Mato Grosso

SES promove webinário sobre vigilância de anomalias congênitas em bebês

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai realizar, nesta quinta-feira (16.4), às 13h30, o webinário “Vigilância das Anomalias Congênitas em Mato Grosso: Integração entre Diagnóstico, Informação e Cuidado”, com o objetivo de fortalecer a implantação da vigilância dessas condições no estado. As inscrições para o evento estão abertas – clique aqui para se inscrever.

As anomalias congênitas são alterações estruturais ou funcionais presentes ao nascer, que podem impactar o desenvolvimento, a qualidade de vida e a sobrevivência das crianças.

O webinário é voltado aos profissionais que atuam na rede hospitalar, nas maternidades, nas clínicas pediátricas, na Atenção Primária à Saúde e na Vigilância em Saúde, reforçando a importância da atuação integrada para garantir cuidado oportuno e de qualidade às crianças com anomalias congênitas.

O evento será transmitido no canal do YouTube da Escola de Saúde Pública (ESP) e terá certificação para os participantes que acompanharem ao vivo – clique para assistir.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES, Janaina Pauli, a vigilância das anomalias congênitas tem como finalidade identificar, registrar, analisar e monitorar os casos, subsidiando a organização do cuidado e a tomada de decisão em saúde pública.

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“A implantação e o fortalecimento da vigilância das anomalias congênitas são estratégicos para ampliar a detecção dos casos, melhorar a qualidade das informações e subsidiar a organização da linha de cuidado no SUS [Sistema Único de Saúde]. Trata-se de uma ação essencial para garantir diagnóstico oportuno, acesso adequado aos serviços de saúde e acompanhamento qualificado das crianças e de suas famílias”, avaliou.

O evento terá como palestrantes o consultor técnico do Ministério da Saúde, Dr. João Matheus Bremm; o médico geneticista e coordenador do serviço de referência em triagem neonatal do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT), Dr. Marcial Francis Galera; a superintendente de Regulação em Saúde da SES, Josied Cunha; o médico pediatra da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da SES, Dr. Euze Márcio Carvalho; e a responsável técnica pela vigilância de anomalias congênitas da SES, Rejane Finotti.

Eles vão tratar do diagnóstico e manejo clínico, da regulação do acesso aos serviços e da organização da Rede de Atenção à Saúde, da qualificação da informação e da estruturação da vigilância das anomalias congênitas em Mato Grosso.

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Saiba mais sobre anomalias congênitas

As anomalias congênitas concentram-se principalmente nas malformações do sistema osteomuscular (ou musculoesquelético), seguidas por alterações na face e no pescoço, malformações do sistema geniturinário (órgãos reprodutores e urinários), cardiopatias congênitas e anomalias cromossômicas.

Em Mato Grosso, 434 dos 55.283 nascidos vivos em 2024 apresentaram alguma anomalia congênita. Dos 500 óbitos fetais registrados no mesmo ano, 48 apresentavam essas condições.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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