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Santander aposta em consultoria personalizada para impulsionar agro gaúcho na Expodireto Cotrijal

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Com expectativa de uma safra 25% maior que a do último ciclo, o Santander chega à Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), com foco em apoiar a retomada do agronegócio gaúcho. A feira ocorre entre 9 e 13 de março e terá o banco oferecendo um atendimento individualizado aos produtores para diagnosticar cenários e propor soluções financeiras adequadas a cada realidade.

Consultoria personalizada é destaque do Santander

Segundo Carlos Aguiar, diretor de Agronegócios do Santander, apesar de o cenário ainda demandar cautela, sinais de recuperação são perceptíveis.

“Diferentemente de outras regiões, o Rio Grande do Sul enfrentou desafios climáticos específicos. Nosso papel na Expodireto é sentar ao lado do empreendedor rural e apoiar na escolha das soluções que melhor se adaptem ao seu fluxo de caixa atual”, afirma Aguiar.

O banco vai além da oferta tradicional de produtos, priorizando consultoria individualizada, com análise do ciclo produtivo e das necessidades financeiras de cada propriedade.

Linhas de crédito para custeio e investimento agrícola

Para o novo ciclo agrícola no RS, o Santander disponibiliza soluções voltadas ao custeio da safra, incluindo:

  • Linhas subsidiadas: Pronamp e Geral
  • Linhas livres: Cédula de Produto Rural (CPR), destinada a produtores, cooperativas e agroindústrias, com liquidação vinculada à entrega da produção
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No setor de investimentos, o destaque é o Multiagro, linha de crédito exclusiva para modernização de atividades rurais, reconhecida pela flexibilidade e condições especiais de pagamento.

Proteção e gestão financeira para o produtor

Além do crédito, o Santander oferece produtos e serviços para segurança e gestão financeira da propriedade, como:

  • Seguros para proteção do patrimônio
  • Ferramentas de cash management
  • Cartões corporativos para otimização do fluxo de caixa

Para os participantes da Expodireto, o banco apresenta ainda desconto de 20% nas taxas de administração de consórcio, com equipe especializada no estande para simular operações personalizadas. Atualmente, o Santander lidera o ranking de contemplação de consórcios entre os grandes bancos de varejo do país.

Expodireto reforça a importância do apoio ao produtor

Com a presença do Santander, a feira destaca a importância de soluções financeiras integradas para o crescimento sustentável do agronegócio gaúcho, oferecendo aos produtores não apenas crédito, mas consultoria estratégica para o planejamento do ciclo 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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