Cuiabá

Rodoviária de Cuiabá ganha área exclusiva para motoristas de app

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Antoniel Pontes – Assessoria vereador Rafael Ranalli
O clima de tensão que se arrastava há meses entre taxistas e motoristas de aplicativo na rodoviária de Cuiabá teve um ponto final. Nesta semana, o Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá passou por uma transformação que incluiu a implantação de sinalização exclusiva para veículos de aplicativo, garantindo até três vagas em fila para embarque e desembarque com limite máximo de dois minutos. A medida cria um ponto livre e regulamentado para esse tipo de serviço, reduzindo os conflitos que vinham afastando motoristas e gerando transtornos aos usuários.
O problema ganhou repercussão estadual após cenas de ameaças circularem em vídeo, mostrando um taxista armado com faca discutindo com motoristas de aplicativo. Denúncias apontavam que os táxis ocupavam de forma irregular todo o estacionamento em frente ao terminal, impedindo qualquer parada rápida de usuários ou de motoristas de aplicativo. Fotos mostravam veículos em fila dupla e até bloqueando a passagem de pedestres, cenário que obrigava a Semob a aplicar multas, penalizando justamente quem tentava atender passageiros em condições precárias.
Diante desse cenário, o vereador Rafael Ranalli (PL) visitou a SINART (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico), empresa que administra a rodoviária, e levou a demanda diretamente à gerência. O diálogo resultou em uma solução que vai além da placa: um pacote de melhorias estruturais que reorganizou o estacionamento e trouxe mais segurança para quem utiliza o terminal.
O gerente-geral da SINART, Selmo Oliveira, destacou a mudança: “A implantação de sinalização exclusiva para veículos de aplicativo resolve uma antiga demanda que gerava transtornos e confusão entre passageiros e motoristas. Agora, com áreas claramente identificadas, o fluxo se torna mais organizado e eficiente”, afirmou.
Além da sinalização para aplicativos, o estacionamento foi revitalizado com nova pavimentação, vagas demarcadas para idosos, pessoas com deficiência (PCDs), motos, mototáxis, táxis e veículos de aplicativo. O terminal também ganhou um moderno sistema de monitoramento por câmeras com reconhecimento de placas, integrado ao Vigia Mais, ampliando a segurança.
Com isso, os motoristas de aplicativo passam a ter um espaço garantido para atender seus passageiros sem precisar disputar vagas com taxistas ou parar em fila dupla. A solução equilibra o uso do espaço entre os diferentes modais de transporte e mostra como a atuação parlamentar de Ranalli, em parceria com a gestão da SINART, conseguiu resolver um impasse que já se arrastava há anos.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos

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O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.

Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.

“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.

Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.

Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.

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“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.

Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.

O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.

O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.

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A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.

“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.

CCI Padre Firmo

No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.

Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.

O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.

A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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