A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) abre, nesta sexta-feira (27.3), às 19h, no Centro de Eventos de Sinop, a 5ª edição dos Jogos dos Estudantes Militares.
O evento reúne estudantes de escolas militares da rede estadual de ensino em uma programação que prossegue até domingo (29), com competições esportivas e intelectuais.
Ao todo, 29 escolas participam da edição 2026, com delegações formadas por 28 alunos cada. As disputas envolvem modalidades como ordem unida, cabo de guerra, cubo mágico, xadrez, corrida intelectual e pega-ladrão, promovendo integração, disciplina e trabalho em equipe entre os estudantes.
Além das disputas, a programação inclui momentos de convivência e integração entre os participantes, reforçando valores como companheirismo e espírito de equipe, marcas dos colégios militares em Mato Grosso.
As competições seguem ao longo do fim de semana em diferentes espaços da cidade, como ginásios, estádio municipal e unidades escolares.
Após a cerimônia de abertura, alunos das Escolas Estaduais Militares Tiradentes e Dom Pedro II participam de uma palestra com o ex-jogador de vôlei, Roberto Minuzzi.
O palestrante tem no seu histórico, conquistas pela seleção brasileira desde a categoria de base quando participou do Mundial Infanto-Juvenil na Arábia Saudita em 1999, medalha de prata no sul-americano juvenil em 2000 na Venezuela e ouro no Mundial Juvenil de 2001 na Polônia. Foi tetracampeão da Liga Mundial pela seleção brasileira adulta nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2007.
Sugestão de pauta | 5º Jogos dos Estudantes Militares de Mato Grosso 2026 Data: 27 a 29 de março de 2026 Local: Sinop
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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