Mato Grosso

Sesp determina investigação para apurar suposta falha na revista de reeducandos

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) destaca que é obrigação do policial penal a revista em todos os reeducandos que exercem atividades laborais, dentro e fora das penitenciárias e cadeias, quando retornam para suas celas.

A determinação é do secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, para apurar os motivos de suposta falta de revista por parte dos policiais penais, que foi denunciada pelo Sindicato da categoria.

“Apesar de nenhuma denúncia ter sido protocolada nesta Secretaria, determinei a apuração dos fatos, pois nos causa estranheza, principalmente por vir do Sindicato dos Policiais Penais, que são os responsáveis por esse cuidado de revistar a todos, antes que voltem para as celas. Ou seja, se isso ocorre é uma falha do exercício profissional. Nunca recebemos qualquer denúncia a esse respeito, nem do sindicato, nem de servidor”, afirma Roveri.

De acordo com o secretário, o trabalho precisa ser feito para impedir a entrada de materiais ilícitos dentro dos presídios.

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“Essa é uma função obrigatória que os policiais penais devem cumprir, justamente para que os reeducandos não entrem nas penitenciárias com celulares, drogas, ou qualquer outro material ilícito. Se esse trabalho não está sendo feito, vamos averiguar para chegar aos responsáveis e adotar todas as medidas necessárias”, frisa Roveri.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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