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Ruptura em supermercados sobe para 13,2% em fevereiro e pressiona itens essenciais da cesta básica

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A indisponibilidade de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros voltou a crescer em fevereiro de 2026, atingindo diretamente itens essenciais da cesta básica. Apesar da queda de preços em diversas categorias, o avanço da ruptura evidencia desafios no abastecimento e amplia a pressão sobre o consumo das famílias.

Índice de ruptura avança e reflete dificuldades no abastecimento

O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a ausência de produtos nas prateleiras, registrou 13,2% em fevereiro, alta de 0,7 ponto percentual em relação aos 12,5% observados em janeiro.

O aumento foi impulsionado principalmente por categorias essenciais, como açúcar, arroz, feijão, café, leite e ovos. O movimento ocorre mesmo em um cenário de recuo nos preços, indicando que fatores ligados à oferta, logística e dinâmica de demanda continuam impactando o abastecimento.

Segundo Robson Munhoz, Chief Relationship Strategist da Neogrid, a elevação generalizada da ruptura em itens básicos pressiona diretamente o orçamento das famílias, exigindo um consumidor mais estratégico, que passa a ajustar volumes, priorizar marcas e buscar alternativas para equilibrar os custos.

Açúcar atinge maior nível de ruptura desde 2025

A indisponibilidade do açúcar chegou a 10,2% em fevereiro, avanço de 2,1 pontos percentuais sobre janeiro e o maior patamar desde outubro de 2025.

De acordo com o Cepea/Esalq-USP, o cenário é influenciado pelo aumento da competitividade das exportações, com a saca de 50 quilos acima de R$ 100, tornando o mercado externo mais atrativo e reduzindo a oferta interna.

Apesar disso, os preços recuaram no período:

  • Açúcar refinado: de R$ 5,24 para R$ 5,02
  • Açúcar cristal: de R$ 4,35 para R$ 4,07
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Arroz mantém trajetória de alta na ruptura

A indisponibilidade do arroz segue em crescimento desde outubro de 2025, quando atingiu o menor nível da série histórica (6,8%). Em fevereiro, o índice alcançou 11,5%.

Mesmo com menor presença nas prateleiras, os preços apresentaram queda:

  • Arroz parboilizado: de R$ 4,77 para R$ 4,53
  • Arroz branco: de R$ 5,27 para R$ 5,04
  • Arroz integral: de R$ 10,75 para R$ 10,59
Feijão tem aumento na ruptura e preços mistos

O feijão também registrou alta na indisponibilidade, passando de 8,2% em janeiro para 10% em fevereiro.

Os preços variaram conforme o tipo:

  • Feijão vermelho: leve queda de R$ 12,83 para R$ 12,70
  • Feijão preto: alta de R$ 6,14 para R$ 6,27
  • Feijão carioca: alta de R$ 7,13 para R$ 7,42
Azeite volta a subir em ruptura, apesar da queda nos preços

Após um período de estabilidade no fim de 2025, a ruptura do azeite avançou para 13,6% em fevereiro.

No mesmo intervalo, os preços recuaram:

  • Azeite de oliva virgem: de R$ 74,23 para R$ 72,00
  • Azeite extra virgem: de R$ 93,40 para R$ 87,40
Café registra leve aumento na falta de produtos

A indisponibilidade do café atingiu 8% em fevereiro, avanço de 0,7 ponto percentual em relação a janeiro.

Os preços apresentaram queda:

  • Café em pó: de R$ 83,80 para R$ 80,38
  • Café em grãos: de R$ 149,79 para R$ 144,98
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Leite UHT tem alta expressiva na ruptura

A ruptura do leite subiu de 8,8% em janeiro para 13,9% em fevereiro, indicando redução relevante na oferta.

Já os preços apresentaram queda ou estabilidade:

  • Semidesnatado: de R$ 5,04 para R$ 4,97
  • Sem lactose: de R$ 6,66 para R$ 6,54
  • Desnatado: de R$ 5,08 para R$ 4,97
  • Integral: praticamente estável, de R$ 4,97 para R$ 4,96
Ovos lideram alta na indisponibilidade nos supermercados

A categoria de ovos apresentou o maior avanço na ruptura, chegando a 27,2% em fevereiro, alta de 5,2 pontos percentuais em relação a janeiro.

No comportamento dos preços:

  • Embalagem com 6 unidades: queda de 3,5%
  • Embalagem com 12 unidades: alta de 4,8%
  • Embalagens com 20 unidades: alta de 1,8%
  • Embalagens com 30 unidades: alta de 12,8%
Cenário exige adaptação do consumidor e atenção ao abastecimento

O cenário de fevereiro evidencia um movimento atípico no varejo: preços em queda combinados com aumento na ruptura. A situação reforça os desafios na cadeia de abastecimento e exige maior atenção do consumidor na hora da compra.

A tendência é de que, no curto prazo, a irregularidade na reposição de produtos continue impactando o consumo, mesmo com o alívio observado nos preços dos alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Passo a passo para realizar a devida conservação de pescado em embarcações pesqueiras

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As novas orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para a conservação adequada do pescado até chegar à indústria envolvem especificamente o congelamento de camarão e lagostim. Também incluem a secagem ou desidratação da bexiga natatória de peixes.

Congelamento de camarão e lagostim

O camarão e o lagostim poderão ser congelados a bordo, inclusive após retiradas as cabeças. O congelamento deve ser rápido e o pescado precisa passar de -0,5 °C a -5 °C em menos de duas horas, sendo considerado concluído apenas quando o centro do pescado atingir -18 °C.

Também pode ser utilizada solução criogênica para acelerar o congelamento, desde que sejam garantidas as condições de higiene e segurança. Após congelado, o produto deve permanecer na temperatura adequada ou em temperatura mais baixa durante o armazenamento.

Bexiga natatória

No caso da bexiga natatória, o cuidado começa logo após a retirada do peixe. O produto deve ser lavado, colocado em recipiente ou local adequado e mantido na temperatura indicada até o início da secagem ou desidratação. A secagem deve ser realizada em um espaço específico, limpo e higienizado, separado das demais atividades realizadas na embarcação. O processo pode ser feito com exposição à luz solar ou em estufas. As bexigas devem ficar organizadas sem sobreposição, para que a secagem aconteça de maneira uniforme. Após secas, devem ser armazenadas em local protegido da umidade e da sujeira.

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Controle e acompanhamento

As embarcações também devem manter registros das etapas realizadas e dos cuidados adotados durante a conservação do pescado. Esses registros ajudam a acompanhar o produto desde a origem e devem reunir informações como lote, espécie, origem, condições de conservação e destino da matéria-prima.

Entenda os principais pontos:
Bexiga natatória
: deve ser lavada, conservada adequadamente e seca em local específico e higienizado.
Secagem: pode ser feita ao sol ou em estufas, sem sobreposição das bexigas.
Camarão e lagostim: devem passar por congelamento rápido, seguindo o passo a passo estabelecido.
Temperatura: o congelamento deve chegar a -18 °C no centro do pescado, e essa condição deve ser mantida durante o armazenamento.
Controle: as etapas realizadas a bordo devem ser acompanhadas e registradas.
Acompanhamento: os registros devem identificar lote, espécie, origem, conservação e destinação da matéria-prima.

A Portaria MPA nº 742/2026 entrou em vigor na data de sua publicação e pode ser consultada no Diário Oficial da União.

Matheus Silveira 
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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