Mato Grosso

SES realiza simpósio sobre mortalidade materna em Rondonópolis

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do Escritório Regional de Saúde (ERS) de Rondonópolis, promoveu, nesta quarta-feira (26.11) e quinta-feira (27.11), o simpósio “Cada Mãe Conta – Por uma Maternidade Segura na Região Sul de Mato Grosso”, para enfrentamento da mortalidade materna.

O evento reuniu, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Rondonópolis, cerca de 150 participantes, entre secretários municipais de saúde da Macrorregião Sul, diretores e proprietários de hospitais públicos e privados, profissionais das unidades de saúde e hospitais, equipes eMulti, conselheiros de saúde, professores, residentes e estudantes universitários.

Segundo Geraldina Ribeiro, diretora do ERS de Rondonópolis, o simpósio foi realizado para promover um espaço de diálogo e sensibilizar gestores e profissionais de saúde sobre a importância da prevenção da mortalidade materna na Macrorregião Sul.

“A ideia era promover uma reflexão sobre os dados regionais e nacionais atualizados sobre o tema, divulgar experiências exitosas na redução da mortalidade materna e estimular a construção de estratégias regionais e intersetoriais para diminuir o problema”, explicou Geraldina.

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Nesta quinta-feira, a coordenadora de Atenção Primária da SES, Regina Paula de Oliveira, fez uma apresentação sobre as boas práticas na Atenção Primária para a qualificação do cuidado das gestantes, puérperas e crianças na Região Sul de Mato Grosso.

“Infelizmente, a gente tem perdido mães e gestantes por causas que poderiam ter sido evitadas se a gente tivesse um cuidado adequado, contínuo, atento aos sinais de gravidade”, afirmou.

De acordo com a coordenadora, organizar a Atenção Primária é fundamental para mudar essa realidade e é preciso dialogar sobre esse cuidado para que seja de qualidade.

“Queremos olhar para os nossos indicadores e refletir sobre o cuidado que é ofertado às gestantes, para as crianças do nosso território, identificar quais são as oportunidades de melhoria, quais são as boas práticas que ainda não são implementadas na Atenção Primária que podem, de fato, mudar essa realidade e fortalecer esse compromisso do cuidado com as gestantes da Região Sul de Mato Grosso”, concluiu.

Durante o simpósio, foi realizada a palestra “Panorama da Mortalidade Materna no Brasil”. Também foi apresentado o panorama da mortalidade materna em Mato Grosso e na Macrorregião Sul e elaborada uma carta de compromissos dos gestores.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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