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Safra de laranja 2026/27 inicia em alerta com produtividade incerta

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O início da safra de laranja no Brasil para o ciclo 2026/27 chega cercado de incertezas. Produtores e analistas apontam que condições climáticas irregulares, volumes de chuva abaixo da média e efeitos de safras anteriores podem afetar a produtividade nos pomares. O setor segue atento, diante do impacto direto sobre a produção de suco e a exportação da fruta.

Condições climáticas influenciam desenvolvimento dos frutos

Segundo o relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA, os pomares apresentam cargas menores de frutos em relação ao ciclo anterior, reflexo das condições climáticas no fim de 2025, que prejudicaram o pegamento e o enchimento das frutas, mesmo após uma florada intensa.

Em janeiro, o retorno das chuvas trouxe alívio, favorecendo a formação dos frutos e permitindo alguma recuperação no início do ciclo. Ainda assim, a expectativa é que a safra seja inferior à anterior, que já havia registrado volumes reduzidos.

Produção global e perspectivas para o Brasil

De acordo com estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve colher cerca de 330 milhões de caixas na safra 2026/27, um aumento de aproximadamente 3,7% em relação às projeções anteriores. A recuperação depende da manutenção de condições climáticas favoráveis nos próximos meses.

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Enquanto isso, a produção nos Estados Unidos deve continuar em níveis historicamente baixos, especialmente na Flórida, principal estado produtor. O cenário mantém o Brasil como o principal fornecedor global de laranja e suco, reforçando a relevância do país no comércio internacional.

Mercado internacional: preços e demanda

O mercado global de laranja e suco ainda sente os efeitos da menor oferta mundial, sustentando os preços internacionais. Em 2025, o volume de embarques brasileiros apresentou queda, influenciado pela redução da safra e por menor demanda em mercados-chave como Europa e Japão.

Apesar disso, a tendência é que o Brasil mantenha sua posição de liderança no fornecimento global, com possibilidade de recuperação parcial das exportações, caso a produção da nova safra se confirme e os estoques sejam gerenciados de forma eficiente.

Cenário econômico e influência do Banco Central

No plano macroeconômico, o Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano, decisão que busca equilibrar o controle da inflação com o desempenho da economia. O setor agrícola acompanha de perto a política monetária, uma vez que o custo do crédito influencia diretamente investimentos, plantio e colheita.

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A autoridade monetária sinalizou uma possível redução gradual da Selic a partir de março de 2026, caso a inflação siga controlada. Esse movimento poderia aliviar parcialmente os custos de financiamento para produtores de laranja e indústrias de suco.

Expectativa para os próximos meses

Produtores e analistas seguem monitorando o clima e a evolução dos frutos, etapa crucial para que a produtividade se concretize. Além disso, a gestão de estoques e o acesso a crédito continuam sendo determinantes para mitigar riscos diante de um ciclo que ainda se apresenta desafiador.

O setor aguarda condições climáticas estáveis e volumes de chuva regulares para que a safra recupere parte das perdas e mantenha a competitividade no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uva Merlot de Monte Belo do Sul conquista prêmios internacionais e reforça excelência da vitivinicultura da Serra Gaúcha

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A uva Merlot, uma das castas mais emblemáticas da vitivinicultura mundial, tem consolidado no Brasil um desempenho de alto nível, especialmente na região de Monte Belo do Sul (RS), na Serra Gaúcha. O município, reconhecido como o maior produtor per capita de uvas viníferas da América Latina, vem ampliando sua presença no cenário nacional e internacional por meio da qualidade crescente de seus vinhos premiados.

Originária de Bordeaux, na França, a variedade encontrou no Sul do Brasil condições ideais de adaptação, tornando-se uma das principais bases da produção de vinhos finos nacionais. No país, a Merlot se destaca pelo equilíbrio entre fruta, acidez, maciez de taninos e potencial de guarda, atributos que contribuíram para sua consolidação como uma das castas mais importantes do setor.

Monte Belo do Sul se consolida como terroir de excelência para a Merlot

A adaptação da Merlot em Monte Belo do Sul está diretamente ligada às condições naturais da região. O município integra a Indicação de Procedência Monte Belo e parte da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, reunindo fatores como altitude, boa drenagem do solo e elevada amplitude térmica, que favorecem a maturação lenta e equilibrada das uvas.

Essas características são fundamentais para a qualidade da variedade, que é sensível ao excesso de umidade e ao vigor vegetativo, especialmente no período próximo à colheita. Em regiões com alta incidência de chuvas, a uva pode perder concentração e comprometer a maturação fenólica, o que reforça a importância de terroirs bem estruturados.

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Casa Marques Pereira se destaca com vinhos premiados

Nesse cenário, a vinícola Casa Marques Pereira vem ganhando destaque no mercado nacional e em premiações do setor. Localizada na propriedade Quinta da Orada, no coração da Indicação de Procedência Monte Belo, a área conta com 15 hectares de vinhedos situados entre 466 e 543 metros de altitude.

O relevo da região favorece a produção de uvas de alta qualidade, com encostas bem definidas, solos pedregosos e constante circulação de ar, fatores que contribuem para melhor drenagem e redução da umidade nos vinhedos.

Segundo o vinhateiro e proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, as características do solo e do clima são determinantes para o desempenho da Merlot na região.

“O solo basáltico e semi argiloso propicia melhor absorção de nutrientes e maior profundidade das raízes. Somado à altitude e à brisa constante, conseguimos conduzir o amadurecimento das uvas com alta qualidade e baixo risco climático”, afirma.

Microterroirs e condições climáticas favorecem alta concentração da uva

Um dos destaques da propriedade é a parcela conhecida como “Cru Jerivás”, localizada na parte mais elevada do vinhedo. A área apresenta maior exposição solar, ventilação constante e subsolo rico em minerais como ágatas, ametistas e cristais de quartzo, que afloram naturalmente no terreno.

Essas condições contribuem para a formação de microterroirs diferenciados, refletidos diretamente na concentração e complexidade das uvas produzidas.

A safra de 2026 reforçou esse potencial, com registros de até 27 °Brix em algumas parcelas, um nível considerado elevado para a maturação da Merlot no Brasil.

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Segundo especialistas, o resultado é consequência de um ciclo climático favorável, com inverno mais frio — essencial para a dormência das videiras — seguido por período de chuvas regulares na fase inicial e baixa precipitação durante a maturação, condição ideal para a sanidade e concentração das uvas.

Premiações reforçam qualidade dos vinhos da Serra Gaúcha

O reconhecimento da qualidade da Merlot de Monte Belo do Sul também vem sendo confirmado em concursos especializados. Na edição de 2026 da Grande Prova Vinhos do Brasil, uma das principais avaliações às cegas do país, a Casa Marques Pereira conquistou oito medalhas de ouro.

Entre os destaques está o rótulo Casa Marques Pereira Merlot Reserva 2022, premiado com medalha de ouro, reforçando o avanço técnico da produção local e o posicionamento da Serra Gaúcha como referência na produção de vinhos finos no Brasil.

Vitivinicultura brasileira avança com valorização de terroir e tecnologia

O desempenho da Merlot em Monte Belo do Sul evidencia a evolução da vitivinicultura brasileira, que vem combinando conhecimento técnico, manejo especializado e valorização do terroir para alcançar padrões cada vez mais elevados de qualidade.

Com resultados consistentes em safras recentes e crescente reconhecimento em premiações nacionais, a região reforça sua posição como um dos principais polos produtores de vinhos finos do país, ampliando a presença do Brasil no mercado vitivinícola de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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