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Satélites ajudam a mapear banana e pupunha e fortalecem políticas para agricultura familiar no Vale do Ribeira

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Tecnologia espacial impulsiona o mapeamento agrícola

Pesquisadores da Embrapa e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um estudo que demonstra o potencial das imagens de satélite no planejamento agrícola de regiões tropicais. O trabalho foi realizado no Distrito Agrotecnológico (DAT) de Jacupiranga, no Vale do Ribeira (SP), dentro do projeto Semear Digital.

Com o uso das imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia (ESA), e técnicas de inteligência artificial, os cientistas obtiveram 93% de precisão na identificação de áreas agrícolas e de vegetação nativa. O método também conseguiu distinguir com sucesso os cultivos de banana e pupunha, predominantes na produção local.

Mesmo com desafios como a cobertura de nuvens e o mosaico complexo de uso do solo, comuns em áreas tropicais, o estudo mostrou que o sensoriamento remoto é uma alternativa eficiente e de baixo custo em comparação a métodos tradicionais, como drones. A pesquisa foi publicada na revista internacional Agriculture.

Agricultura familiar no centro das estratégias sustentáveis

A região de Jacupiranga e boa parte do Vale do Ribeira têm na agricultura familiar sua principal base econômica. Com relevo acidentado e áreas preservadas da Mata Atlântica, os pequenos produtores se dedicam especialmente ao cultivo de banana e pupunha.

De acordo com Victória Beatriz Soares, mestranda em Geografia pela Unicamp e bolsista da Fapesp/Embrapa, a complexidade da paisagem local torna o Vale do Ribeira um território estratégico para o aperfeiçoamento de técnicas de mapeamento digital.

“O objetivo é desenvolver métodos que lidem com essa diversidade e respeitem o contexto socioambiental da região”, afirma Soares.

As informações geradas por esse tipo de mapeamento podem orientar políticas públicas, reforçar a assistência técnica e fortalecer programas de desenvolvimento sustentável voltados a pequenos e médios produtores.

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Diversificação e resiliência climática

O estudo também comprovou que sistemas agrícolas diversificados são mais resilientes às mudanças climáticas, além de contribuírem para a segurança alimentar e preservação ambiental.

Esses modelos mantêm serviços ecossistêmicos essenciais, como a conservação do solo, a proteção de nascentes e a manutenção da biodiversidade.

“Queremos que o conhecimento gerado possa ser replicado e economicamente viável, beneficiando produtores, cooperativas e gestores públicos”, explica Soares.

Pupunha ganha protagonismo no mapeamento

Um dos diferenciais da pesquisa foi a inclusão da pupunha como categoria independente de mapeamento. Tradicionalmente, levantamentos agrícolas priorizam a banana pela sua relevância comercial, mas a pupunha vem ganhando destaque como cultura sustentável e economicamente promissora.

O palmito de pupunha, considerado um dos principais produtos florestais não madeireiros do país, é uma alternativa ambientalmente correta à extração de palmeiras nativas. O mapeamento específico dessa cultura permite acompanhar sua expansão, avaliar impactos ambientais e orientar políticas públicas para cadeias produtivas mais justas.

Para diferenciar os tipos de uso do solo, os pesquisadores testaram índices espectrais que analisam a luz refletida pela vegetação. O destaque foi o NDWI, indicador de umidade nas folhas, que se mostrou mais eficiente do que índices tradicionais como o NDVI (vegetação verde) e o BSI (solo exposto).

Agricultura digital avança no Brasil

O projeto em Jacupiranga reflete o avanço da agricultura digital no Brasil. Segundo dados da Embrapa, 84% dos produtores rurais já utilizam alguma tecnologia digital, e 95% pretendem expandir esse uso.

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Embora essas ferramentas sejam mais comuns em grandes propriedades, o estudo mostra que agricultores familiares também podem se beneficiar. A integração entre satélites, sistemas de informação geográfica e análise de dados amplia a eficiência do planejamento agrícola e ajuda a certificar práticas sustentáveis, abrindo novos mercados e oportunidades.

“A agricultura digital não só aumenta a eficiência produtiva, como também democratiza o acesso à tecnologia e promove um campo mais inclusivo e sustentável”, destaca Édson Bolfe, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP).

Sustentabilidade e políticas públicas integradas

Apesar dos avanços, os pesquisadores ressaltam que o mapeamento agrícola em regiões tropicais continua desafiador, devido à semelhança entre culturas, às mudanças sazonais e à frequente cobertura de nuvens.

Mesmo assim, a experiência do DAT Jacupiranga demonstra que é possível superar obstáculos com tecnologias acessíveis e de uso público, como as imagens abertas do satélite Sentinel-2.

A pesquisa reforça que a agricultura digital vai além da produtividade — é uma estratégia essencial para conservar a biodiversidade, fortalecer a agricultura familiar e tornar o campo mais sustentável e resiliente.

“O monitoramento digital pode identificar precocemente problemas fitossanitários e apoiar decisões públicas para preservar as lavouras”, complementa Kátia Nechet, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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