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Secretária-executiva adjunta do MMA reforça ética e transparência como pilares para transição climática justa

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A importância de promover transformações culturais e éticas que assegurem uma transição justa e sustentável foi defendida pela secretária-executiva adjunta do MMA, Anna Flávia de Senna Franco, na última sexta-feira (24/10), ao refletir sobre o papel da transparência e da integridade no enfrentamento às mudanças do clima. O debate ocorreu durante a abertura do “Seminário CTICC no marco da COP30 – Transparência, Integridade e Clima”, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU). 

Na ocasião, Anna Flávia destacou a necessidade de revisar “os princípios e valores que orientam o atual modelo de desenvolvimento” para enfrentar os desafios que colocam em risco a sustentabilidade da vida no planeta.  

“Neste momento, temos um desafio global a vencer. Na oportunidade de realização da COP30 sob a presidência do Brasil, precisamos mobilizar as nações, pessoas, lideranças e corporações para a necessidade de transformações culturais e éticas que embasem uma transição justa e sustentável diante da crise climática, visando a prosperidade da vida no planeta”, afirmou. 

Ao ressaltar os esforços do MMA, Anna Flávia citou o Balanço Ético Global (BEG), uma das principais maneiras pelas quais a sociedade pode se engajar na COP30. Liderado pelo presidente Lula e pelo secretário-geral da ONU, António Gutérres, o BEG propõe uma reflexão, a partir da ética e da cultura, sobre até onde avançamos e as ações que ainda precisam ser realizadas para que o planeta não ultrapasse a marca de 1,5º de aquecimento médio em relação aos níveis anteriores à Revolução Industrial, principal meta do Acordo de Paris. 

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A avaliação foi compartilhada pela secretária-executiva da CGU, Eveline Martins Brito, que definiu a proteção ambiental como um dever moral. “Proteger o meio ambiente é ter um compromisso com o presente e o futuro. É um compromisso que se concretiza na ética e na integridade do que é realmente ser ética e ser integro”, assegurou 

A iniciativa reuniu especialistas e representantes de órgãos públicos e de instituições privadas para discutir o papel da transparência e da integridade no enfrentamento à emergência climática, a partir do debate sobre a efetividade de políticas e ações desenvolvidas pelo poder público e setor privado. 

Ainda na abertura, a secretária-executiva adjunta enfatizou o compromisso da pastaA certificação em Nível 3 – Pleno na avaliação de integridade da CGU representa um incentivo para que continuemos evoluindo no processo da integridade”, ressaltou. 

No MMA, a gestão da integridade é coordenada pela Assessoria Especial de Controle Interno (AECI), que exerce a função de Unidade Setorial de Integridade (USI), com diretrizes consolidadas no “Programa Ambiente Íntegro”, instituído por meio da Portaria GM/MMA nº 896/2023. A estrutura conta ainda com o apoio do Comitê Permanente de Gestão da Integridade (CGI) e da Rede de Integridade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Rimma), que reúne representantes da pasta e suas unidades vinculadas.  

No início de outubro, o MMA recebeu a certificação da CGU em reconhecimento ao alcance do Nível 3 – Pleno na avaliação de integridade realizada pelo órgão.  Na análise, o ministério atingiu 100% de implantação dos macroprocessos dos níveis 2 e 3, relativos à padronização e integração das práticas de integridade. Saiba mais aqui   

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A programação também incluiu dois painéis temáticos. Um deles, com o tema “Casos de sucesso em transparência e integridade de organizações públicas e privadas relacionados à mudança do clima”, contou com a participação do chefe da AECI do MMA, Humberto Luciano Schloegl. 

No painel, as estratégias do MMA para a construção do Plano de Integridade para o ciclo 2026–2027, foram destacadas. O novo plano, explica Humberto, apresenta uma nova metodologia de gestão de riscos, que se baseia em um mapeamento rigoroso de lacunas em diversas fontes de informação. “São várias ações que a gente tem implementado e que, coordenadas, buscam trazer uma efetividade na implementação das políticas públicas do MMA”, pontuou.  

