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Semana Nacional dos Animais: Governo do Brasil anuncia pacote de medidas para fortalecer a proteção animal

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, nesta quinta-feira (12/3), evento em celebração à Semana Nacional dos Animais, marcado pelo anúncio de medidas voltadas à proteção e à garantia dos direitos dos animais no Brasil. A programação destacou os avanços das políticas públicas de bem-estar animal e abriu espaço para a construção participativa de diretrizes que vão orientar as ações do país entre 2026 e 2030.

Durante a solenidade, foi anunciada a criação da Conferência Nacional de Direitos Animais, concebida como um espaço permanente de participação social, diálogo federativo e construção coletiva de diretrizes para políticas públicas voltadas à proteção e à garantia dos direitos dos animais. A proposta pretende ampliar a escuta da sociedade e fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios (saiba mais aqui).

“Essa conferência será um espaço de controle social e de participação da sociedade, para que a política pública seja formulada não para os defensores dos direitos animais, mas com os defensores dos direitos animais. Nos governos do presidente Lula, não fazemos as coisas para as pessoas; fazemos com as pessoas. O que precisamos é de um mundo que defenda a sustentabilidade em todas as suas dimensões”, reforçou durante a cerimônia a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. 

O Governo do Brasil também anunciou a edição de decreto que amplia as multas aplicadas em casos de maus-tratos a animais. Batizada de “Justiça por Orelha”, em referência à morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em janeiro de 2026, a norma estabelece penalidades que variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão em situações com agravantes. 

A medida altera o Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações administrativas ambientais no país. Até então, as multas previstas iam de R$ 500 a R$ 3 mil. “Isso é decorrência da luta que todos vocês travam juntos. É uma luta árdua de conscientização da sociedade e não é fácil. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade em que a violência e a crueldade permanecem muito presentes, tanto contra os animais quanto contra os próprios seres humanos”, destacou em discurso a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. 

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Abertura da Semana Nacional dos Animais, em Brasília. – Foto: Ueslei Marcelino/MMA

Foi sancionada também a Lei nº 15.355/2026, que institui a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (Amar) (saiba mais aqui). A legislação busca organizar e fortalecer ações de proteção animal em emergências, acidentes e desastres ambientais, com o objetivo de reduzir a mortalidade de animais em eventos extremos, cada vez mais frequentes no país em razão das mudanças do clima.

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Outra iniciativa apresentada foi o Programa Nacional SamuVet, voltado a ampliar a capacidade de resposta do poder público em situações críticas que afetam a fauna. Sob coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a proposta integra a proteção animal às estratégias de prevenção, gestão de riscos e resposta a desastres, além de apoiar estados e municípios em ocorrências de grande impacto ambiental.

“A Semana Nacional dos Animais simboliza um momento muito importante para o Brasil. Pela primeira vez, reunimos, em torno de uma agenda comum, governo, sociedade civil, pesquisadores e gestores públicos para consolidar uma política nacional de proteção e direitos dos animais. O que estamos apresentando não são apenas anúncios; são entregas concretas: a ampliação das multas por maus-tratos, a criação da Conferência Nacional de Direitos Animais, a política para animais em desastres e novas iniciativas para fortalecer a resposta do Estado na proteção da fauna”, complementou a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini. 

Ainda na avaliação de Vanessa, “esses avanços mostram que a pauta animal deixou de ser periférica e passou a ocupar um lugar estruturante nas políticas ambientais do país. Nosso desafio agora é continuar avançando, construindo políticas públicas cada vez mais robustas, participativas e capazes de proteger a vida animal em todas as suas dimensões”. 

Também estiveram presentes na cerimônia de abertura o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires. 

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Marina Silva, Gleisi Hoffmann e Vanessa Negrini em solenidade de abertura da Semana Nacional dos Animais. – Foto: Ueslei Marcelino/MMA

Semana Nacional dos Animais

Realizada em alusão ao Dia Nacional dos Animais, celebrado em 14 de março, a Semana Nacional dos Animais reuniu representantes de diferentes regiões do país para discutir os principais desafios e perspectivas da agenda de proteção, defesa e direitos dos animais no Brasil. 

Segundo a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, “a gente transforma o mundo pela nossa indignação. Transformamos o mundo quando entendemos que algo não está certo e que precisa mudar para melhor. Essa é uma causa que costumamos chamar de causa animal, mas eu acredito que, na verdade, vocês têm um compromisso com a causa da natureza. E a natureza somos todos nós”. 

Gestores públicos, especialistas, pesquisadores e representantes da sociedade civil debateram temas centrais da agenda ambiental e animal. Entre eles, a conservação da fauna silvestre terrestre e aquática, a situação de espécies ameaçadas, exóticas invasoras e migratórias, a proteção da vida marinha e o bem-estar de animais na produção e na pesquisa científica.

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Os debates também abordaram políticas públicas voltadas à proteção e ao manejo populacional de cães e gatos, estratégias de enfrentamento aos maus-tratos e ao tráfico de animais, além da resposta do poder público a desastres e emergências ambientais que afetam a fauna.

O evento contou ainda com painéis temáticos dedicados a agendas específicas. Um dos encontros tratou da situação das espécies ameaçadas, exóticas e migratórias no Brasil e apresentou as principais ações da política ambiental nessas áreas, incluindo a preparação do país para a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, nas siglas em inglês), a ser realizada entre os dias 23 e 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS). Pela primeira vez, o país estará no centro do debate global sobre a biodiversidade e a conservação da fauna.  

