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Sicoob registra resultado recorde de R$ 11,2 bilhões em 2025 e amplia base de cooperados

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O Sicoob encerrou 2025 com resultado financeiro recorde de R$ 11,2 bilhões, um crescimento de 37,4% em relação ao ano anterior. O desempenho reflete a expansão das operações da instituição e o fortalecimento contínuo de sua base de cooperados, que já se aproxima de 10 milhões em todo o país.

Sicoob cresce 37,4% e alcança resultado histórico em 2025

O resultado financeiro obtido em 2025 consolida mais um ano de forte expansão do sistema cooperativo.

No modelo do Sicoob, o valor equivalente ao “lucro” das instituições tradicionais é chamado de excedente contábil ou “sobras”, sendo destinado de forma direta ou indireta aos cooperados, conforme o volume de operações realizadas por cada associado.

Modelo cooperativo distribui resultados aos associados e comunidades

Diferentemente dos bancos tradicionais, o modelo cooperativo permite que os resultados retornem aos próprios usuários do sistema financeiro.

Esses recursos são distribuídos aos cooperados e também direcionados ao fortalecimento das comunidades onde as cooperativas atuam, promovendo impacto econômico local.

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Segundo o diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob, Ênio Meinen, o modelo garante benefícios diretos aos associados.

“A distribuição direta e proporcional de grande parte do resultado financeiro àqueles que o geram por meio da utilização de produtos e serviços das cooperativas, além de já lhes proporcionar soluções de negócios com preços mais convidativos, é um dos principais diferenciais das instituições financeiras cooperativas”, afirmou.

Cooperativas fortalecem economia local e ampliam acesso ao crédito

Parte dos resultados também é destinada ao fortalecimento da estrutura patrimonial das cooperativas, ampliando a capacidade de investimento e a oferta de crédito.

Outro percentual é reservado para iniciativas voltadas ao desenvolvimento das regiões atendidas, reforçando o impacto social do sistema cooperativo.

De acordo com Meinen, o modelo contribui diretamente para a retenção de riqueza nas economias locais.

“A iniciativa cooperativa assegura retenção de riqueza e injeção expressiva de recursos nas economias locais, fortalecendo o comércio, o agronegócio e outros setores produtivos em todo o território nacional”, destacou.

Cooperativismo impulsiona desenvolvimento sustentável e geração de renda

O Sicoob ressalta que o modelo cooperativo está alinhado ao princípio internacional do cooperativismo voltado ao desenvolvimento das comunidades.

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Ao reinvestir os recursos nas próprias regiões onde atua, a instituição afirma contribuir para o fortalecimento da economia local e para a ampliação de oportunidades para pessoas e empresas.

“Ao reinvestir os recursos nas próprias regiões, o Sicoob contribui para fortalecer a economia local e ampliar oportunidades para pessoas e empresas”, concluiu o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening avança na citricultura brasileira e reduz safra de laranja em até 14,7% no cinturão citrícola

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A citricultura brasileira atravessa um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas com o avanço do greening (HLB – Huanglongbing), considerado a principal ameaça fitossanitária da cultura dos citros no mundo. A doença já provoca perdas expressivas de produtividade, reduz a longevidade dos pomares e aumenta significativamente os custos de produção em toda a cadeia citrícola.

Os efeitos mais recentes do problema ficaram evidentes na nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do planeta.

Segundo o Fundecitrus, a produção deve atingir 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg, queda de 12,9% em relação à safra anterior e retração de 14,7% na comparação com a média das últimas dez safras.

Clima e greening ampliam perdas na produção de citros

De acordo com o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a combinação entre adversidades climáticas e o avanço do greening tem intensificado os impactos sobre a produção.

“O cenário é resultado da variabilidade climática e da maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Mesmo com avanços tecnológicos nos pomares, o momento exige manejo rigoroso e monitoramento constante”, destacou.

