Política Nacional

Senado pode votar projetos que beneficiam crianças, idosos e PcDs

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Na retomada dos trabalhos legislativos, o Senado poderá concluir a apreciação de projetos de lei que beneficiam idosos, pessoas com deficiência (PcDs), crianças e adolescentes. São propostas que já foram aprovadas em comissões permanentes da Casa e agora precisam ser submetidas à votação em Plenário.

Um desses projetos prevê aviso de infração para o uso indevido de vaga de carro destinada a idosos ou deficientes, enquanto outro destina recursos a políticas públicas para a primeira infância. Além disso, há iniciativas que tratam de acompanhamento de PcDs por cães-guias em transportes coletivos; recursos para políticas de acessibilidade; possibilidade de PcDs serem considerados idosos aos 50 anos; e creches rurais.

Estacionamento

O PL 4.838/2020, da ex-deputada federal Rejane Dias (PI), tem o objetivo de evitar o uso indevido das vagas de estacionamento reservadas às pessoas idosas e às pessoas com deficiência. O texto determina que as placas que indicam tais vagas também avisem que é infração desrespeitar a reserva.

A matéria, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, conta com parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Damares destaca que o estacionamento indevido nas vagas reservadas à pessoa idosa e à pessoa com deficiência é classificado como infração de natureza gravíssima, que pode ser punida com sete pontos na carteira de motorista e multa no valor inicial de R$ 293,47.

Primeira infância

O PL 5.148/2019, por sua vez, prevê que pelo menos 25% dos recursos do Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente sejam destinados a políticas públicas, projetos e programas para a primeira infância (os primeiros seis anos de vida da criança).

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A autora do projeto é a ex-deputada federal Paula Belmonte (DF), que atualmente é deputada distrital.

Na época em que apresentou a proposta, ela destacou que os primeiros anos de vida são essenciais para o pleno desenvolvimento do ser humano, e que por isso é necessário assegurar investimentos específicos para a primeira infância.

A iniciativa conta com parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Cão-guia

Também aguarda votação no Plenário do Senado o PL 4.489/2024, que permite o ingresso e a permanência de pessoa com deficiência ou condição de saúde grave acompanhada de cão-guia em transportes coletivos públicos ou privados.

O projeto, que teve origem em iniciativa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), passou por alterações na Câmara dos Deputados. No Senado, essa redação modificada recebeu parecer favorável do senador Romário (PL-RJ).

Acessibilidade

Outra matéria a ser avaliada em Plenário é o PL 6.562/2019, que destina parte das receitas com multas pelo descumprimento da Lei de Acessibilidade às políticas de acessibilidade e de inclusão de pessoas com deficiência.

A autora da proposta é a deputada federal Erika Kokay (PT-DF). A iniciativa conta com parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS).  

Pessoas com deficiência

Os senadores também podem votar o PL 401/2019, que altera a legislação para considerar como idosas as pessoas com deficiência a partir dos 50 anos. O texto também prevê que esse limite pode ser reduzido por meio de avaliação médica, psicológica e social.

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Autor do projeto, o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG) ressalta que, apesar do aumento da expectativa de vida, as pessoas com deficiência ainda estão sujeitas ao envelhecimento precoce.

A matéria recebeu parecer favorável do senador Paulo Paim.

Creches rurais

Outro proposta que pode ir a Plenário é o PL 4.012/2024, de autoria do deputado federal Damião Feliciano (União-PB). O projeto define que a oferta de educação infantil em creches e pré-escolas, por parte dos municípios, estende-se às zonas urbanas e rurais — na proporção da distribuição da população.

A iniciativa conta com parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Ela lembra que, nos primeiros anos de execução do atual Plano Nacional de Educação havia muita desigualdade de acesso de crianças da zona rural à educação infantil. Além disso, dados de matrículas do Relatório do 5º Ciclo de Monitoramento do Plano Nacional de Educação apontam piora no quadro da desigualdade de acesso à educação infantil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova projeto que suspende pagamento do Fies em situações de calamidade pública

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1953/24, do deputado Pedro Campos (PSB-PE) e outros quatro parlamentares, que permite a suspensão temporária do pagamento das parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) sempre que o governo federal reconhecer estado de calamidade pública no país.

Pelo texto, ficam suspensas, durante todo o período de calamidade, as obrigações de pagamento destinadas à amortização do saldo devedor, juros e multas dos estudantes beneficiários do programa.

A proposta altera a Lei do Fies para estender a possibilidade de suspensão a diferentes modalidades de contrato do programa.

Contexto e motivação
Durante a pandemia de Covid-19, foi necessário tramitar um projeto específico para autorizar a suspensão dos pagamentos do Fies. O problema, segundo Pedro Campos, é que aquela lei ficou restrita ao evento da pandemia, sem abranger outras calamidades.

“É nossa responsabilidade aperfeiçoar as leis vigentes, de modo a torná-las mais eficazes na resposta às vítimas de calamidades”, afirmou.

Parecer favorável
O relator, deputado Dagoberto Nogueira (PP-MS), recomendou a aprovação da proposta. Para ele, a lógica de suspensão adotada durante a pandemia é exatamente a mesma para outros estados de calamidade pública.

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“Em situações assim, nada impede que haja condições orçamentárias excepcionais para amparar a adoção das medidas de mitigação dos prejuízos à população”, ressaltou.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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