das vendas para mercados como Japão, China e Chile compensou a retração observada naquele destino.

Santa Catarina mantém protagonismo nas exportações brasileiras

No consolidado nacional, Santa Catarina respondeu por:

  • 24,5% da receita das exportações brasileiras de carne de frango
  • 22,3% do volume total embarcado

Os números reforçam a relevância do estado no cenário agroindustrial brasileiro, com destaque para competitividade, sanidade e acesso a mercados internacionais.

Setor segue como pilar do agronegócio catarinense

O desempenho recorde no início de 2026 consolida o setor de carnes como um dos principais motores da economia de Santa Catarina.

A expectativa do mercado é de manutenção do ritmo positivo ao longo do ano, sustentado pela demanda externa aquecida e pela competitividade da produção brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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