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Serpro lança ferramenta para agilizar crédito rural com foco em sustentabilidade

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Solução digital fortalece crédito sustentável no campo

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) anunciou o lançamento de uma nova tecnologia voltada a bancos, cooperativas e agências de crédito que financiam o agronegócio brasileiro. Batizado de Consulta Práticas Agropecuárias Sustentáveis, o serviço permite o acesso direto a diversas bases de dados governamentais, acelerando a análise e a liberação de crédito rural.

De acordo com o Serpro, a ferramenta oferece mais agilidade, transparência e segurança na verificação de certificações de qualificação socioambiental de produtores rurais em todo o país.

Integração em tempo real com dados oficiais

O serviço opera no formato API, possibilitando integração direta com os sistemas internos das instituições financeiras. Dessa forma, o acesso às informações é feito em tempo real, utilizando dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pela Plataforma Brasil + Sustentável e por certificadoras credenciadas pelo governo federal.

O presidente do Serpro, Alexandre Amorim, destacou que a tecnologia representa um avanço importante para o ambiente de negócios do agro:

“É um sistema que, ao contribuir para agilizar a liberação de crédito, beneficia tanto o financiador quanto o produtor rural, garantindo mais segurança e eficiência ao setor”, afirmou.

Plataforma Agro Brasil + Sustentável é base do sistema

O novo serviço tem como principal fonte de informações a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, lançada em dezembro de 2024. O ambiente digital é voltado aos produtores rurais, que podem realizar o cadastramento socioambiental de suas propriedades e integrar o banco de dados consultado pelas instituições financeiras.

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Segundo o superintendente de Negócios do Serpro, Bruno Vilela, a plataforma já está em operação e passa por um processo de expansão:

“O produtor consegue inserir os dados socioambientais de cada propriedade. Com a habilitação das certificadoras credenciadas, será possível liberar o financiamento dentro das regras do Plano Safra. Com o tempo, todas as informações estarão disponíveis de forma integrada”, explicou.

Ferramenta fortalece políticas do Plano Safra

Ao integrar informações socioambientais verificadas, o novo serviço do Serpro reforça o compromisso do governo com práticas agrícolas sustentáveis e com a modernização do crédito rural. A expectativa é que bancos públicos e privados, além de cooperativas e agentes financeiros, passem a adotar o sistema como parte dos processos de análise de crédito no setor agropecuário.

A Plataforma Agro Brasil + Sustentável

https://agrobrasil.agricultura.gov.br/abs/home

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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