O evento é uma iniciativa do Conselho de Transparência, integridade e Combate à Corrupção (CTICC) e integra a agenda preparatória do órgão para as discussões da conferência sobre a agenda climática. 

Também estiveram presentes no seminário o secretário-executivo adjunto da CGU, Olavo Venturim Caldas, e o presidente substituto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt. Além do secretário federal de controle interno da CGU, Ronald Balbe, a secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Álvares de Azevedo Oliveira, e a secretária de Transparência e Acesso à Informação do órgão, Livia Oliveira Sobota. 

Saiba mais sobre o seminário aqui 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Pulverização localizada em cana-de-açúcar reduz uso de herbicidas em até 90% e amplia eficiência no campo

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A adoção da tecnologia de pulverização localizada Weed-it, desenvolvida pela Zait.ag, tem transformado o manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. Dados operacionais da Usina Ester, localizada em Cosmópolis (SP), apontam uma redução média de 90,5% no consumo de herbicidas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, evidenciando ganhos expressivos de eficiência e sustentabilidade no campo.

O sistema vem sendo utilizado como alternativa para otimizar o uso de insumos agrícolas, reduzir desperdícios e aumentar a precisão das aplicações, em um cenário de crescente pressão por redução de custos e maior responsabilidade ambiental no setor sucroenergético.

Aplicação seletiva reduz drasticamente o uso de herbicidas

A tecnologia Weed-it funciona por meio de sensores instalados nas barras de pulverização, capazes de identificar em tempo real a presença de plantas daninhas. A partir dessa leitura, o sistema aciona válvulas de alta velocidade apenas nos pontos onde há necessidade de aplicação, garantindo precisão e reduzindo significativamente o uso de defensivos.

No levantamento realizado pela Usina Ester, foram manejados 589,1 hectares no período analisado. Desse total, apenas 55,95 hectares receberam aplicação efetiva de herbicidas, demonstrando a eficiência do sistema seletivo.

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Em determinadas operações, a economia ultrapassou 99% do volume aplicado, especialmente em áreas de reforma de canaviais, pós-colheita e manejo localizado de infestação de plantas daninhas.

Tecnologia já consolidada em outras culturas avança na cana

De acordo com a Zait.ag, a tecnologia já está presente em aproximadamente 2 milhões de hectares no Brasil, com ampla utilização em culturas como grãos e algodão. Agora, o sistema avança de forma consistente para o setor sucroenergético, que busca soluções para aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de produção.

O diretor comercial da empresa, Marcos Ferraz, destaca que o desempenho da ferramenta na cana-de-açúcar reforça sua versatilidade e potencial de expansão.

Segundo ele, os resultados observados demonstram que a tecnologia mantém alta eficiência também em culturas semiperenes, com impacto direto na redução do uso de insumos agrícolas.

Sustentabilidade e redução de custos no centro da estratégia

Além da expressiva economia de herbicidas, a pulverização localizada contribui para a diminuição do impacto ambiental das atividades agrícolas, ao reduzir o volume de defensivos aplicados no campo.

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A tecnologia também favorece a preservação do solo e melhora a eficiência das operações de manejo, alinhando-se às demandas crescentes por sustentabilidade na produção agrícola.

Outro ponto destacado pela empresa é a facilidade de operação do sistema, que não exige calibrações complexas e apresenta resultados imediatos após a aplicação, facilitando a adoção pelas equipes de campo.

Eficiência operacional impulsiona adoção no setor sucroenergético

Com o avanço da mecanização e da agricultura de precisão, o setor sucroenergético tem buscado tecnologias capazes de aumentar a eficiência produtiva sem comprometer a sustentabilidade.

Nesse cenário, soluções como o Weed-it ganham espaço por aliarem redução de custos operacionais, otimização do uso de insumos e ganhos ambientais relevantes.

A tendência é que a adoção de tecnologias de aplicação localizada se intensifique nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior competitividade e pela busca por práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de cana-de-açúcar no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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