A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) iniciou a 3ª edição da Mostra Estadual das Escolas Técnicas de Mato Grosso – MEET. A primeira cidade a receber o evento foi Tangará da Serra, onde as apresentações científicas ocorreram na noite desta quinta-feira (21.11).
Em Tangará da Serra, a Mostra contou com 15 trabalhos desenvolvidos por alunos e professores na Escolta Técnica local nas categorias projeto de ensino, científico e de extensão. As apresentações científicas foram acompanhadas por dezenas de pessoas e contemplam as áreas de ciências ambientais e agrárias; engenharias e design; e saúde e bem-estar. Todos os trabalhos são avaliadas por profissionais da educação e empresários da região.
Wérica Crislaine, diretora da Escola Técnica de Tangará, afirma que a MEET é um incentivo poderoso para o desenvolvimento crítico e criativo dos alunos. Ao propor projetos que visam soluções práticas para a sociedade, os estudantes podem aplicar teorias e conceitos aprendidos em sala de aula de forma prática.
Segundo a diretora, o evento ainda promove networking com empresários experientes, que avaliam os projetos e compartilham suas visões técnicas, enriquecendo ainda mais os trabalhos dos alunos.
Francilene Fortes, orientadora de projetos da Mostra, avalia que a iniciativa é uma importante oportunidade de despertar nos alunos o gosto pela ciência. “A Mostra é uma chance de contribuir significativamente para que nossos estudantes possam aprender a organizar o raciocínio e técnicas, apresentando resultados satisfatórios e ampliando o conhecimento e a capacidade de comunicar com a sociedade através de ideias inovadoras”.
A MEET é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso, por meio da Seciteci, que possibilita alunos e professores apresentarem à comunidade os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano. A entrada é gratuita e aberta ao público em geral.
O tema da atual edição da Mostra é “Inovações Sustentáveis: Tecnologia a Serviço do Planeta”. Os trabalhos escolhidos apresentam projetos e práticas profissionais que colaboram com a diminuição de impactos socioambientais e promovem o desenvolvimento sustentável. Depois de passar pela avaliação, os participantes receberão certificados.
Mato Grosso conta com 17 Escolas Técnicas Estaduais. Até o dia 06 de dezembro, outras oito unidades irão promover apresentações científicas abertas ao público através da MEET, conforme se pode ver a seguir:
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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