Política Nacional

Senado grava filme ‘Eunice, a primeira senadora’ em realidade virtual

Publicado

No último domingo (15), o Senado foi cenário para a gravação do terceiro filme em realidade virtual 3D: Eunice, a primeira senadora. O roteiro traz como personagem principal Eunice Michiles, primeira mulher a ocupar uma cadeira no Senado pelo voto popular.

O filme integra o projeto Visita 360, da Secretaria de Relações Públicas, que produz experiências em formato de realidade virtual 360, no qual o espectador se vê dentro da cena e acompanha a história como se fizesse parte dela, por meio de óculos de realidade virtual. O projeto já produziu outros dois filmes, sobre os ex-senadores Abdias Nascimento e Darcy Ribeiro.

Na experiência imersiva, o público acompanha momentos decisivos da trajetória de Eunice, interpretada pela atriz Carolina Monte Rosa. Em meio às turbulências políticas e econômicas da época, Eunice enfrentou inúmeros desafios, especialmente por ser a única mulher atuando em um ambiente predominantemente masculino.

— A escolha de Eunice está alinhada à política de igualdade de gênero da Casa, ao dar visibilidade à atuação das mulheres. A ideia é que os visitantes reconheçam a importância do pioneirismo da senadora naquele período e como sua atuação abriu caminhos para outras mulheres — ressalta Juliana Borges, diretora da Secretaria de Relações Públicas.

Leia mais:  Comissão aprova regras para o ressarcimento integral de dano a pessoas idosas ou com deficiência

O filme se passa em 1982, por isso, a caracterização, os cenários e os diálogos foram cuidadosamente elaborados para transportar o público a outro momento histórico. Por trás do tripé e da câmera 360 graus, a equipe trabalhou de forma sincronizada, atenta a cada detalhe — especialmente por se tratar de um filme de época. Na Casa, três espaços foram utilizados para a captação das cenas: o Salão Branco (Chapelaria), o estacionamento e a antessala da Presidência do Senado.

Para a atriz Carolina Monte Rosa, a dinâmica da gravação em realidade virtual aumenta a responsabilidade do ator, mas também gera um nível de imersão e emoção únicos, proporcionando uma “experiência extraordinária de estar, de fato, vivendo a história ao vivo”.

Com previsão de lançamento ainda neste mês, o filme Eunice, a primeira senadora será apresentado inicialmente ao público interno e, em seguida, deve integrar a programação da visitação institucional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Hugo Motta destaca mudança histórica para os trabalhadores

Publicado

O presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou que a aprovação da PEC que acaba com a escala 6X1 (um dia de descanso e 44 horas semanais) e fixa jornada semanal de 40 horas é a maior mudança para os trabalhadores desde a Constituição de 1988.

“Mais do que falar sobre horas trabalhadas, o debate que tivemos é sobre o tempo de vida. É sobre o direito de viver, não apenas sobreviver. É sobre a liberdade de escolha sobre o tempo livre, porque tempo livre também é dignidade humana e dignidade é fundamento da Constituição”, afirmou.

Motta ressaltou três “pilares inegociáveis” tanto para Câmara como para o governo federal: redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários dos trabalhadores. “Esta aprovação ficará registrada na história desta Legislatura e na trajetória de cada parlamentar que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, disse.

Saúde
Os gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de quase R$ 1 bilhão com afastamentos e licenças foram apontados por Motta como justificativa para defender a proposta. “Reduzir a jornada não é apenas reorganizar horários, é uma medida estrutural de promoção da saúde. É uma política pública”, afirmou o presidente da Câmara, que citou as mais de 3.200 pessoas ouvidas no programa Câmara pelo Brasil para compreender os impactos em cada setor e construir o texto mais equilibrado possível.

Leia mais:  Projeto cria programa de distribuição de livros para crianças de até seis anos

Carga alta
Motta afirmou que o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho do mundo e convive, há décadas, com estagnação da produtividade. “Isso mostra que produtividade não pode ser medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas. Trabalhadores mais descansados produzem mais. Proteger o tempo humano é proteger a economia, a saúde, a família e a dignidade das pessoas.”

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Léo Prates (PDT - BA)
Léo Prates: conquista das famílias brasileiras

Para o relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), a mudança é um pequeno texto, mas uma grande conquista dos trabalhadores e, principalmente, das famílias brasileiras. “Aqui é uma reforma na qualidade de vida do brasileiro, mas é sobretudo sinal dos seres humanos que formaremos no futuro. É sobre isso e por isso.”

País maduro
Para o autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a proposta é a maior legislação desde a Consolidação das Leis do Trabalho. “Estamos dizendo para a sociedade brasileira que o país está maduro, a economia está madura e chegou a hora para olharmos para trabalhadores e trabalhadoras. Estamos dobrando o tempo do descanso remunerado”, disse.

Leia mais:  Seif destaca videomonitoramento para reforçar segurança em Santa Catarina

Segundo Lopes, ele trabalhou por mais de dez anos em uma padaria todos os dias da semana. “Trabalhando 64 horas, 10 horas por dia, 4 horas no domingo. Sei como isso prejudica o sonho da juventude, o sonho de uma mãe que quer conviver com o filho.”

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Erika Hilton (PSOL - SP)
Erika Hilton: escala 6×1 é desumana

A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de proposta analisada junto, afirmou que a escala 6×1 é desumana, rouba esperança e dignidade. “As pessoas precisam trabalhar para viver e não viver para trabalhar”, declarou. Ela afirmou que precisou criar as irmãs para a mãe poder trabalhar nessa escala nos finais de ano, “voltando 2, 3 horas da manhã”, porque trabalhava em lojas.

O presidente da comissão especial que analisou a proposta, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que sem a força humana, sem a consciência humana a economia não funcionaria. “É o trabalhador brasileiro que faz essa economia pujante do nosso país. Hoje é um dia histórico, um grande passo”, declarou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana