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Setor sucroenergético enfrenta pressão com ATR baixo e custos elevados, mas mercado projeta recuperação dos preços

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O setor sucroenergético brasileiro iniciou a safra 2026/27 sob forte pressão econômica. A combinação entre custos de produção mais elevados, baixos níveis de ATR (Açúcar Total Recuperável) e preços pouco atrativos para açúcar e etanol tem reduzido as margens de rentabilidade de produtores, fornecedores de cana e usinas em todo o país.

Apesar do cenário desafiador, especialistas avaliam que o mercado pode estar próximo de um ponto de inflexão, com perspectivas de recuperação gradual das cotações nos próximos meses, impulsionadas por ajustes na oferta global e pela melhora da qualidade da matéria-prima ao longo da safra.

Custos sobem e comprimem as margens do setor

Segundo análises da G7 Agro Consultoria, a elevação dos custos de produção tem sido um dos principais desafios para a cadeia sucroenergética. Entre os fatores que mais pesam no orçamento estão os fertilizantes e os combustíveis, insumos essenciais para a atividade agrícola e industrial.

Os gastos com adubação registraram aumento expressivo em comparação à safra anterior, enquanto o diesel também apresentou forte valorização. Ao mesmo tempo, os preços do açúcar no mercado internacional e os atuais níveis de ATR não têm sido suficientes para compensar o avanço dos custos.

O resultado é um cenário de margens apertadas e maior necessidade de eficiência operacional para garantir a sustentabilidade financeira das operações.

Produtividade dos canaviais cresce com clima mais favorável

Mesmo diante da pressão econômica, a safra apresenta sinais positivos no campo. As chuvas mais regulares registradas ao longo do último ciclo favoreceram o desenvolvimento dos canaviais e contribuíram para o aumento da produtividade agrícola.

As estimativas indicam crescimento próximo de 5% na produção por hectare em comparação com a temporada passada. Em diversas regiões produtoras, os rendimentos devem ficar entre 75 e 80 toneladas por hectare, superando os níveis observados na safra anterior.

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Esse ganho de produtividade ajuda a compensar parte das dificuldades enfrentadas pelo setor, embora ainda não seja suficiente para neutralizar totalmente os impactos da queda no ATR.

Qualidade da matéria-prima preocupa, mas tendência é de melhora

Se por um lado a produtividade avançou, por outro a qualidade da cana ainda gera preocupação entre produtores e indústrias.

Os indicadores de ATR permanecem abaixo do esperado para esta fase da safra, reduzindo a remuneração da matéria-prima e afetando diretamente a receita dos agentes da cadeia produtiva.

A expectativa do mercado, porém, é que os índices melhorem gradualmente com a entrada das áreas mais novas de cana no cronograma de colheita. Caso essa recuperação se confirme, o setor poderá observar uma melhora nos resultados ao longo dos próximos meses.

Usinas ampliam produção de etanol diante dos preços do açúcar

Os atuais níveis de preços do açúcar na Bolsa de Nova York têm levado muitas usinas a reavaliar suas estratégias industriais. Com as cotações internacionais pressionadas, cresce a tendência de direcionamento da matéria-prima para a fabricação de etanol.

O chamado mix mais alcooleiro ganha força nesta safra e pode reduzir a disponibilidade de açúcar no mercado global. Pequenos ajustes na proporção entre açúcar e etanol têm potencial para retirar milhões de toneladas da oferta mundial da commodity, influenciando o comportamento dos preços internacionais.

Essa estratégia vem sendo adotada por diversas unidades produtoras que aguardam condições mais favoráveis para ampliar a produção de açúcar.

Mercado global acompanha produção da Tailândia e da Índia

Além dos fatores internos, o setor sucroenergético monitora atentamente o cenário internacional. Entre os principais pontos de atenção estão as perspectivas para a produção de açúcar na Tailândia e as incertezas envolvendo o volume de exportações da Índia, dois dos maiores participantes do mercado global.

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As projeções indicam possibilidade de redução na oferta tailandesa no próximo ciclo, enquanto o desempenho da Índia continua cercado por dúvidas relacionadas à produção e às políticas de exportação.

Caso esses fatores resultem em menor disponibilidade global de açúcar, o mercado poderá caminhar para um equilíbrio mais favorável, com potencial de sustentação ou recuperação dos preços internacionais.

Gestão de custos segue decisiva para o produtor

Diante do atual ambiente de negócios, especialistas reforçam que o controle de custos continua sendo o principal desafio para os produtores rurais.

Em um mercado caracterizado pela volatilidade dos preços e pela influência de fatores externos, a busca por maior eficiência operacional, planejamento financeiro e ganhos de produtividade torna-se fundamental para preservar a rentabilidade das propriedades.

Perspectivas apontam para melhora entre 2026 e 2027

Apesar das dificuldades enfrentadas no início da safra, a avaliação predominante entre agentes do setor é de que o mercado pode estar próximo de superar o período mais crítico do atual ciclo.

A expectativa de recuperação do ATR, o possível ajuste da oferta global de açúcar e a reorganização do mix industrial das usinas criam um ambiente mais favorável para a retomada gradual das margens do setor sucroenergético.

Com isso, produtores e indústrias mantêm atenção ao comportamento do mercado, mas enxergam perspectivas mais positivas para o período entre 2026 e 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em Fortaleza, MPA debate desafios do setor aquícola e pesqueiro.

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A etapa cearense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), foi realizada nesta quarta-feira (17), em Fortaleza. Teve como objetivo debater propostas do setor. Contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Lázaro Medeiros, de pescadores, aquicultores, trabalhadores, comunidades pesqueiras e empresários da indústria de pesca do estado.

Segundo Lázaro, a relevância do Ceará é grande no cenário da Pesca e Aquicultura do país, pois o estado é o maior produtor de camarão, tem a pesca e exportação da lagosta e a pesca do atum. “Nesta conferência ouvimos a sociedade civil, os nossos pescadores, aquicultores, representantes da pesca industrial para que sejam eleitos os delegados que irão apresentar as propostas na conferência nacional, em novembro, que serão compiladas e entregues diretamente ao Presidente da República, mostrando todos os anseios da nossa pesca e aquicultura para os próximos 10 anos”, salienta.

Este evento é uma retomada histórica, visto que a última edição ocorreu em 2009. O Governo Federal reforça a participação social no setor de Pesca e Aquicultura colocando em prática o parágrafo único do artigo 193 da Constituição Federal: “O Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais, assegurada, na forma da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, de monitoramento, de controle e de avaliação dessas políticas”.

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O tema da etapa nacional será: ‘De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional’, acontecerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF). O Governo Federal reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.

Élen Gorski

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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