Política Nacional

Senado vai debater reajuste de fundo e salários da polícia do Distrito Federal

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) fará um debate sobre a PEC 1/2025, proposta de emenda à Constituição que trata da correção anual dos repasses da União ao Fundo Constitucional do Distrito Federal. A proposta também prevê a equiparação dos salários da Polícia Civil do Distrito Federal aos da Polícia Federal.

O debate, que ocorrerá sob a forma de audiência pública, foi solicitado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF). O respectivo requerimento (REQ 72/2025 – CAS) foi aprovado pela CAS nesta quarta-feira (27). A data do debate ainda será agendada.

A PEC 1/2025 altera o artigo 21 da Constituição Federal para garantir que os valores transferidos anualmente ao Fundo Constitucional do Distrito Federal sejam corrigidos pela variação da receita corrente líquida da União, e não mais pela inflação medida pelo IPCA.

O texto também assegura que o fundo cubra integralmente os custos com segurança pública, saúde e educação no Distrito Federal, o que reforçaria o papel da União no custeio desses serviços.

Já a previsão de equiparação salarial é uma demanda antiga da Polícia Civil do Distrito Federal. O objetivo é igualar os salários das carreiras dessa corporação com os da Polícia Federal, sob o argumento de que ambas exercem funções semelhantes e ambas são custeadas com recursos federais.

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Izalci Lucas sugeriu que o debate conte com a participação de representantes de sindicatos da saúde, gestores do Distrito Fedeal e parlamentares distritais.

A proposta já foi tema de outra audiência pública, em julho, na Comissão de Segurança Pública (CSP), também a pedido do senador. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

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A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

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O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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