São Paulo: exposição celebra 30 anos de ‘Castelo Rá-Tim-Bum’
Em comemoração ao aniversário de estreia do programa da TV Cultura, a exposiçãoCastelo Rá-Tim-Bum – 30 anosabre em São Pauloem 10 de outubro. Os 600 metros quadrados doSolar Fábio Prado, antigo Museu da Casa Brasileira, serão ocupados com itens originais, salas inéditas e muita nostalgia.
A exposição terá uma construção de 17 metros da fachada do Castelo Rá-Tim-Bum baseada na maquete original. O que nem todo mundo sabe é que a arquitetura foi inspirada no estilo modernista do artista catalão Antoni Gaudí, que projetou a monumental igreja Sagrada Família, em Barcelona.
Os visitantes serão transportados para o Castelo Rá-Tim-Bum em 18 cenários, dentre eles o Hall, a Sala de Música, a Biblioteca e o Quarto do Nino. Haverá também espaços que contam os bastidores da produção e outros que homenageiam os profissionais responsáveis pelo programa, passando pelos figurinos, roteiros, música e cenografia.
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A série teve 90 episódios, entre 1994 e 1997, e é considerada paradigma na programação infantil da televisão brasileira. Não à toa, somou 1 milhão de visitantes em suas outras edições: em 2014, noMuseu da Imagem e do Som(MIS), e em 2017, noMemorial da América Latina.
Quando?A partir de 10 de outubro. De terças a sexta-feira, das 12h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 20h.
Quanto?De terça a sexta-feira: R$ 40 (inteira) e R$20 (meia); aos sábados, domingos eferiados: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).Ingressos disponíveis no site.
Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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