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Setor de ovos no Brasil enfrenta desafios de custos, produtividade e bem-estar animal

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A produção de ovos no Brasil atravessa um período de desafios complexos, marcado pelo aumento dos custos operacionais, pela pressão por produtividade e pelo crescimento das exigências de bem-estar animal. Empresas do setor têm buscado soluções tecnológicas e estratégias operacionais para equilibrar eficiência e responsabilidade, mantendo a competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Custos de produção e volatilidade do mercado

O setor de ovos lida com flutuações nos preços de insumos essenciais, como milho, soja, energia elétrica e transporte. Essa instabilidade impacta diretamente o custo por dúzia de ovos, pressionando as margens de lucro dos produtores.

Além disso, a sensibilidade do consumidor ao preço limita a possibilidade de repassar integralmente esses aumentos para o varejo, exigindo ajustes constantes na gestão da produção e da comercialização.

Produtividade e eficiência operacional como prioridade

Para aumentar a eficiência na cadeia produtiva, o setor investe em modelos intensivos, automação e genética de alto desempenho. No entanto, produtores de médio porte enfrentam dificuldades para incorporar essas inovações devido à falta de capital ou acesso limitado à assistência técnica.

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A modernização da avicultura de postura, portanto, depende de políticas de fomento e maior integração entre produtores, indústria e varejo, garantindo que o setor evolua sem comprometer a sustentabilidade e a viabilidade econômica.

Bem-estar animal como exigência crescente

O tema do bem-estar animal tem ganhado relevância junto a consumidores, redes de varejo e empresas de food service. Entre as práticas mais criticadas está o abate de pintinhos machos, cada vez mais questionado por entidades de proteção animal e pelo público consumidor.

Para atender a essas demandas sociais e regulatórias, o setor tem buscado soluções que conciliem eficiência produtiva e responsabilidade ética, evitando impactos negativos sobre a imagem da indústria.

Sexagem in-ovo: inovação que alia ética e produtividade

A sexagem in-ovo surge como alternativa tecnológica para enfrentar o desafio do abate de pintinhos machos. A técnica permite identificar o sexo do embrião ainda durante a incubação, evitando o nascimento de pintinhos machos e o descarte subsequente.

Segundo Gabriela Menin, Líder Estratégica Brasil da Innovate Animal Ag, a tecnologia contribui para uma gestão mais eficiente de recursos, reduzindo etapas e custos associados ao manejo pós-eclosão.

“A sexagem in-ovo otimiza o uso de incubadoras, diminui o desperdício de insumos e oferece uma resposta concreta às demandas sociais e regulatórias que crescem no setor”, explica Menin.

Empresas brasileiras, como a Raiar, já utilizam a tecnologia, comprovando sua viabilidade prática. Contudo, a adoção em larga escala ainda depende da superação de barreiras técnicas e econômicas, bem como da ampliação do diálogo entre produtores, indústria, varejo e consumidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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