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Safra de Noz-Pecã Deve Crescer em 2026 e Se Aproximar de 8 Mil Toneladas no Brasil

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A safra brasileira de noz-pecã em 2026 deve se aproximar de 8 mil toneladas, superando as projeções iniciais e sinalizando uma recuperação importante do setor após dois ciclos marcados por quebras produtivas. O desempenho positivo é atribuído principalmente à regularidade climática e à evolução no manejo dos pomares.

Clima regular favorece desenvolvimento da safra

A tendência de crescimento já era observada desde o período de floração, entre outubro e novembro. De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Claiton Wallauer, as condições climáticas contribuíram de forma decisiva para o avanço da produção.

Segundo ele, o regime de chuvas dentro da normalidade favoreceu o desenvolvimento das plantas, permitindo que a safra superasse as estimativas iniciais. A expectativa atual é de um volume superior a 7 mil toneladas, podendo se aproximar das 8 mil toneladas.

Qualidade da produção também se destaca

Além do aumento no volume, a qualidade da noz-pecã produzida em 2026 tem chamado a atenção dos produtores. Relatos do setor indicam que os frutos apresentam bom padrão, o que reforça o cenário positivo para a safra.

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Produtividade ainda é o principal desafio do setor

Apesar do avanço na produção, o aumento da produtividade média segue como um dos principais desafios da pecanicultura brasileira. Atualmente, a média gira em torno de uma tonelada por hectare.

A meta do setor é avançar para níveis próximos de duas toneladas por hectare, o que exige maior adoção de técnicas de manejo e tecnologias mais eficientes.

Tecnologia e novos cultivares impulsionam evolução

O ganho de produtividade depende diretamente do aprimoramento do manejo nos pomares e da introdução de novos cultivares mais produtivos. Esse processo conta com o apoio de instituições de pesquisa e serviços de assistência técnica, fundamentais para a evolução do setor.

Abertura da colheita reunirá produtores no Rio Grande do Sul

O cenário da safra será apresentado durante a oitava edição da Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, marcada para o dia 8 de maio, em Nova Pádua (RS), na Serra Gaúcha.

O evento deve reunir produtores, técnicos e representantes do setor para avaliar os resultados da safra e discutir as perspectivas para os próximos anos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca industrial em debate no Pará

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (23), em Belém (PA), agenda com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) para discutir propostas voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento da pesca industrial no estado. O encontro também tratou de medidas para ampliar as exportações brasileiras de pescado, abrir novos mercados e apoiar empresas do setor. 

Durante a reunião, a direção da FIEPA apresentou propostas de ações para a sustentabilidade da pesca industrial paraense. O ministro destacou que o Pará tem papel estratégico na cadeia nacional e reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades para o pescado brasileiro no mercado internacional. “Estamos tratando aqui também das exportações. Isso fica muito claro com a política do Brasil Soberano: o Brasil não pode ficar refém de país nenhum. Por isso nós estamos trabalhando em ampliar nossas exportações e diversificar os caminhos do nosso pescado”, afirmou Edipo. 

O ministro também destacou que o Plano Brasil Soberano III inclui a cadeia do pescado e prevê medidas de apoio a empresas exportadoras impactadas pelo cenário econômico internacional. Segundo Edipo, são mais de R$ 18,5 bilhões disponíveis para o público alcançado pela iniciativa. “Quero chamar todas as empresas que foram impactadas a procurar as instituições financeiras e o BNDES para que possam realmente alcançar esse recurso e salvaguardar as empresas exportadoras de pescados”, disse. 

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Na agenda com o setor produtivo, também foram discutidas estratégias para ampliar a presença do pescado brasileiro no exterior, com destaque para a abertura de mercados na Europa e no Reino Unido e o fortalecimento das relações comerciais com países da América do Sul, como Peru, Colômbia e Argentina. “Temos uma missão e um compromisso de ampliar o consumo de pescado interno, mas também ampliar as nossas exportações”, ressaltou o ministro. 

Crédito para pescadores e aquicultores 

Outro tema tratado foi o acesso ao crédito por pescadores e aquicultores, por meio do Pronaf Azul, iniciativa que reúne linhas específicas para o público das águas, incluindo Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio. Edipo reforçou a importância de que os projetos sejam acompanhados por profissionais de assistência técnica e extensão rural, para que pescadores e aquicultores possam acessar as melhores condições de financiamento e evitar o endividamento. 

O Pará tem uma das maiores concentrações de trabalhadores ligados à atividade pesqueira do país. Dados do Painel Unificado do Registro Geral de Atividade Pesqueira (RPG) apontam mais de 454 mil pescadores registrados no estado, além de 1.352 aquicultores, evidenciando a dimensão social e econômica da cadeia da pesca e da aquicultura paraense. 

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Apoio às populações das águas 

A agenda também abordou medidas de apoio às populações que vivem da pesca diante dos impactos provocados por eventos climáticos e alterações nas condições dos rios. O ministro destacou que o Governo Federal trabalha na construção de políticas para reduzir os danos e garantir segurança alimentar e recursos às comunidades afetadas. 

“Os rios não são apenas o local de trabalho, mas também as ruas dessa população. Então a gente precisa garantir que chegue alimento, chegue água potável, mas também que nós possamos construir uma política para salvaguardar e colocar recursos financeiros na mão e no bolso dessa população”, afirmou. Entre as medidas em discussão estão a possibilidade de criação de auxílio extraordinário e a antecipação do seguro-defeso, além da articulação para garantir a distribuição de cestas básicas às populações afetadas. 

A agenda em Belém integra a programação do ministro Edipo Araujo no Norte do país. Após os compromissos no Pará, o ministro segue para Manaus (AM), onde cumpre agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas para a pesca e a aquicultura na região. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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