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Sebrae/SC e Cooperoeste lançam capacitação “De Olho na Qualidade” para produtores do Oeste catarinense

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Capacitação busca modernizar a produção rural no Oeste de SC

Produtores rurais de São Miguel do Oeste, Bandeirante, Paraíso e Dionísio Cerqueira, no extremo oeste de Santa Catarina, participaram nesta quarta-feira (28) do lançamento da metodologia De Olho na Qualidade, ação que marca o início da parceria entre o Sebrae/SC e a Cooperoeste.

O programa tem como objetivo promover melhorias na gestão, organização e eficiência das propriedades, com foco em boas práticas, padronização de processos e aumento da produtividade.

Estrutura do projeto e cronograma de atividades

Nesta primeira etapa, o projeto será aplicado a um grupo inicial de 25 produtores, com atividades programadas até 30 de junho de 2026. Durante este período, serão desenvolvidas metodologias voltadas à:

  • Organização do ambiente produtivo;
  • Implementação de boas práticas;
  • Padronização de processos;
  • Elevação da qualidade e produtividade das propriedades atendidas.

O início das atividades contou com a presença de representantes do Sebrae/SC e do Sebrae Nacional, entre eles:

  • Fábio Zanuzzi, diretor técnico do Sebrae/SC;
  • Udo Martin Trennepohl, gerente regional do Sebrae/SC no extremo oeste;
  • Roberto Tavares, gerente de competitividade do Sebrae/SC;
  • Roberto Füllgraff, gerente de gestão estratégica;
  • Celso Calcanhotto, assessor da presidência do Sebrae Nacional;
  • Filipe Andrade, gestor estadual do projeto de ovinos.
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Cooperoeste destaca importância da parceria

Para o presidente da Cooperoeste, Ademir Wiezorek, a iniciativa representa um marco para a cooperativa e seus associados, sendo a primeira parceria com o Sebrae/SC nessa modalidade.

“A participação contínua dos produtores é fundamental para alcançar resultados. Estamos projetando novas parcerias com o Sebrae em áreas como manejo de pastagens, silagem e expansão da metodologia para outras regiões”, afirmou Wiezorek.

Estratégia de longo prazo do Sebrae/SC

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, reforçou que o De Olho na Qualidade é a primeira etapa de um projeto maior, voltado a identificar as necessidades da cooperativa e dos produtores. Ao longo de 2026, estão previstas:

  • Consultorias tecnológicas via Sebraetec;
  • Ações de manejo, genética e sucessão familiar;
  • Diagnósticos para implementação do Programa Encadeamento Produtivo.

O objetivo é que, em 2027, o projeto evolua para uma iniciativa de longo prazo, integrando produção, indústria e mercado de forma estruturada.

Metodologia baseada em resultados comprovados

Segundo o gerente de competitividade do Sebrae/SC, Roberto Tavares, o projeto segue a lógica das Conexões Corporativas, metodologia aplicada com sucesso em grandes cooperativas e empresas brasileiras.

“Esse modelo atua na cadeia produtiva para torná-la mais eficiente e competitiva. No agronegócio, iniciativas semelhantes impactaram mais de 40 mil produtores, melhorando produtividade, qualidade do leite, eficiência operacional e reduzindo perdas”, destacou.

Apoio estratégico e continuidade garantem resultados

Para o assessor da presidência do Sebrae Nacional, Celso Calcanhotto, o momento é favorável para projetos estruturantes em Santa Catarina. Ele reforçou que o sucesso depende do comprometimento coletivo e da continuidade das ações, garantindo ganhos reais nas propriedades e melhoria na qualidade de vida dos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Além da UE, mais um país fecha a porta para a carne brasileira e China anuncia tarifa de 55%

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A carne bovina brasileira entra no segundo semestre pressionada por todos os lados. A Noruega anunciou nesta segunda-feira (10.08) que vai acompanhar a União Europeia (UE) e suspender as importações a partir de 3 de setembro, enquanto a China, principal compradora do Brasil, limita os embarques por meio de uma cota e cobra sobretaxa de 55% sobre o volume excedente. As barreiras podem reduzir os abates e pressionar o preço pago ao pecuarista.

A Noruega comprou apenas 279 toneladas de carne bovina brasileira em 2025, com receita de R$ 19,4 milhões. O impacto direto é pequeno, mas a decisão reforça o risco de outros países seguirem o padrão europeu. No ano passado, o Brasil exportou aproximadamente 128 mil toneladas de carne bovina à União Europeia, com faturamento próximo de R$ 5,1 bilhões.

