A Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) assinou, nesta quinta-feira (26.2), o termo de adesão ao projeto Multiação, iniciativa que reúne instituições públicas e privadas para ofertar serviços gratuitos à população em diferentes municípios do Estado. A formalização ocorreu durante o lançamento do cronograma de 2026, realizado no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt).
O termo foi assinado pelo secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius José Simioni, que destacou que a parceria amplia o alcance das ações de educação fiscal e facilita o acesso da população aos serviços fazendários.
“Ao integrar o Multiação, a Sefaz reforça o compromisso de se aproximar cada vez mais do cidadão, promovendo orientação, regularidade, transparência e estímulo ao exercício da cidadania fiscal”, afirmou.
Conforme previsto no termo de adesão, a Sefaz prestará atendimento direto ao público nas áreas de Nota MT, Cidadania Fiscal e IPVA. No caso do Nota MT, serão realizadas orientações, novos cadastros e atualização de dados de usuários já inscritos. Sobre Cidadania Fiscal, as ações terão foco na conscientização tributária de forma interativa. Já no atendimento de IPVA, a equipe irá esclarecer dúvidas, emitir guias de pagamento e orientar sobre prazos e isenções.
Em parceria com a Sefaz, a Politec também ofertará serviços relacionados à Carteira de Identidade Nacional, enquanto o Detran realizará ações educativas de trânsito, orientações e emissão de guias de pagamento do licenciamento.
O Multiação completa 13 anos em 2026 e prevê seis edições ao longo do ano, com ações em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres e Sinop. A primeira edição será realizada no dia 28 de março, em Várzea Grande, no Sesi Escola Várzea Grande.
Além da Sefaz, são parceiros do Multiação: Amigo, Águas Cuiabá, AMTU, Café Brasileiro, Caixa Econômica Federal, Centro Médico Hadar, Centro de Patologia e Citologia Aburad, Cliniprev (Grupo Pax Nacional), Coca Cola, Energisa, Exército Brasileiro, Instituto Gallo Ensina, Grupo Imagens, Help Vida, MT-Hemocentro, Hospital Amecor, Hospital H Bento, Hospital São Judas Tadeu, IEL, INSS, Instituto Ação Verde, Instituto Lions da Visão, Laboratório Carlos Chagas | Sabin, Oncovida, Pró Ótica, Puríssima, Refrigerantes Marajá, Rotary, Sebrae, Senai, Sesi, Sicredi, Sindirecicle, SBCP, TRT, TVCA, Unic, Unimed, Uniodonto, Univag, Vitta Pata Clínica Veterinária.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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