Saúde

Saúde incentiva a participação igualitária de gêneros e comemora o engajamento das mulheres na ciência, pesquisa e inovação

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O avanço da ciência brasileira acaba de ganhar um novo capítulo de esperança com a pesquisa sobre a polilaminina no tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM). Liderado pela professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, a iniciativa recebeu o aval do Ministério da Saúde e da Anvisa para iniciar a fase 1 do estudo clínico. A substância tem o potencial de revolucionar a medicina regenerativa ao auxiliar os neurônios a reconstruírem caminhos no local da lesão, restabelecendo impulsos elétricos vitais para o movimento.

O protagonismo de Tatiana Sampaio não é apenas um marco para a saúde, mas um exemplo do impacto que o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira (11/02), busca destacar. Instituída pela ONU em 2015, a data reforça que o sucesso de inovações como a polilaminina depende do reconhecimento e do incentivo à participação igualitária de gênero, garantindo que o talento feminino continue a superar desafios e a transformar a realidade da comunidade científica global.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde tem se destacado pelo engajamento de pesquisadoras em projetos científicos, tecnológicos e de inovação. São mulheres atuantes em ações, estudos e espaços de compartilhamento de conhecimento para fortalecer e qualificar as políticas públicas e impulsionar o desenvolvimento do país.

As chamadas públicas mais recentes de fomento à produção científica no Sistema Único de Saúde (SUS), coordenadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTIE/MS), por exemplo, aprovaram 336 estudos, dos quais 186 foram coordenados por pesquisadoras mulheres, o que representa aproximadamente 55% do total. Além disso, na modalidade de contratação direta para pesquisas estratégicas voltadas ao SUS, oito projetos foram financiados, sendo cinco liderados por pesquisadoras. São estudos que continuam em andamento e, tem duração de 24 meses.

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De acordo com a Secretária da SCTIE/MS, Fernanda De Negri, esses números demonstram o compromisso do Governo do Brasil em transformar a participação feminina na ciência em uma política de Estado, constante e eficaz. “No Ministério da Saúde, entendemos que a pluralidade não é apenas uma meta, mas um requisito para a qualidade das políticas públicas. O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência nos convoca a pensar em como democratizar o acesso e garantir que a gestão pública seja fortalecida por múltiplos olhares”, destaca De Negri.

Incentivo à produção científica

O incentivo da participação das mulheres na ciência é estratégico, especialmente quando se trata das necessidades do SUS, considerado o maior sistema público de saúde do mundo com acesso gratuito e universal. Nesse contexto, as pesquisas científicas organizadas e financiadas pela pasta tem priorizado equipes diversas que produzam soluções inovadoras e sensíveis às diferentes realidades sociais, contribuindo diretamente para a melhoria da saúde da população.

Destaca-se, por exemplo, a chamada pública que recebeu um investimento de R$ 1 milhão para a avaliação de políticas e programas em saúde. A iniciativa selecionou sete projetos de pesquisa, dos quais seis são liderados por mulheres.

“Valorizar a trajetória das mulheres pesquisadoras é o que traz diversidade e vida à ciência brasileira. No Ministério da Saúde, nosso compromisso com a equidade de gênero vai além do discurso. Buscamos reduzir as desigualdades para que cada jovem sinta que há um caminho aberto para ela. Queremos que as novas gerações se vejam como protagonistas e ocupem, com confiança, seus espaços na inovação e na tecnologia”, afirma a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia da SCTIE/MS, Meiruze Freitas.

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Participação feminina fortalece a ciência

Na avaliação da pesquisadora e gerente de projetos da Unidade de Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), Natália Bronzatto Medolago, o desafio atual é garantir trajetórias profissionais sustentáveis, considerando a sobrecarga que muitas ainda enfrentam ao conciliar pesquisa, trabalho, responsabilidade majoritária das tarefas domésticas e cuidados com a família.

“Na área em que atuo, pesquisa clínica, a participação feminina é sustentada majoritariamente pelo trabalho de mulheres em funções mais técnicas e operacionais. Ainda são persistentes as desigualdades quando observamos os espaços de liderança, tomada de decisão e reconhecimento científico”, ressaltou.

Para Natália, promover ambientes mais inclusivos e igualitários fortalece a qualidade científica e o papel da ciência. “Ao promover ambientes mais equitativos, sensíveis às especificidades das mulheres, ampliamos a qualidade da produção científica e contribuímos para uma ciência mais diversa, justa e alinhada às necessidades da população. Avançar nessa perspectiva é fortalecer a própria ciência”, reforça.

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida gaúchos a compartilhar os desafios de parar de fumar

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Rio Grande do Sul a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.

 As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.

Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.

 Estado teve redução no número de fumantes

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Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.

No Rio Grande do Sul, os dados de Porto Alegre mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital gaúcha, o percentual de adultos fumantes caiu de 20,7%, em 2006, para 13,8%, em 2023, uma redução de 6,9 pontos percentuais.

 Busca por apoio no SUS dobrou no RS

 Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Rio Grande do Sul, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.

No estado do Rio Grande do Sul, foram 128.437 atendimentos realizados em 2025, contra 63.532 em 2022 — um aumento de cerca de 102%, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.

O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.

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O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação. 

Combate ao tabagismo no Brasil

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

Conheça os dados do Vigitel 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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