O bloqueio europeu não decorre da descoberta de carne contaminada. O Brasil ficou fora da lista de fornecedores que comprovaram cumprir as novas regras sobre antimicrobianos. O bloco proíbe o uso de determinadas substâncias para acelerar o crescimento dos animais e restringe medicamentos considerados essenciais para tratar infecções em seres humanos.

Para continuar exportando, o País precisa comprovar o histórico do bovino desde o nascimento até o abate, incluindo as propriedades pelas quais passou, os medicamentos utilizados e a alimentação recebida. A dificuldade é que um animal pode permanecer dois anos ou mais no sistema produtivo e passar por diferentes fazendas durante a cria, a recria e a engorda.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) orientou frigoríficos a implantar controles auditáveis e identificar os fornecedores. As medidas, no entanto, ainda precisam ser aceitas pelas autoridades europeias. Sem um acordo até 3 de setembro, a carne brasileira perderá um mercado que compra pouco em volume, mas paga mais por cortes de maior valor.

No primeiro semestre, a União Europeia comprou 51,2 mil toneladas por R$ 2,31 bilhões. O preço médio ficou próximo de R$ 45 mil por tonelada, ante R$ 29,5 mil na média de todos os destinos. Por isso, transferir os embarques para outros mercados não garante a recuperação do faturamento.

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Na China, o problema é maior em volume. Desde janeiro, o Brasil pode vender até 1,106 milhão de toneladas dentro da cota sujeita à tarifa regular de 12%. Acima desse limite, incide uma sobretaxa de 55 pontos porcentuais, levando a cobrança total a 67%.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de carne bovina brasileira. No primeiro semestre deste ano, já haviam adquirido 794,7 mil toneladas, equivalentes a 72% da cota anual, com faturamento de R$ 24,84 bilhões. A diferença entre a cota atual e o volume vendido no ano passado deixa cerca de 600 mil toneladas em busca de outros compradores.

Os Estados Unidos aparecem como alternativa e compraram 205 mil toneladas no primeiro semestre, movimentando R$ 6,89 bilhões. A carne brasileira ficou fora do novo tarifaço de 25%, mas continua submetida a uma cota própria. Fora desse limite, paga tarifa de 26,4%, o que reduz sua capacidade de absorver a produção deslocada da China e da Europa.

O risco comercial surge depois de um semestre recorde. O Brasil exportou 1,705 milhão de toneladas e faturou R$ 50,24 bilhões entre janeiro e junho. Maior exportador mundial, o País deve produzir cerca de 12,45 milhões de toneladas em 2026 e responder por quase 30% das vendas globais.

Se Europa e China diminuírem simultaneamente as compras, frigoríficos poderão reduzir escalas e oferecer menos pela arroba. A abertura de mercados como Japão e Coreia do Sul pode ajudar, mas exige negociações sanitárias que normalmente levam tempo.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), o governo precisa reunir os órgãos públicos e o setor produtivo em uma força-tarefa. “O Brasil precisa apresentar rapidamente as garantias exigidas pela União Europeia, negociar uma cota maior com a China e preservar o espaço conquistado nos Estados Unidos. Não podemos esperar as barreiras atingirem a fazenda para começar a agir”.

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Na frente europeia, a prioridade é implantar os controles necessários, receber as auditorias e buscar a reinclusão do País na lista de fornecedores antes de 3 de setembro. Na China, o governo deve tentar ampliar a cota ou aproveitar volumes não utilizados por outros países. Nos Estados Unidos, a negociação deve buscar mais espaço dentro da cota e a redução da tarifa cobrada sobre os embarques excedentes.

“Não basta afirmar que a carne brasileira é segura. Essa qualidade precisa ser comprovada por documentos, registros e sistemas aceitos pelos compradores. O governo deve integrar as informações das propriedades, orientar produtores e frigoríficos e estabelecer um protocolo claro para os animais destinados à exportação. O custo dessa adequação não pode ser transferido ao pecuarista”, afirma Rezende.

Outra frente necessária é a abertura de mercados de maior valor, como Japão e Coreia do Sul, além da ampliação das vendas para México, Indonésia, Filipinas e países do Oriente Médio. A diversificação, porém, depende de negociações sanitárias e da construção de relações comerciais, processos que normalmente levam tempo.

“O Brasil tem escala e capacidade para abastecer o mundo, mas ainda depende excessivamente de poucos compradores. Se Europa e China reduzirem as compras ao mesmo tempo, os frigoríficos poderão diminuir os abates e pressionar o preço da arroba. Se o governo não agir agora, a conta das barreiras externas acabará sendo paga pelo produtor rural”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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