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Roteiro orienta implantação de projeto para gestão de resíduos

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O Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Histórico e Cultural, do Meio Ambiente Urbano e de Assuntos Fundiários (CAO Urbe) do Ministério Público de Mato Grosso divulgou, nesta quarta-feira (11), um roteiro para a implementação do projeto “Caminhos da Sustentabilidade – MT Sem Lixão”. Destinado aos promotores de Justiça que atuam na área ambiental, o documento apresenta diretrizes práticas para a condução de medidas judiciais e extrajudiciais, além de orientar a articulação com prefeituras e consórcios públicos. O material também oferece modelos de peças processuais e administrativas, facilitando a implementação de ações voltadas à erradicação dos lixões no estado.O roteiro de atuação foi organizado pela promotora de Justiça coordenadora do CAO Urbe, Mariana Batizoco Silva Alcântara, pelo promotor de Justiça coordenador-adjunto, Márcio Florestan Berestinas, e pela auxiliar ministerial Marina Paula Signor Bernardes. “Este é um instrumento estratégico de apoio à atuação do Ministério Público nas comarcas do interior do Estado, especialmente diante da urgência em erradicar os lixões ainda existentes e garantir a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos. Acreditamos que o conteúdo será útil para fortalecer articulações locais e orientar ações, respeitando as particularidades de cada município”, revelou Mariana Batizoco Silva Alcântara.Márcio Florestan Berestinas destacou que a elaboração do roteiro levou em conta os desafios operacionais enfrentados pelas administrações municipais, como a escassez de recursos técnicos, humanos e financeiros. “Diante desse cenário, o projeto aposta na regionalização como uma alternativa viável e sustentável, incentivando a formação de consórcios intermunicipais, o fortalecimento de cooperativas de catadores e a implementação de políticas públicas articuladas e duradouras”, afirmou.Saiba mais – O projeto institucional “Caminhos da Sustentabilidade – MT Sem Lixão” visa promover ações concretas e regionalizadas para a erradicação dos lixões em Mato Grosso, por meio da implementação de soluções ambientalmente adequadas para a destinação final dos resíduos sólidos urbanos. A iniciativa busca garantir o cumprimento da legislação vigente sobre a gestão de resíduos, com destaque para os prazos estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), atualizados pela Lei nº 14.026/2020.A ideia é eliminar os lixões e aterros controlados nas regiões prioritárias do estado até o fim de 2025, por meio de ações integradas e consorciadas que assegurem a destinação correta dos resíduos, de forma sustentável e permanente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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