Mato Grosso

Secel apresenta à Prefeitura de Chapada dos Guimarães o estudo de impacto socioeconômico do Festival de Inverno

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) apresentou à Prefeitura de Chapada dos Guimarães, nessa quarta-feira (22.4), o relatório da pesquisa realizada durante o Festival de Inverno 2025. Conduzido pelo Observatório de Cultura, Economia Criativa e Esporte, o estudo de impacto socioeconômico mostra que a cada real investido no evento, R$ 18,10 voltou para a sociedade.

De acordo com Veruska Almeida, chefe da Unidade de Gestão de Recursos Federais e Indicadores da Secel, a qual o Observatório é vinculado, o relatório traz indicadores que avaliam a eficiência e o alcance das ações culturais.

“É uma pesquisa que mapeia o retorno dos investimentos, ajudando a compreender o impacto econômico e social das atividades culturais dentro do município e o potencial do multiplicador econômico para o estado e para toda sociedade. São informações importantes para o organizador do evento, e principalmente para subsidiar políticas públicas de fomento do Governo do Estado”, explica Veruska.


Realizado entre 25 de julho e 3 de agosto do ano passado, o 38º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães teve um público de mais de 200 mil pessoas. O Governo de Mato Grosso foi o principal parceiro do evento, com recursos próprios e de emenda parlamentar.

Conforme o relatório, a estimativa de retorno aos cofres públicos por meio de impostos é de R$ 8,77 milhões, considerando os impactos na cadeia produtiva de alimentação, transporte, hospedagem e outros, como souvenirs.

O estudo mostrou ainda que o evento tem potencial de expansão de 74%, podendo movimentar cada vez mais a cadeia da economia criativa e do turismo em toda a região.

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O índice de viabilidade econômica do evento também é alto, chegando à pontuação de 0,881, numa variação de 0 a 1. O índice é obtido pela média ponderada de indicadores de impacto socioeconômico, de retorno do investimento, de alavancagem econômica, e outros.

A amostragem revelou que 79% dos participantes do evento são turistas, ou seja, não são moradores de Chapada dos Guimarães, sendo a maioria de outros municípios do Estado. Há também a participação de turistas de outros estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

O relatório do estudo de impacto socioeconômico contempla ainda outras informações sobre o perfil dos participantes, como faixa etária, autoidentificação de cor e raça, gênero, orientação sexual, gastos durante o evento e hábitos culturais.

Para o prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, além de mostrar que o dinheiro público investido no festival retorna para a sociedade, a análise dos indicadores contribui para tomadas de decisão, ajustes e melhorias na gestão do evento.

“A pesquisa mostra um alto grau de satisfação dos participantes e também reforça a relevância nacional do festival, isso é importante. Mas também vai nos ajudar a aprimorar muita coisa, desde a própria programação dos shows e atividades à mobilização conjunta com empresários de diversos serviços”.

Com nível de confiança de 95% e margem de erro de 5%, a pesquisa entrevistou 716 pessoas nos fins de semana do evento. Além disso, o estudo foi embasado em dados fornecidos pela Prefeitura Municipal, como quantidade do público, empregos gerados, percentual de empresas locais contratadas, entre outros.

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“Parabéns à Secel por realizar esse estudo de impacto. Nós nunca tivemos essa informação tão precisa, tão valorosa, como essa pesquisa que a Secel nos presenteia. Então só temos a agradecer ao secretário Davi e toda a equipe. Que a gente possa replicar isso em outros locais, para mapear e mostrar aos gestores públicos que investir em cultura gera resultados positivos para toda a sociedade”, concluiu o prefeito.

Sobre o Observatório de Cultura, Economia Criativa e Esporte

Com atuação multidisciplinar, o Observatório da Secel se propõe a motivar a reflexão acerca da cultura e esporte enquanto mecanismos de desenvolvimento social e econômico, uma vez que movimenta outras cadeias produtivas como indústria, comércio, hotelaria e serviços.

Para mapear o impacto econômico e social das atividades culturais e esportivas, a unidade atua por meio de coleta de dados primários e secundários, diagnóstico e pesquisa. O objetivo é produzir conhecimento e dados para apoiar a criação e a melhorias de políticas públicas.

Entre seus produtos estão revistas com artigos e mapeamentos da produção cultural em Mato Grosso, além de relatórios de pesquisas realizadas em diferentes eventos no Estado (link aqui)

Mais informações sobre o Observatório no site www.secel.mt.gov.br/observatorio

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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