A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realiza, até esta quinta-feira (7.8), o 1º Encontro Arteduf: Arte e Educação Física na Educação Profissional e Tecnológica. O objetivo é reunir professores das duas áreas que vão atuar nas 17 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de Mato Grosso.
O encontro foi iniciado nesta quarta-feira (6.8), em Cuiabá, e marca o início de um projeto inédito na rede das escolas técnicas que incorpora de forma estruturada as duas áreas à rotina da Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
A iniciativa surge na modalidade de concomitância intercomplementar, que permite ao estudante do ensino médio cursar, simultaneamente, uma formação técnica e a educação básica.
No lançamento do encontro, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, destacou que o Arteduf é um passo importante para consolidar a integralidade da formação nas ETECs.
“Queremos que nossas escolas sejam um espaço completo, que unam o ensino técnico, a cultura, o esporte e a participação da comunidade. Isso fortalece vínculos e transforma a experiência escolar. O aluno pode levar essa energia para sua vida profissional e pessoal”, afirmou Allan.
O superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci, Ederson Andrade, ressaltou que o acesso à arte e ao esporte é um direito previsto na Constituição Federal. “Cabe ao Estado garantir espaços para a prática esportiva e o acesso às linguagens artísticas. Não se trata apenas dos nossos alunos, mas também da comunidade. Em muitas escolas, mesmo sem a quadra, é possível realizar atividades em praças, parques ou espaços parceiros”, explicou.
A coordenadora de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci, Girlayne Santos Menezes, reforçou a importância do trabalho desses professores. “Esperamos que cada docente leve novas práticas para fortalecer o vínculo com a escola e com a comunidade, envolvendo todos os alunos das ETECs”, disse.
Coordenador do projeto, o professor Alex Teixeira apresentou as diretrizes para o desenvolvimento das atividades, que incluem planejamento pedagógico integrado, definição de núcleos de prática esportiva e artística, relatórios bimestrais e aquisição de materiais específicos. A proposta prevê ainda eventos internos, culminâncias semestrais e atividades abertas à comunidade nos fins de semana.
As metas futuras incluem a realização dos Jogos das ETECs e de festivais de arte regionais, programados para ocorrer anualmente em diferentes regiões do estado. Esses eventos vão reunir estudantes, famílias e comunidades em apresentações culturais e competições esportivas, fortalecendo a integração entre escola e território.
“Para viabilizar essas ações, o projeto prevê estratégias adaptadas à realidade de cada unidade e parcerias locais para uso de espaços públicos ou de instituições parceiras”, disse o coordenador Alex.
Além de marcar o lançamento, o encontro é também um momento de formação para os professores de artes e educação física que vão atuar no projeto. Durante os dois dias de encontro, eles participam de grupos de trabalho para definir estratégias de implantação nas 17 ETECs e assistem a palestras com especialistas renomados nas duas áreas, reforçando o compromisso da Seciteci com a qualificação dos profissionais envolvidos.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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