Mato Grosso

SES realiza captação de 24 órgãos de janeiro a setembro de 2025

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A Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), já captou 24 órgãos de janeiro a setembro deste ano para a realização de transplantes que salvaram vidas em todo o Brasil.

Foram 16 rins, sete fígados e um coração em dez captações de múltiplos órgãos realizadas em Mato Grosso neste período. A ações ocorreram no Hospital Municipal de Cuiabá, Hospital São Mateus, Hospital Regional de Nova Mutum, Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Hospital Estadual Santa Casa e Hospital Regional de Sinop.

“É muito importante que os cidadãos comuniquem aos seus familiares sobre a vontade de ser um doador de órgãos. Esse é um gesto nobre, que pode salvar mais de uma vida”, disse o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Segundo a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, também foram captadas 242 córneas em Mato Grosso de janeiro a setembro, o que permitiu que a Secretaria atendesse todos os pacientes que aguardavam por transplante de córnea no Estado. Foram realizados 242 transplantes de córnea neste período.

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“Os pacientes que aguardam hoje por transplante de córnea já estão no processo para a realização, seja realizando exames ou tratando infecção de alguma comorbidade, mas nós conseguimos zerar a nossa fila para transplante de córnea e isso é motivo de orgulho para nós, pois a córnea captada sempre fica no Estado”, explicou.

Os rins captados são ofertados primeiramente para os pacientes de Mato Grosso, que aguardam em lista única da Central Estadual de Transplantes. Este transplante pode ser feito no Hospital São Mateus, em Cuiabá.

“Se não houver nenhum paciente compatível e apto para realizar o transplante em Mato Grosso, o rim é oferecido para o Sistema Nacional de Transplantes, que também recebe os demais órgãos captados pela Secretaria”, acrescentou.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, destacou as ações de capacitação feitas ao longo do ano, que foram intensificadas no Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos.

“Capacitamos os funcionários dos hospitais notificadores de órgãos para que realizem o diálogo sensível e esclarecedor com as famílias de pacientes em estado crítico. Fizemos também curso de gerenciamento do processo de doação e transplantes, de determinação de morte encefálica, e como identificar os potenciais doadores”, concluiu Anita.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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