Cuiabá

Secretaria da Mulher apoia realização da 1ª Marcha das Visibilidade Trans de Mato Grosso

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Josy Thayllor Santos descobriu a militância ao mesmo tempo em que se descobriu trans. Em um país como o Brasil, que lidera o ranking de países que mais matam pessoas trans, aprender a lutar pela vida e por direitos é um aprendizado que nasce junto com o próprio autodescobrimento. Os anos de luta transformaram Josi em presidente da Associação de Travestis e Transsexuais de Mato Grosso (Astramt), cargo no qual viverá algo histórico na sua vida e também na vida de pessoas trans que lutam por reconhecimento há décadas: trata-se da 1ª Marcha da Visibilidade Trans da história de Mato Grosso, que ocorrerá no dia 17 de maio. 

A marcha será realizada com apoio da Secretaria da Mulher de Cuiabá e do Núcleo da Defesa da Mulher da Defensoria Pública de Mato Grosso, além de outros coletivos e institutos que lutam por direitos para pessoas trans. A concentração para a marcha será realizada na Praça Alencastro, no Centro Histórico de Cuiabá. Os manifestantes descerão a Rua 13 de Junho até a Praça Ipiranga, voltando pela Prainha até a Alencastro novamente. A pauta da marcha neste primeiro ano será sobre o acesso à Saúde por pessoas trans em Mato Grosso. 

“Eu comecei a minha militância com 13 anos de idade, eu tentei buscar o melhor para mim para me conhecer, eu fui buscar esse fortalecimento com outras pessoas em Cuiabá e fora do estado”, conta. “Eu comecei muito cedo, a marcha é um meio de dar visibilidade em Mato Grosso, que é um estado muito preconceituoso, nós queremos que a sociedade veja com um olhar mais atento a população trans”, afirmou. 

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Além da Astramt, a marcha foi idealizada pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat), a Guerrilha Cuiabana, a Conexão Nacional de Mulheres Transexuais e Travestis de Axé (Conat) e o coletivo Hendy Santana da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).  Para a secretária-adjunta da Secretaria da Mulher, Elis Prates, a marcha é resultado de um trabalho de fortalecimento de políticas públicas na capital que tem sido feito há muitos anos na Secretaria. 

“Nós queremos que com a marcha as pessoas observem e digam que pessoas trans são pessoas e se questionem o que o poder público está fazendo”, afirmou Elis. “Estamos bem felizes com a organização porque é uma forma de trazer visibilidade para uma população que está na nossa sociedade mas não tem voz nem vez, na perspectiva de dizer que essas pessoas existem e precisam de saúde, emprego e cidadania”, afirmou Elis Prates 

Julian Tacanã, Coordenador do núcleo estadual do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT-MT) conta que atualmente não existem referências de atendimento de Saúde para pessoas trans e travestis em Mato Grosso em funcionamento. Por isso, o tema escolhido para Marcha foi “Por um SUS Transinclusivo. Queremos viver mais!”. O nosso Instituto tem cumprido um papel essencial na luta pelo ambulatório trans no estado. Ele elogiou a ação da Secretaria da Mulher de Cuiabá, que dará ênfase para os problemas enfrentados pelas pessoas trans. 
“A Secretaria da Mulher sempre foi uma parceira na luta por direitos, fico feliz que a secretaria tenha se colocado em seu compromisso social que é estar ao lado daqueles e daquelas que precisam de políticas de acesso de Saúde,  Educação,  Assistência Social e Segurança”, afirmou. “Queremos que todos vão, pessoas trans e travestis, mas também pessoas cisgêneras aliadas nessa luta e nessa construção por direitos.”

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Para a Coordenadora Estadual da Conatt, a marcha também é uma oportunidade de mostrar que as religiões também podem abraçar pessoas trans. Khauanny Garcia, coordenadora Estadual De Mato Grosso Da Conexão Nacional De Mulheres Transexuais e Travestis de Axé (Conatt), elogiou a iniciativa. 

“A Conatt nasceu porque sofríamos muita discriminação no Axé, não poderíamos usar roupa de sacerdotisa e nós fomos reivindicando esse espaço, então a marcha vem  justamente para fortalecer essa força entre os grupos, para mostrar que a mulher trans e o homem trans precisam ter o seu espaço”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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