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Educação

Sisu 2026 ofertará 2,9 mil vagas no Amazonas

Publicado

12 de janeiro de 2026, 19:00

por

Da Redação

O estado do Amazonas contará com a oferta de 2,9 mil vagas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. Dessas, 2.520 serão disponibilizadas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e 450 pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam). No total, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizará mais de 274 mil vagas em todo o Brasil. A edição é considerada a maior da história do programa, com a participação de 136 instituições de ensino superior e a oferta de 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios, ampliando o acesso à educação superior pública e de qualidade. 

  • Leia mais: Sisu 2026 ofertará 274,8 mil vagas 

Instituto Federal – Entre as vagas ofertadas pelo Ifam, alguns dos cursos com mais oportunidades são análise e desenvolvimento de sistemas, produção publicitária, sistemas de telecomunicações e eletrônica industrial. 

Universidades – A Ufam é a instituição que oferece o maior número de vagas no estado, com 2.520 oportunidades. Os cursos com mais vagas ofertadas na universidade são: administração, medicina e Área Básica de Ingresso (ABI) em computação. 

Licenciaturas – No total, os candidatos do Amazonas poderão concorrer a 973 vagas em cursos presenciais de licenciatura para receber bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas. O programa oferta um incentivo financeiro de R$ 1.050, sendo R$ 700 para saque imediato e R$ 350 como poupança, com saque após o ingresso como professor em uma rede pública de ensino. Para participar, o estudante precisa ter obtido nota média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ser aprovado, se matricular no curso e se inscrever, posteriormente, no Pé-de-Meia Licenciaturas. 

Leia mais:  PND: 46 municípios do Pará aderiram ao exame

Brasil – Em todo o Brasil, a universidade com o maior número de vagas ofertadas é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 9.120 vagas. Em seguida está a Universidade Federal Fluminense (UFF), com 8.931; a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 8.005; e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 7.477 vagas. 

Entre os cursos, pedagogia é o que conta com o maior número de oferta de vagas, com 10.145 em todo o país. Em seguida estão administração (9.462), matemática (9.332) e ciências biológicas (8.972). 

  • Leia mais: Sisu: confira os 10 cursos e instituições com mais vagas ofertadas  

Inscrições – As inscrições para o Sisu 2026 serão abertas no período de 19 a 23 de janeiro e devem ser realizadas, exclusivamente, pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O candidato poderá se inscrever em até duas opções de curso.   

Assim como em 2025, esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição para as vagas ofertadas pelas instituições participantes. Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo. O resultado da única chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026. Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na instituição no período indicado no edital.  

Leia mais:  Prouni 2026: Minas Gerais terá 59,2 mil bolsas no 2º semestre

Sisu – O Sistema de Seleção Unificada foi instituído pela Portaria Normativa nº 2, de 26 de janeiro de 2010, e atualmente está regulamentado pela Portaria Normativa nº 21, de 5 de novembro de 2012. O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo vigente. A maioria das instituições participantes é da rede federal de ensino, com destaque para universidades e institutos federais.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Estudar não tem idade: histórias que inspiram vidas

Publicado

14 de agosto de 2026, 17:30

por

Da Redação

Geralmente, a imagem que as pessoas têm de um estudante é somente aquela da criança, do adolescente ou do jovem que estuda regularmente no ensino fundamental, no ensino médio ou na educação superior. No entanto, milhões de brasileiros jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola, por inúmeras razões, ainda sonham em ler e escrever. Alguns tomam coragem para vencer o medo e o preconceito, esforçam-se para superar diversas barreiras socioeconômicas e estão transformando suas vidas, como é o caso de Benildo Souza, Maria de Lurdes Teixeira e Eduardo Nepomuceno.

Para o pernambucano Benildo José de Souza, de 64 anos, a oportunidade de reencontrar a sala de aula surgiu no próprio ambiente de trabalho. Morador do Jardim Ingá (GO), ele integra a equipe de limpeza do Ministério da Educação (MEC) e enfrenta uma rotina intensa: acorda diariamente às 3h da manhã para chegar ao Plano Piloto (DF) às 5h50, inicia o expediente às 7h e segue, às 14h, para as aulas no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec). Há cerca de um ano, aceitou o incentivo dos colegas para se matricular na educação de jovens e adultos (EJA).

Benildo José de Souza
Benildo José de Souza, colaborador do MEC, estudante da EJA no Cetremec. Foto: Gilberto Evangelista/MEC.

“Se dependesse de mim, eu não ia estudar mais, mas os meus amigos me deram conselho, porque nunca é tarde para a gente estudar. Aí, depois de velho, estudar?”, questionou-se Benildo. “Faça isso, vai lá que você vai se dar bem. Quanto mais você estudar, melhor para você, que não vai depender de ninguém”, relata Benildo. Com aulas de português, matemática, educação artística e computação, ele já comemora as conquistas do primeiro ano de volta às aulas, como assinar o próprio nome e soletrar as primeiras palavras. Questionado de onde está saindo ânimo para estudar, ele é categórico: “A gente se acostuma com tudo na vida, tem que se acostumar. E essa coisa boa, que é estudar, a gente não pode deixar passar. Quanto mais, melhor. Hoje em dia a gente tem que botar a cuca para funcionar”, afirmou.

