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Sábado acontece “Cãominhada Mulher e Pet”

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No próximo sábado (28), no espaço externo da Arena Pantanal, acontece a “Cãominhada Mulher e Pet”, com o objetivo de promover interação e o bem-estar social entre tutores de animais. O início do evento está marcado para às 6 horas da manhã com a caminhada dos pets e, na sequência, atividades ao ar livre das 7h30 às 10 horas. Para participar, bastar doar um 1 litro de leite ou 1 kg de ração. Todo o leite arrecado O leite será entregue ao Hospital de Câncer e os pacotes de ração serão encaminhados à organizações protetoras de animais.

O evento faz parte das comemorações do mês dedicado às mulheres (março) e vai congregar atividades físicas, fomento ao empreendedorismo feminino e incentivo à adoção responsável de animais. Os participantes receberão medalhas e certificados, além de concorrerem a brindes. Haverá também uma feira de adoção de animais de estimação.

Além da caminhada e da feira de adoção também serão ofertados serviços de autocuidado para mulheres, oficina de escultura de balões para crianças, sorteio de brindes e orientação educativa, além de estandes comerciais. A expectativa é de reunir um público superior a 700 participantes.

Ações no Parlamento – A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tem intensificado ações pela causa animal, focando em políticas públicas, castração e estruturação de emendas parlamentares.

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O Grupo de Trabalho da Causa Animal (GTCA), liderado por parlamentares como o deputado Max Russi (Pode), atua na regularização de ONGs, apoio a municípios e combate a maus-tratos, promovendo eventos como a Cãominhada.

“A atuação da ALMT busca descentralizar a proteção animal, levando suporte técnico e financeiro para que os municípios implementem serviços de saúde e bem-estar para animais de rua e de tutores de baixa renda. Mais do que uma caminhada, é um momento de conscientização sobre guarda responsável e adoção”, explicou o presidente do GTCA, Nilson Portela.

Outro detalhe lembrado por Portela, é que a programação inclui uma caminhada de aproximadamente 1,5 quilômetro ao lado dos animais de estimação, além de ações como feira pet com empreendedores locais, espaço para adoção responsável, orientação veterinária gratuita e atividades de autocuidado voltadas às mulheres. Também estão previstos alongamento guiado, pontos de hidratação, sorteio de brindes e entrega de medalhas para as 500 primeiras inscritas.

“A proposta é incentivar hábitos saudáveis e fortalecer a convivência entre famílias e seus pets, promovendo integração social e conscientização sobre a guarda responsável”, comentou ele.

Segundo Max Russi, o evento busca unir bem-estar e engajamento social. “A Cãominhada promove bem-estar, integração social e conscientização sobre o cuidado com os animais, além de valorizar o protagonismo feminino”, destacou.

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A Cãominhada é organizada pelo Gabinete Social do deputado e pelo Grupo de Trabalho da Causa Animal, com apoio do Governo de Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, da Polícia Militar de Mato Grosso, além de instituições, empresas parceiras e lideranças locais.

Grupo de Trabalho – Nas últimas reuniões, o GTCA montou um relatório de orientação para auxiliar as prefeituras a lidarem com questões relacionadas a animais. O relatório detalha os desafios enfrentados pelas prefeituras e como superá-los.

“A responsabilidade pela proteção e bem-estar animal é, primordialmente, dos municípios. Nossa equipe de trabalho, com o objetivo de facilitar essa atuação, formou uma equipe técnica para interagir diretamente com vereadores e prefeitos”, apontou Portela.

Ele destacou ainda que, as dificuldades inerentes à causa animal nos municípios do estado. “Diante disso, este grupo de trabalho, composto pela Assembleia, oferece apoio institucional e técnico não apenas às prefeituras e vereadores, mas também a ONGs e protetores de animais. Esse suporte abrange desde orientações sobre a criação e organização de ONGs e associações, até o suporte na elaboração de legislação municipal específica para a causa animal”, complementou.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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