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Safra de arroz 2025/26 no RS: Irga registra avanço inicial da semeadura

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O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou nesta semana o primeiro balanço da semeadura da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul. Até agora, foram implantados 17.521 hectares, o que corresponde a 1,9% da área total prevista, estimada em 920.071 hectares.

Distribuição por regiões

O levantamento, realizado pelos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates), apresenta o seguinte cenário regional:

  • Região Central (RC): 1.424 hectares semeados no sistema pré-germinado.
  • Fronteira Oeste (FO): 145 hectares em linha, representando apenas 0,05% da área prevista.
  • Planície Costeira Interna (PCI): 5.180 hectares em pré-germinado, correspondendo a 3,69% da previsão regional.
  • Planície Costeira Externa (PCE): 1.582 hectares em pré-germinado, equivalente a 1,67% da área esperada.
  • Zona Sul (ZS): 9.190 hectares em linha, totalizando 5,87% da intenção de semeadura.
  • Campanha (CA): ainda não registra áreas semeadas, devido às chuvas recorrentes que têm dificultado as operações de campo.

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Outubro: período preferencial de plantio

De acordo com o Irga, outubro é considerado o período tecnicamente mais adequado para a semeadura do arroz irrigado no Estado. O mês oferece condições edafoclimáticas mais favoráveis, garantindo maior eficiência no estabelecimento da cultura.

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Expectativa para as próximas semanas

Com a tendência de estabilização climática, a expectativa é que as janelas de plantio se ampliem e o ritmo da semeadura avance de forma mais consistente em todas as regiões produtoras do Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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