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Soja mantém estabilidade no Brasil, mas recua em Chicago com pressão da produção e falta de demanda da China

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A soja segue com preços relativamente estáveis em grande parte do Brasil, com ajustes pontuais dependendo da região, enquanto na Bolsa de Chicago (CBOT) os contratos enfrentam pressão de baixa, impactados por expectativas de maior produção nos Estados Unidos e ausência de compras pela China.

Mercado brasileiro mantém estabilidade, com foco na logística e custos

Paraná: Os preços da soja seguem firmes, impulsionados pelo alívio nos custos logísticos. Em Paranaguá, a saca chegou a R$ 136,67 (+2,08%), enquanto em Cascavel e Maringá os valores ficaram em R$ 127,67 (+0,63%) e R$ 126,74 (+0,07%), respectivamente. Ponta Grossa registrou R$ 129,10 (+0,02%) por saca FOB, e Pato Branco teve ligeira queda para R$ 134,39 (-0,36%). No balcão, Ponta Grossa manteve R$ 120,00 por saca.

Rio Grande do Sul: O mercado segue estável, com preços de R$ 134,50 no porto para entrega em 15/10 e R$ 130,00 em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz. Panambi apresentou R$ 119,00 “preço de pedra”.

Santa Catarina: As cotações se mantêm sem variação, com Rio do Sul cotado a R$ 128,00 e Palma Sola a R$ 120,00. A comercialização segue limitada, preservando volumes da safra anterior em armazenamento adequado. No porto de São Francisco, a saca está a R$ 134,39.

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Mato Grosso do Sul: O movimento é moderado, com a comercialização limitada enquanto produtores aguardam melhores prêmios. Os preços variam de R$ 119,95 em Chapadão do Sul a R$ 122,42 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia.

Mato Grosso: Lidera a queda de preços no país, com liquidações visando financiar o novo plantio. O alívio nos fretes após a safrinha favorece a entrada de insumos. Campo Verde e Primavera do Leste registram R$ 120,50 (-0,29%), enquanto Lucas do Rio Verde e Sorriso caíram para R$ 115,47 (-1,42%).

Chicago registra queda com aumento de produção e ausência de China

Os contratos de soja na Bolsa de Chicago mantêm a tendência de baixa nesta quarta-feira (1), pressionados pela perspectiva de maior produção nos Estados Unidos e pelo fato de a China não comprar soja norte-americana desde maio. Por volta de 7h05 (horário de Brasília), os contratos mais negociados recuavam entre 5 e 5,50 pontos, com o janeiro a US$ 10,14 e maio a US$ 10,44 por bushel.

O cenário é influenciado pelo avanço do plantio no Brasil e pela colheita americana, com oferta crescente nos EUA. O óleo de soja apresenta leve alta, oferecendo algum suporte, enquanto o farelo de soja recua, pressionando os preços do grão.

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Revisão de produção reforça pressão negativa

No fechamento da terça-feira (30), o contrato de novembro recuou 0,87% (8,75 cents/bushel), cotado a US$ 1.001,75. O contrato de janeiro caiu 0,92%, a US$ 1.020,25. O farelo para outubro recuou 0,90%, a US$ 265,7/ton curta, enquanto o óleo caiu 0,49%, a US$ 48,87/libra-peso.

O USDA apontou estoques de 8,60 milhões de toneladas em 1º de setembro, abaixo das estimativas privadas de 8,79 milhões. Apesar disso, a revisão da produção 2024/25 para 119,04 milhões de toneladas, contra 118,84 milhões anteriormente, elevou a percepção de oferta, reforçando a pressão de baixa.

Além disso, a União Europeia importou 2% menos soja desde julho de 2024 em comparação ao mesmo período do ano passado, indicando demanda global mais contida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca industrial em debate no Pará

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (23), em Belém (PA), agenda com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) para discutir propostas voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento da pesca industrial no estado. O encontro também tratou de medidas para ampliar as exportações brasileiras de pescado, abrir novos mercados e apoiar empresas do setor. 

Durante a reunião, a direção da FIEPA apresentou propostas de ações para a sustentabilidade da pesca industrial paraense. O ministro destacou que o Pará tem papel estratégico na cadeia nacional e reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades para o pescado brasileiro no mercado internacional. “Estamos tratando aqui também das exportações. Isso fica muito claro com a política do Brasil Soberano: o Brasil não pode ficar refém de país nenhum. Por isso nós estamos trabalhando em ampliar nossas exportações e diversificar os caminhos do nosso pescado”, afirmou Edipo. 

O ministro também destacou que o Plano Brasil Soberano III inclui a cadeia do pescado e prevê medidas de apoio a empresas exportadoras impactadas pelo cenário econômico internacional. Segundo Edipo, são mais de R$ 18,5 bilhões disponíveis para o público alcançado pela iniciativa. “Quero chamar todas as empresas que foram impactadas a procurar as instituições financeiras e o BNDES para que possam realmente alcançar esse recurso e salvaguardar as empresas exportadoras de pescados”, disse. 

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Na agenda com o setor produtivo, também foram discutidas estratégias para ampliar a presença do pescado brasileiro no exterior, com destaque para a abertura de mercados na Europa e no Reino Unido e o fortalecimento das relações comerciais com países da América do Sul, como Peru, Colômbia e Argentina. “Temos uma missão e um compromisso de ampliar o consumo de pescado interno, mas também ampliar as nossas exportações”, ressaltou o ministro. 

Crédito para pescadores e aquicultores 

Outro tema tratado foi o acesso ao crédito por pescadores e aquicultores, por meio do Pronaf Azul, iniciativa que reúne linhas específicas para o público das águas, incluindo Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio. Edipo reforçou a importância de que os projetos sejam acompanhados por profissionais de assistência técnica e extensão rural, para que pescadores e aquicultores possam acessar as melhores condições de financiamento e evitar o endividamento. 

O Pará tem uma das maiores concentrações de trabalhadores ligados à atividade pesqueira do país. Dados do Painel Unificado do Registro Geral de Atividade Pesqueira (RPG) apontam mais de 454 mil pescadores registrados no estado, além de 1.352 aquicultores, evidenciando a dimensão social e econômica da cadeia da pesca e da aquicultura paraense. 

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Apoio às populações das águas 

A agenda também abordou medidas de apoio às populações que vivem da pesca diante dos impactos provocados por eventos climáticos e alterações nas condições dos rios. O ministro destacou que o Governo Federal trabalha na construção de políticas para reduzir os danos e garantir segurança alimentar e recursos às comunidades afetadas. 

“Os rios não são apenas o local de trabalho, mas também as ruas dessa população. Então a gente precisa garantir que chegue alimento, chegue água potável, mas também que nós possamos construir uma política para salvaguardar e colocar recursos financeiros na mão e no bolso dessa população”, afirmou. Entre as medidas em discussão estão a possibilidade de criação de auxílio extraordinário e a antecipação do seguro-defeso, além da articulação para garantir a distribuição de cestas básicas às populações afetadas. 

A agenda em Belém integra a programação do ministro Edipo Araujo no Norte do país. Após os compromissos no Pará, o ministro segue para Manaus (AM), onde cumpre agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas para a pesca e a aquicultura na região. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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