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Soja mantém tendência defensiva no Brasil e pressiona preços em Chicago com mercado atento à safra sul-americana

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O mercado internacional da soja manteve comportamento cauteloso nesta quinta-feira (18), operando com leves variações e sem direção definida na Bolsa de Chicago. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros da oleaginosa seguem pressionados, refletindo a combinação de fatores macroeconômicos, cambiais e climáticos.

Por volta das 6h50 (horário de Brasília), os contratos com vencimento em janeiro recuavam entre 1 e 1,75 ponto, sendo cotados a US$ 10,56 por bushel, enquanto o vencimento maio operava a US$ 10,78. O movimento indica uma continuidade do intervalo de preços entre US$ 10,40 e US$ 11,00 por bushel, apontado por analistas como o novo “piso técnico” do mercado.

O viés negativo ganhou força após o pregão de quarta-feira, quando o contrato de janeiro caiu 0,42%, equivalente a 4,50 cents, fechando a 1.058,25 cents por bushel. Já o vencimento de março perdeu 3,00 cents, encerrando a 1.068,75 cents. Entre os derivados, o farelo de soja para janeiro recuou 1,39%, a US$ 298,2 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja teve leve alta de 0,48%, a 48,59 cents por libra-peso.

Apesar de novas compras pontuais pela China, as recentes cancelamentos de importações de trigo e soja pelo país asiático reforçaram a incerteza do mercado. A falta de sinalização consistente sobre a demanda chinesa e a força do dólar frente ao real, que já superou os R$ 5,50, aumentam a competitividade da soja brasileira e pressionam as cotações nos Estados Unidos.

Brasil: produtores mantêm postura defensiva diante de margens apertadas

No mercado doméstico, as negociações seguem em ritmo contido, com os produtores adotando uma estratégia defensiva e focando no armazenamento da soja para buscar melhores oportunidades de venda. A avaliação é da TF Agroeconômica, que destaca diferentes dinâmicas regionais entre os estados produtores.

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Rio Grande do Sul: resistência à queda e foco em rentabilidade

No Rio Grande do Sul, os preços se mantêm em leve alta, com o mercado adotando postura cautelosa. Para pagamento e entrega em dezembro, as cotações no porto foram registradas em R$ 141,00 por saca, enquanto no interior variaram de R$ 132,34 em Cruz Alta (+0,20%) a R$ 136,00 em Santa Rosa. Em Panambi, o preço de pedra recuou para R$ 122,00 por saca, refletindo a resistência dos produtores frente ao ritmo comprador.

Santa Catarina: retração na área plantada e estratégia de armazenagem

Em Santa Catarina, o cenário é de redução na área plantada e foco no armazenamento estratégico. O objetivo é contornar as margens comprimidas e aguardar momentos de maior demanda portuária. No porto de São Francisco do Sul, a saca é cotada a R$ 140,32, com variação semanal de -0,52%.

Paraná: destaque nacional com produtividade elevada

O Paraná se consolida como o estado com melhor desempenho agronômico da safra atual. Em Paranaguá, o preço da saca chegou a R$ 141,82, enquanto em Cascavel foi registrado em R$ 130,98 (+0,11%) e em Maringá, R$ 129,29 (-0,19%). Em Ponta Grossa, a cotação FOB foi de R$ 132,17 (-0,22%), e em Pato Branco, R$ 141,05, estável na semana.

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Mato Grosso do Sul: eficiência logística e foco no armazenamento

No Mato Grosso do Sul, a ênfase segue na eficiência operacional e na espera por melhores condições logísticas. Os preços permaneceram alinhados em R$ 126,66 (-0,91%) nas praças de Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, e em R$ 122,73 (-0,53%) em Chapadão do Sul.

Mato Grosso: maior produtor nacional enfrenta desafios

O Mato Grosso, principal estado produtor de soja do país, vive um momento de contraste entre alto potencial produtivo e desafios fitossanitários. Em Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, a cotação ficou em R$ 121,43 por saca (+0,03%). Já em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, os preços caíram para R$ 117,21 (-1,31%).

Perspectivas: clima favorável na América do Sul mantém pressão sobre os preços

O mercado segue atento às condições climáticas na América do Sul, especialmente no Brasil, onde o desenvolvimento da safra ocorre de forma satisfatória. As projeções de safra recorde aumentam a oferta global e limitam o espaço para recuperações expressivas em Chicago.

Além disso, investidores começam a reduzir posições compradas com a aproximação do período de festas, tradicionalmente de menor liquidez. Caso o próximo relatório semanal de vendas dos EUA não traga sinais de melhora nas exportações ou mostre novos cancelamentos, a pressão baixista tende a se prolongar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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