Mato Grosso

Setasc e Conselho de Direitos Humanos reúnem instituições e discutem políticas públicas voltadas a migrantes em MT

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do Conselho Estadual de Direitos Humanos de Mato Grosso (CEDH-MT), realizou, nesta quinta-feira (9.4) e sexta-feira (10.4), em Cuiabá, o “III Seminário de Migrantes, Refugiados e Apátridas de Mato Grosso: Desafios, Direitos Humanos e Cidadania”. O evento reuniu representantes do poder público, de instituições e da sociedade civil para debater políticas públicas e ampliar o acesso a direitos dessa população no estado.

Durante a programação, foram abordados temas como acesso à saúde, documentação, assistência social, empregabilidade e segurança pública, com a participação de órgãos como a Polícia Federal, a Defensoria Pública e representantes municipais e estaduais. A iniciativa teve como foco orientar a população migrante sobre seus direitos e fortalecer a articulação entre os serviços públicos.

O secretário adjunto de Direitos Humanos (Sadh), Cristiano Nogueira, destacou a atuação do Núcleo Estadual de Políticas Públicas para a População Migrante (Nepomi) durante o seminário.

“Esse é um momento muito importante e o Nepomi está presente escutando as demandas, as ações e as reivindicações que o Estado tem de Mato Grosso. O objetivo é colaborar e aproximar cada vez mais o poder público, por meio da Setasc, da população migrante. Aqueles que estão no nosso Estado buscam dias melhores e acesso a direitos. Neste sentido, o Nepomi é fundamental para que haja essa conexão e a efetivação desses direitos”, afirmou.

A presença do Nepomi reforça o papel do Estado na escuta qualificada e na construção de políticas públicas voltadas à população migrante, promovendo a integração entre governo e sociedade e garantindo maior efetividade no acesso aos serviços.

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Segundo Nogueira, as principais pautas discutidas envolvem o acesso a serviços essenciais. “Foram abordados temas como acesso à saúde, documentação e direitos. Tivemos a participação da Polícia Federal, da Defensoria Pública e de representantes dos municípios, porque, a partir do momento em que essas pessoas chegam ao Brasil, precisam de acesso a todos esses serviços públicos, que são direitos garantidos na Constituição. Esse seminário facilita a informação e a divulgação de onde e como buscar esses serviços”, completou.

A conselheira estadual de Direitos Humanos, Roberta de Arruda Chica, que também integra a Coordenação Colegiada do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, instância que abrange a temática do tráfico de migrantes, ressaltou a relevância do evento para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à população migrante.

“A realização deste seminário é de grande importância para Mato Grosso. Há muitos anos, vivenciamos a questão da migração e a necessidade de acolhimento. O objetivo é levar mais informações à população migrante e garantir que as formalidades legais sejam esclarecidas e acessíveis”, pontuou.

Para a conselheira, o encontro cumpre um papel estratégico ao promover o diálogo entre instituições e ampliar o acesso à informação, elemento essencial para assegurar o exercício pleno dos direitos e a inclusão social dessa população.

Ela destacou ainda que o evento contribui para ampliar o conhecimento sobre direitos e serviços disponíveis. “O seminário aborda temas como trabalho, assistência social e documentação, com a participação de diversos profissionais que trazem informações relevantes a essa população”, afirmou.

Programação

A programação do evento foi estruturada em momentos de debate e construção coletiva, com foco nos principais desafios enfrentados pela população migrante. Entre os destaques, esteve o painel “Panoramas Internacionais e Fluxos Migratórios: desafios para os estados brasileiros”, que trouxe uma análise ampla sobre o cenário migratório e seus impactos.

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Também foram realizados grupos de trabalho voltados ao acesso a direitos sociais, incluindo saúde, moradia digna, assistência social e educação, além de discussões sobre direito ao trabalho digno, empregabilidade e inclusão.

Outras pautas abordadas incluíram a proteção contra violações de direitos humanos, o acesso à documentação e à regularização migratória, bem como a atuação da segurança pública na garantia de direitos da população migrante, refugiada e apátrida.

O seminário foi encerrado com uma plenária final, dedicada à consolidação das propostas e encaminhamentos discutidos ao longo do evento.

A expectativa dos organizadores é que o encontro contribua para fortalecer a rede de atendimento e ampliar o acesso da população migrante a políticas públicas, promovendo inclusão, dignidade e cidadania em Mato Grosso.

Outras pautas abordadas incluíram a proteção contra violações de direitos humanos, o acesso à documentação e à regularização migratória, bem como a atuação da segurança pública na garantia de direitos da população migrante, refugiada e apátrida.

O seminário foi encerrado com uma plenária final, dedicada à consolidação das propostas e encaminhamentos discutidos ao longo do evento.

A expectativa dos organizadores é que o encontro contribua para fortalecer a rede de atendimento e ampliar o acesso da população migrante a políticas públicas, promovendo inclusão, dignidade e cidadania em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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