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Safra abundante e retração internacional pressionam preços do trigo em agosto

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Os preços do trigo seguem em queda no início de agosto, de acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O recuo é resultado do bom andamento das lavouras no Brasil e na Argentina, principal fornecedor do cereal ao país, além da baixa nos contratos internacionais.

Segundo pesquisadores do Cepea, as condições climáticas favoráveis indicam uma safra volumosa e de qualidade, reduzindo a necessidade de compras a preços elevados no curto prazo.

Condições climáticas impulsionam lavouras no Sul do Brasil

No Rio Grande do Sul, relatório da Emater/RS divulgado em 21 de agosto aponta que a umidade do solo, as temperaturas amenas e a maior incidência de luz solar têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

No Paraná, a Seab/Deral informou em 19 de agosto que as chuvas recentes melhoraram o potencial produtivo e facilitaram o manejo fitossanitário, reforçando as boas perspectivas para a safra.

Mercado internacional reforça movimento de baixa

Além da boa produção nacional e argentina, a retração nos contratos internacionais de trigo tem pressionado ainda mais os preços internos. A alta do dólar frente ao real, que em geral encarece as importações, não foi suficiente para segurar a queda devido à ampla oferta disponível.

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Perspectivas para produtores

Com a colheita se aproximando e as condições climáticas positivas nas principais regiões produtoras, a tendência é de que a pressão sobre os preços se mantenha. Para os produtores, o cenário exige cautela na comercialização, sobretudo diante da forte competitividade do trigo argentino.

De acordo com o Cepea, uma eventual recuperação nos preços internos dependerá de mudanças significativas no clima ou nas negociações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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