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Safra 2025/26: StoneX projeta recorde na soja, mas clima acende alerta para o milho

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A consultoria StoneX atualizou suas projeções para a safra brasileira 2025/26, trazendo um cenário de contrastes para os principais grãos do país. Enquanto a soja caminha para um volume histórico, o milho enfrenta ajustes negativos devido à instabilidade climática em regiões produtoras.

Recorde na produção de soja apesar do clima irregular

A estimativa para a produção de soja no Brasil foi elevada para 177,6 milhões de toneladas. O número representa um leve ajuste de 0,2% em comparação ao relatório anterior, mas consolida um crescimento robusto de 5,2% em relação ao ciclo passado.

O principal motor dessa revisão foi o estado do Mato Grosso, onde a produtividade esperada subiu 0,8%. No entanto, o otimismo é cauteloso: embora dezembro tenha sido favorável, o mês de janeiro trouxe chuvas irregulares e temperaturas elevadas, o que pode comprometer as lavouras de ciclo tardio que dependem de clima estável até março.

Desafios no milho: Corte na primeira safra e estabilidade na safrinha

Diferente da soja, o milho primeira safra (verão) sofreu um corte de 0,5%, sendo agora estimado em 26 milhões de toneladas.

  • Impacto em Santa Catarina: O estado catarinense foi o principal responsável pelo recuo, com uma queda de 5,6% na produtividade esperada devido ao estresse climático.
  • Projeção da Safrinha: A segunda safra permanece estimada em 105,8 milhões de toneladas, um volume 5,2% menor que o registrado no período anterior.
  • Total Geral: Somando todas as etapas de colheita, o Brasil deve produzir 134,3 milhões de toneladas de milho nesta temporada.
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Cenário de oferta, demanda e estoques

O relatório também detalha como o mercado deve se comportar em relação ao armazenamento e exportação dos grãos:

Soja: Com a produção em alta e a demanda interna e externa estável, os estoques finais foram ajustados para 4,6 milhões de toneladas. O mercado segue monitorando as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que podem influenciar os embarques brasileiros.

Milho: A redução na colheita da primeira safra impactou diretamente as reservas finais. Além disso, as exportações aceleradas do ciclo 24/25 — estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro — reduziram os estoques que dariam início à nova temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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