Nesta quarta-feira (28.1), Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em parceria com a Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MT) e o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região de Mato Grosso, promoveu a exposição fotográfica “Retrato Escravo”, na sede da Secretaria.
Voltada à reflexão e à conscientização da sociedade, a exposição reúne imagens registradas entre os anos 80 e 2000, que revelam e denunciam situações de trabalho em condições análogas à escravidão em diversos estados brasileiros.
O secretário adjunto de Administração Sistêmica da Sesp, tenente coronel PM Thiago Vinicius participou da abertura da amostra e destacou o papel fundamental da Secretaria no combate ao trabalho análogo à escravidão em MT.
“A Secretaria de Segurança Pública integra o Coetrae e atua diretamente apoiando o Ministério do Trabalho nas operações de enfrentamento a esse crime, com o Grupo Operações Especiais (Goe) da Polícia Civil. Em 18 anos de atuação da comissão, mais de 6.200 pessoas já foram resgatadas em Mato Grosso”, destacou.
A presidente da Coetrae e representante da Sesp na comissão, Márcia Ourives, reforçou o compromisso do Governo do Estado com a pauta. “Desde a sua criação, a Coetrae está vinculada à segurança pública porque o trabalho escravo é uma grave violação de direitos humanos. Mato Grosso é o único Estado em que a comissão integra a estrutura da Secretaria de Segurança, o que demonstra o envolvimento e a responsabilidade do governo no enfrentamento desse crime”, concluiu.
Em 2025 foram resgatadas 627 pessoas em situação análoga à escravidão em Mato Grosso, 623 homens, sendo um menor de idade, e quatro mulheres, segundo dados da Coetrae. A maior parte dos resgates ocorreu em Porto Alegre do Norte, com 586 trabalhadores, seguido por Nova Maringá (20), Chapada dos Guimarães (seis), Nova Bandeirantes (quatro) e Cuiabá (um).
O auditor fiscal do trabalho, Valdinei de Arruda, um dos fundadores da Coetrae, ressaltou o impacto visual da exposição. “Muitas vezes falamos sobre trabalho escravo, mas as pessoas não conseguem visualizar como isso acontece na prática. As imagens têm um papel essencial nesse processo de conscientização. Uma fotografia pode falar mais do que mil palavras e ajuda a despertar a sociedade para a permanência desse problema e a necessidade urgente de erradicá-lo”, afirmou.
Um homem investigado pelos crimes de violência psicológica, perseguição (stalking), ameaça, injúria e lesão corporal no contexto de violência doméstica foi preso preventivamente pela Polícia Civil, nessa quinta-feira (4.6), em ação realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Barra do Garças.
O investigado, de 51 anos, estava com a ordem judicial decretada pela Comarca do Barra do Garças e, no momento do cumprimento da ordem judicial, tentou resistir à prisão, ameaçando a atentar contra a própria vida.
Com o mandado em mãos, os policiais da Delegacia da Mulher de Barra do Garças foram até a residência do suspeito, que se recusava a atender às determinações policiais.
Durante a abordagem, ele apresentou comportamento alterado e passou a portar uma faca, ameaçando atentar contra a própria integridade física e dificultando o cumprimento do mandado.
A situação foi conduzida por meio de técnicas de gerenciamento de crise e negociação, empregadas pelos policiais da unidade especializada.
Após diálogo e verbalização contínua, o suspeito foi convencido a abandonar a arma branca e aceitar a condução, sendo encaminhado à Central de Flagrantes para formalização do cumprimento do mandado judicial e realização dos procedimentos legais cabíveis, incluindo exame de corpo de delito e posterior apresentação em audiência de custódia.
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