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Safra de cebola 2025/26 tem início no Sul e traz perspectivas de produção recorde

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A colheita das áreas precoces de cebola da temporada 2025/26 já começou no Paraná, enquanto em Santa Catarina e Rio Grande do Sul os cortes devem se intensificar nas próximas semanas. A expectativa é que o maior volume chegue ao mercado durante novembro, segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea.

Desenvolvimento dos bulbos e condições climáticas

De forma geral, os bulbos estão se desenvolvendo satisfatoriamente. Apenas algumas regiões, como a Serra Gaúcha, enfrentam desafios devido ao excesso de chuvas durante o plantio e crescimento das plantas.

Outro fator de destaque nesta safra foi a maior adoção da semeadura direta, especialmente em áreas onde a falta de mão de obra se tornou um problema. Essa técnica, além de reduzir a necessidade de trabalho manual, contribui para maior eficiência no cultivo.

Produção deve atingir níveis recordes em Santa Catarina

As perspectivas apontam para safra volumosa, com destaque para Santa Catarina, onde há relatos de que a produção pode bater recorde histórico. Embora seja uma notícia positiva para o volume produzido, produtores estão preocupados com o comportamento do mercado, já que o aumento da oferta tende a pressionar os preços ao longo do ciclo.

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Cenário de mercado e desafios para a safra

Caso as condições de produção se mantenham favoráveis, os valores da cebola podem permanecer pressionados, exigindo atenção dos produtores em relação à comercialização. O aumento da oferta, aliado às condições climáticas e à adoção de novas práticas de cultivo, deve ser monitorado para equilibrar custos e preços durante a temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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