Organizado pelo Governo do Brasil e presidido pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o encontro deve reunir mais de 2 mil participantes, entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e sociedade civil. As 133 partes da convenção discutirão a situação das espécies migratórias, definirão prioridades e deliberarão sobre políticas e ações para proteger seus habitats e rotas de migração (leia mais aqui). 

Outro painel abordou as políticas e resultados relacionados à proteção e ao manejo da fauna silvestre em ambientes terrestres e aquáticos, destacando avanços na conservação e na fiscalização ambiental.

Também foram discutidas as respostas institucionais a desastres ambientais, conflitos e crimes contra a fauna, com a apresentação de ações e operações realizadas por órgãos ambientais, além dos desafios para estruturar respostas cada vez mais eficazes. Um painel específico foi dedicado aos animais domésticos, com destaque para políticas públicas voltadas à proteção, ao manejo populacional e aos direitos de cães e gatos, bem como aos programas e sistemas desenvolvidos pelo Governo do Brasil nessa área.

A Semana Nacional dos Animais foi promovida pelo Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais, da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, com participação do Ibama e do ICMBio e apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de organizações da sociedade civil que atuam na proteção animal no país. 

Clique aqui e acesse o documento com as principais entregas do Governo do Brasil para a proteção da fauna e a promoção dos direitos animais no período de 2023 a 2026. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA   

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Bolsas globais operam com volatilidade diante de tensões no Oriente Médio; Ibovespa Futuro avança e dólar recua

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Os mercados financeiros iniciam a semana sob forte influência das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da expectativa pela divulgação de novos indicadores de inflação nas principais economias do mundo. Apesar do ambiente de cautela, os contratos futuros de Wall Street apontam recuperação após as perdas registradas na última semana, enquanto as bolsas asiáticas encerraram o pregão em queda expressiva e os mercados europeus operaram sem direção definida.

Nos Estados Unidos, os índices futuros registravam alta no início da sessão. O Dow Jones avançava cerca de 0,3%, o S&P 500 subia aproximadamente 0,7% e o Nasdaq liderava os ganhos com valorização superior a 1,2%, impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia. O movimento ocorre após uma forte realização recente nas ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores.

Na Europa, o cenário permanece misto. Investidores acompanham os desdobramentos geopolíticos, os preços da energia e as perspectivas para a política monetária dos principais bancos centrais. A volatilidade segue elevada, especialmente nos segmentos ligados à indústria e tecnologia.

Ásia sofre com realização no setor de tecnologia

As bolsas asiáticas encerraram a sessão em território negativo, pressionadas pela aversão ao risco global e pela correção das ações de tecnologia.

Na China, o índice CSI300 recuou mais de 2%, atingindo o menor nível em cerca de dois meses. O índice de Xangai também registrou perdas, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ampliou o movimento de baixa. O setor de semicondutores liderou as quedas, refletindo a desaceleração das ações ligadas à inteligência artificial após meses de forte valorização.

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Analistas avaliam que a correção atual representa um ajuste de curto prazo após os ganhos expressivos acumulados desde o início do ano. Mesmo com a volatilidade, parte do mercado mantém uma visão construtiva para o segmento tecnológico chinês no médio e longo prazo, especialmente diante dos investimentos estratégicos do país em autossuficiência na produção de chips.

O movimento negativo também atingiu outras praças asiáticas. O Nikkei, do Japão, registrou forte retração, enquanto o índice Kospi, da Coreia do Sul, sofreu uma das maiores quedas da região, refletindo o aumento da aversão ao risco global.

Ibovespa Futuro acompanha recuperação externa

No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em alta, acompanhando a recuperação dos mercados norte-americanos e o maior apetite por ativos de risco.

O contrato futuro avançava cerca de 0,5%, negociado próximo dos 170 mil pontos. O movimento ocorre após uma sequência de sessões mais fracas para a bolsa brasileira, que vem sofrendo influência da volatilidade externa e da cautela dos investidores em relação ao cenário fiscal doméstico.

Entre os destaques corporativos do pregão estão:

  • Petrobras (PETR4): beneficiada pela valorização internacional do petróleo, impulsionada pelos riscos de interrupção da oferta no Oriente Médio;
  • Embraer (EMBR3): segue atraindo investidores após resultados positivos e perspectivas favoráveis para o setor aeroespacial;
  • B3 (B3SA3): permanece como termômetro do fluxo de capital no mercado brasileiro;
  • Itaú Unibanco (ITUB4): continua entre os papéis mais negociados da bolsa.
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Petróleo, dólar e inflação permanecem no radar

As novas tensões geopolíticas voltaram a elevar os preços internacionais do petróleo, fator que pode influenciar a inflação global e as decisões futuras dos bancos centrais. O mercado monitora especialmente os impactos sobre as cadeias de suprimentos e o custo da energia.

No câmbio, o dólar iniciou a semana em leve queda frente ao real, após ter encerrado a semana anterior próximo de R$ 5,15 no mercado doméstico. O comportamento da moeda continuará condicionado ao fluxo estrangeiro, ao cenário fiscal brasileiro e às expectativas para os juros nos Estados Unidos.

Perspectivas para os próximos dias

Os investidores concentram as atenções nos próximos indicadores de inflação dos Estados Unidos e da Europa, que poderão redefinir as expectativas sobre a trajetória dos juros globais. Ao mesmo tempo, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio seguem como principal fator de risco para os mercados financeiros internacionais.

A combinação entre inflação, política monetária, preços do petróleo e desempenho do setor de tecnologia deve continuar determinando o comportamento das bolsas ao longo da semana, mantendo o ambiente de elevada volatilidade para investidores em todo o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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