A busca pela superação pessoal e profissional também marca a trajetória da piauiense Maria de Lurdes Teixeira de Souza, de 46 anos. Cozinheira no MEC, a culinária sempre esteve presente em sua vida, mas o acesso aos livros foi interrompido aos dez anos devido às dificuldades de deslocamento no interior do Piauí. Após anos de trabalho, venceu o receio inicial e decidiu retomar a escolarização, também na EJA do Cetremec. Hoje, o domínio da leitura e da escrita permite que ela ajude o filho nos deveres escolares, leia bulas de remédios, receitas culinárias e alimente o sonho de cursar uma faculdade de gastronomia.

Maria de Lurdes
Maria de Lurdes Teixeira, colaboradora MEC, estudante da EJA no Cetremec. Foto: Gilberto Evangelista/MEC.
Leia mais:  MEC realiza oficina do Programa Saúde na Escola no Marajó

“Nunca é tarde para aprender, não interessa que idade seja. E não ter vergonha, porque isso aconteceu comigo, eu tinha vergonha de voltar para a sala de aula. Pensava: ‘Nossa, eu, com essa idade, junto com os garotinhos lá’. Mas aí surgiu essa oportunidade, deixei a vergonha de lado e encarei”, conta Lurdes.

Já para o brasiliense Eduardo Nepomuceno, de 24 anos, os estudos haviam sido interrompidos em 2020 devido a problemas pessoais. Trabalhando no MEC inicialmente como garçom e depois como recepcionista, também foi encorajado por colegas de trabalho — assim como Benildo e Maria de Lurdes — a retornar às salas de aula. Ele ingressou no Programa de Formação, Desenvolvimento e Valorização para a Cidadania (ProFormar), curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) oferecido pelo Cetremec. Após sete meses de dedicação, alcançou nota suficiente no exame para garantir uma bolsa de 100% pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) para cursar publicidade e propaganda em uma universidade privada. 

Eduardo Nepomuceno
Eduardo Nepomuceno, colaborador do MEC, estudante do ProFormar, ofertado pelo Cetremec. Foto: Gilberto Evangelista/MEC.

Hoje, atuando como secretário administrativo no ministério, Eduardo planeja os próximos passos da carreira profissional no audiovisual e reforça que a busca pelo conhecimento não tem prazo de validade. “Estudar não tem prazo de validade e só traz benefícios. É para sempre. Cada dia que você estuda, você vai aumentando a sua capacidade e ampliando o seu universo para várias coisas”, assinala o estudante.

Cetremec como espaço formativo – As trajetórias de Benildo, Lurdes e Eduardo cruzam-se no Cetremec. Localizado na L2 Sul, em Brasília (DF), o centro funciona em um edifício histórico projetado no plano de construções escolares idealizado por Anísio Teixeira. Além de implementar a formação continuada de servidores e colaboradores e abrigar as turmas da EJA e do ProFormar, a unidade conta com espaços de exposição franqueados à visitação pública sobre a memória da educação brasileira.

Como voltar a estudar com o CadEJA – Para quem deseja seguir os exemplos dos personagens aqui apresentados, o MEC disponibiliza o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA). A plataforma digital funciona como um canal permanente para mapear a demanda por alfabetização e escolarização em todo o país, conectando o cidadão às vagas ofertadas pelas redes estaduais e municipais de ensino.

Leia mais:  Série de webinários aborda módulo Escola do MEC Gestão Presente

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, destaca que o CadEJA foi desenvolvido para acolher diferentes perfis de estudantes. Zara afirmou que, apesar de saber que há uma idade recomendada para os estudos, estudar não tem idade. Segundo ela, estudar é aprender, ler o mundo por meio das letras, das palavras, dos textos.

Estudar não tem idade: conheça histórias de superação na EJA!

Guia de Acesso ao CadEJA:

Onde acessar – O cadastro é gratuito e pode ser feito pelo site cadeja.mec.gov.br.
Como funciona – O estudante informa o local onde mora, o bairro de preferência, o turno desejado (diurno ou noturno) e quando parou de estudar.
Atendimento presencial – Pessoas não alfabetizadas ou com barreiras de acesso digital podem realizar o cadastro com o auxílio de um servidor público habilitado como agente de cadastro em sua comunidade.
Encaminhamento – A solicitação é enviada à secretaria de educação responsável, que entra em contato com o cidadão para efetivar a matrícula.
Prazo – A plataforma permanece aberta para cadastramento durante todo o ano. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e do Cetremec

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Fonte: Ministério da Educação

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