Os dados foram apresentados durante a Expocitros 2026 e a Semana da Citricultura, eventos realizados no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), que reúnem pesquisadores, produtores, empresas e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade e desafios fitossanitários.

Incidência do HLB chega a quase 50% dos pomares

Especialistas alertam que o avanço do greening já atingiu níveis críticos no cinturão citrícola. Segundo o consultor Gilberto Tozatti, a incidência média de plantas sintomáticas chega a 47,6%, enquanto a severidade da doença alcança 22,7%.

A severidade indica o grau de comprometimento da planta e está diretamente associada à queda de produtividade e à perda de frutos.

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O consultor Hamilton Rocha reforça que a doença, detectada na região em 2004, continua em expansão. Atualmente, o HLB já está presente em áreas produtoras de Minas Gerais, Paraná e outros estados.

Impacto econômico compromete qualidade e rendimento industrial

Além da redução de produtividade, o greening impacta diretamente a qualidade da fruta e o rendimento industrial da cadeia de suco de laranja.

Estimativas do setor indicam que mais de 50% da queda prematura de frutos está associada ao HLB, o que compromete a competitividade do Brasil no mercado global.

Segundo especialistas, os prejuízos acumulados ao longo das últimas duas décadas incluem redução do vigor das plantas, queda de produtividade e deterioração da qualidade industrial do suco.

Manejo integrado segue como principal estratégia de controle

Sem cura definitiva, o controle do greening segue baseado em manejo integrado, com monitoramento constante e controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria associada ao HLB.

Em regiões menos afetadas, a recomendação é a erradicação rápida de plantas contaminadas e o controle intensivo do inseto vetor para evitar a disseminação da doença.

Já em áreas com alta incidência, o foco dos produtores está na manutenção da produtividade, com práticas voltadas à nutrição equilibrada, melhoria da fertilidade do solo e preservação do sistema radicular.

Especialistas destacam que não há reversão da doença em plantas sintomáticas, sendo possível apenas reduzir a velocidade de avanço dentro dos pomares.

Novas tecnologias ganham espaço no combate ao greening

Diante da limitação das estratégias atuais, o setor citrícola intensifica a busca por novas tecnologias de controle. Entre as soluções em desenvolvimento está o sistema Trecise, da Invaio Sciences, que propõe uma aplicação localizada de ingredientes ativos diretamente no tronco das plantas.

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A tecnologia permite o uso de menores doses de produtos, com redução estimada de até 90% em comparação a métodos convencionais, além de menor exposição ambiental e ocupacional.

Em testes de campo, pesquisadores relatam resultados promissores, incluindo recuperação de plantas em estágios iniciais da doença e ganhos de produtividade de até 35% em áreas avaliadas.

Especialistas veem tecnologia como avanço complementar no manejo

Para consultores do setor, a inovação representa uma ferramenta adicional no enfrentamento do greening, sem substituir o manejo integrado.

Segundo Gilberto Tozatti, a tecnologia surge como uma alternativa promissora no controle da bactéria dentro da planta, contribuindo para a manutenção da produtividade dos pomares.

Hamilton Rocha também avalia positivamente a abordagem, destacando o potencial da aplicação localizada para maior eficiência no controle fitossanitário.

Produtores reforçam que o HLB continua sendo o principal desafio da citricultura brasileira, com impactos diretos na queda de frutos, baixa floração e mortalidade de plantas.

Citricultura aposta em integração de soluções para conter avanço da doença

Especialistas e representantes do setor destacam que o futuro do controle do greening depende da integração entre diferentes ferramentas, incluindo controle químico e biológico, manejo do solo, eliminação de plantas doentes e adoção de novas tecnologias.

A combinação de estratégias é vista como o caminho mais viável para reduzir perdas e garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.

Diante da pressão crescente do HLB, a citricultura brasileira entra em uma fase decisiva, em que inovação tecnológica e manejo rigoroso se tornam fundamentais para preservar a competitividade do país no mercado global de suco de laranja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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