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Safra de laranja 2025/26 entra na reta final com leve revisão para baixo na produção

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Colheita de laranja da safra 2025/26 se aproxima do encerramento

A colheita de laranjas da safra 2025/26 está em fase avançada no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o relatório mais recente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), divulgado nesta semana, a produção estimada para o ciclo 2025/26 é de 292,6 milhões de caixas de 40,8 kg, o que representa queda de 0,7% em relação à previsão de dezembro de 2025.

Apesar do leve ajuste negativo, o volume ainda é 26,7% superior ao registrado na safra 2024/25, demonstrando recuperação significativa da citricultura após um período de menor produtividade.

Variedades tardias puxam a revisão na estimativa

O recuo na projeção está ligado, principalmente, a ajustes nas variedades valência, folha murcha e natal, conhecidas por seu ciclo mais tardio. Essas cultivares apresentaram desempenho abaixo do esperado em algumas regiões, levando à revisão da projeção geral de colheita.

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Clima favorável pode impulsionar a safra 2026/27

Com a colheita atual próxima do fim, o foco dos produtores e analistas já se volta para o desenvolvimento da safra 2026/27.

Segundo o Cepea, as condições climáticas recentes têm sido determinantes: dezembro foi mais quente, janeiro registrou aumento das chuvas após a metade do mês e fevereiro apresentou altos índices pluviométricos, o que tende a beneficiar o crescimento das árvores neste momento.

Incertezas persistem sobre o potencial da próxima temporada

Mesmo com as chuvas recentes, há grande variação nas condições das lavouras entre as diferentes regiões produtoras, o que mantém a incerteza sobre o potencial produtivo da safra 2026/27. Meteorologistas ainda alertam para a possibilidade de temperaturas mais elevadas nos próximos meses, fator que pode comprometer o desenvolvimento das plantas e influenciar o desempenho futuro da citricultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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