Cuiabá

Secretário dialoga com funcionários da Bem Estar e cobra transparência da empresa

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O secretário interino da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Reginaldo Teixeira, se reuniu nesta sexta-feira (17) com os colaboradores da empresa Bem Estar, responsável pela limpeza urbana na capital, que paralisaram os serviços devido ao não pagamento do décimo terceiro e ao atraso salarial de dezembro.

Reginaldo Teixeira, que também é secretário de Obras de Cuiabá, estabeleceu mais transparência por parte da empresa e destacou estar tomando medidas que podem acarretar rescisão do contrato.

O secretário afirmou que a prefeitura está com o pagamento em dia, mas, mesmo após notificações extrajudiciais, a empresa não paga seus funcionários.

“Estarei oficiando novamente a Bem Estar sobre a paralisação de hoje, para eles tomarem providências imediatas, sob pena de rompimento de contrato e sanção. Precisamos resolver essa situação, no máximo, até o início da próxima semana, porque não podemos ficar desassistidos em relação a esse serviço”, afirmou o secretário.

A Procuradoria Geral do Município está ciente dos entraves e tão logo poderá adotar medidas jurídicas contra a prestação inadequada do serviço. “A empresa não está cumprindo todas as suas obrigações na prestação do serviço”, pontua Reginaldo.

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O secretário afirmou que a empresa terá que cumprir suas obrigações legais para manter o contrato com o município. Segundo ele, pagamentos futuros só serão realizados mediante a apresentação mensal dos holerites assinados pelos trabalhadores.

“O objetivo é assegurar uma gestão transparente e informar a população sobre as medidas adotadas para acompanhar e regularizar os procedimentos. Se temos um relacionamento jurídico com uma empresa, nada mais justo que nos informem os comprovantes de pagamento, como a apresentação dos holerites, certidões obrigatórias como FGTS e comprovantes de quitação. Esses dados não eram solicitados pela gestão anterior”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeito e secretário encaminham projeto à Câmara para permitir renovação de contratos da Educação

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, encaminharam à Câmara Municipal um projeto de lei que amplia o prazo para contratação temporária de profissionais da Rede Municipal de Ensino. A proposta busca permitir a renovação de contratos e reduzir a necessidade de realização recorrente de processos seletivos, garantindo maior continuidade aos serviços educacionais. O Projeto de Lei nº 383/2026 foi protocolado pelo Executivo em 24 de agosto.

O prefeito Abilio Brunini destacou que a proposta busca evitar a realização de processos seletivos todos os anos para atender a uma necessidade que permanece na Rede Municipal de Ensino. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou. Segundo ele, a medida permite dar maior estabilidade ao planejamento da Educação, sem deixar de cumprir a exigência de realização de concurso público.

A proposta altera a Lei Municipal nº 4.424, de 2003, que regulamenta as contratações temporárias por excepcional interesse público. Pelo texto, os contratos enquadrados na hipótese de contratação de professores substitutos e visitantes poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de uma única prorrogação por igual período, alcançando o limite máximo de 36 meses. A mudança também prevê a aplicação da nova regra aos contratos temporários vigentes e aos processos seletivos simplificados ainda dentro do prazo de validade, desde que atendidos os requisitos legais.

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Durante conversa sobre a medida, o prefeito destacou que pretende evitar a realização de novos processos seletivos todos os anos quando a necessidade de profissionais permanece. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou Abilio, ao explicar que a mudança também será acompanhada dos estudos necessários para a realização de concurso público na Educação.

Segundo o secretário Reginaldo, a equipe técnica da Secretaria de Educação realizou estudos e buscou orientação jurídica para estruturar a proposta. A Secretaria havia encaminhado à Procuradoria-Geral do Município uma solicitação para analisar a alteração da legislação e a possibilidade de aplicar a nova sistemática aos contratos e processos seletivos em andamento.

O secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, ressaltou que, paralelamente à proposta de alteração da legislação, já está em andamento o planejamento para a realização de concurso público na Educação. “Em paralelo, a gente está fazendo um estudo também para continuar aí com o concurso público, que é uma exigência aí já faz há bastante tempo, e a gente está fazendo esse estudo”, afirmou. Ele explicou que, enquanto o concurso é estruturado, a Secretaria trabalha para viabilizar a renovação dos contratos dos profissionais selecionados, caso a Câmara aprove a alteração legislativa.

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A justificativa administrativa aponta que a realização sucessiva de processos seletivos exige mobilização de equipes para elaboração de editais, inscrições, análise documental, recursos, homologação, convocação, contratação, cadastramento, atribuição e lotação. A repetição desses procedimentos também gera custos e pode provocar dificuldades na organização das unidades e no início dos períodos letivos.

Para os professores, a Secretaria destaca ainda o impacto pedagógico da continuidade dos profissionais. A permanência durante o período em que existir a necessidade temporária contribui para preservar o planejamento, acompanhar a aprendizagem dos estudantes e manter a integração entre docentes, equipes gestoras e comunidade escolar.

A proposta, no entanto, não garante a renovação automática dos contratos. O texto estabelece que a prorrogação dependerá da necessidade da Administração, da permanência da situação temporária de excepcional interesse público, da disponibilidade orçamentária e financeira e do cumprimento dos demais requisitos legais.

O projeto também deixa claro que a ampliação do prazo não transforma os contratos temporários em vínculos permanentes e não substitui o concurso público como forma de ingresso efetivo no serviço público. A Prefeitura informou que, paralelamente à tramitação da proposta, a Secretaria de Educação trabalha em estudos para avançar na realização de concurso público para a área.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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