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Soja mantém volatilidade com avanço da colheita no Brasil e valorização na Bolsa de Chicago

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Colheita avança e pressiona preços no mercado brasileiro

O mercado da soja no Brasil apresentou forte oscilação regional nesta semana, influenciado pelo ritmo de colheita, custos de transporte e ajustes técnicos nas cotações. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o aumento da oferta em algumas regiões começa a exercer pressão sobre os preços, enquanto em outras áreas as chuvas ainda dificultam o avanço dos trabalhos no campo.

No Rio Grande do Sul, as atenções permanecem voltadas às condições climáticas e à qualidade dos primeiros lotes colhidos. No porto de Rio Grande, a saca recuou de R$ 129,00 para R$ 128,00, refletindo diretamente nas negociações do interior — Ijuí registrou R$ 128,00 por saca, e em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa, o preço ficou em R$ 116,00.

Em Santa Catarina, houve redução de 1,64% na área plantada, com parte dos produtores migrando para o cultivo de milho e tabaco. Apesar disso, a comercialização segue estável, sustentada pela demanda das indústrias de ração e proteína animal. As cotações no interior giram em torno de R$ 116,00, e o Porto de São Francisco do Sul manteve o preço em R$ 126,00 por saca.

No Paraná, 37% da área total de soja já foi colhida, com 88% das lavouras apresentando boas condições. O aumento no fluxo de caminhões gerou filas no Porto de Paranaguá, onde a saca caiu para R$ 128,00. No interior, Ponta Grossa registrou R$ 121,97 e Cascavel, R$ 116,76.

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O Mato Grosso do Sul enfrenta excesso de umidade, elevando os custos de secagem e atrasando a logística. Em Dourados, a saca ficou em R$ 111,50, e em Campo Grande, R$ 105,00. Já o Mato Grosso, com 65,75% da área colhida, enfrenta fretes acima de R$ 490,00 por tonelada, o que comprime as margens e mantém os preços em Sapezal e Canarana na faixa de R$ 99,00.

Clima na América do Sul e demanda asiática impulsionam cotações em Chicago

Os preços da soja voltaram a subir nesta quarta-feira (25) na Bolsa de Chicago, estendendo o movimento positivo da véspera. Por volta das 7h02 (horário de Brasília), o contrato de março era cotado a US$ 11,42 por bushel, e o de maio a US$ 11,59, com alta entre 3 e 3,50 pontos.

O farelo de soja, que apresentou valorização superior a 1%, puxou o mercado, enquanto o óleo de soja operava de forma mais estável após dias de forte volatilidade. O excesso de chuvas no Brasil, que vem atrasando a colheita e afetando a qualidade dos grãos, tem dado suporte adicional às cotações internacionais.

Além dos fatores climáticos, os investidores acompanham as tensões comerciais e as tarifas impostas pelos Estados Unidos, além da expectativa sobre o retorno da demanda da China após o feriado do Ano Novo Lunar, o que pode influenciar o ritmo de compras do país asiático nas próximas semanas.

Derivados reforçam movimento de alta no mercado internacional

Na sessão de terça-feira (24), a soja encerrou o dia com ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionada pelo bom desempenho dos subprodutos e pela redução da oferta na América do Sul. O contrato de março subiu 0,46%, ou 5,25 cents, fechando a US$ 11,3950 por bushel, enquanto o vencimento de maio avançou 0,48%, a US$ 11,5525.

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Entre os derivados, o farelo de soja subiu 0,65%, cotado a US$ 310,70 por tonelada curta, e o óleo de soja teve alta de 1,08%, fechando a US$ 0,6003 por libra-peso. Segundo análise da TF Agroeconômica, a valorização foi sustentada pela força do óleo de soja e pelas restrições dos Estados Unidos à importação de matérias-primas, como o óleo usado de origem chinesa, o que tende a redirecionar a demanda para o esmagamento doméstico norte-americano.

Cenário global mantém cautela entre agentes do mercado

Mesmo com o avanço dos preços, o ambiente global segue marcado pela incerteza. A tarifa de 10% já aplicada pelos Estados Unidos sobre importações e a possibilidade de elevação para 15% podem alterar o fluxo comercial e direcionar parte da demanda internacional para o produto brasileiro.

No campo, a colheita nacional alcança 32,3% da área total, ritmo ligeiramente abaixo da média dos últimos anos. Na Argentina, a moagem de soja apresentou retração em janeiro, contribuindo para um cenário de oferta mais ajustada na região e mantendo o mercado atento às próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná identifica 69 municípios aptos ao cultivo de oliveiras e fortalece potencial da olivicultura

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O Paraná deu mais um passo para consolidar a olivicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor no agronegócio estadual. Um novo boletim técnico divulgado pelo IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições climáticas favoráveis para o cultivo comercial de oliveiras no Estado.

A publicação “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” traz um amplo mapeamento das áreas mais adequadas para a produção de azeitonas e azeites, oferecendo informações técnicas que auxiliam produtores na redução de riscos, no planejamento de investimentos e na implantação de novos pomares.

Regiões mais frias concentram potencial produtivo

Segundo o levantamento do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater), os municípios mais indicados para a olivicultura estão localizados nas regiões mais altas dos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul paranaense.

Entre os municípios considerados aptos ao cultivo estão:

  • Guarapuava;
  • Palmas;
  • Pato Branco;
  • São Mateus do Sul;
  • Campo Largo;
  • Piraquara;
  • Prudentópolis;
  • União da Vitória;
  • General Carneiro;
  • Rio Negro.

O principal diferencial dessas regiões é a combinação entre altitude elevada e maior acúmulo de horas de frio durante o outono e inverno, condição essencial para o desenvolvimento adequado das oliveiras.

Frio é determinante para produtividade das oliveiras

O estudo destaca que a oliveira necessita de um período de dormência provocado pelo frio para estimular a brotação e a formação das flores. Sem essa etapa, a produtividade e o desempenho dos pomares podem ser comprometidos.

“O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir”, explica a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná, Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, uma das autoras do boletim.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram mais de 30 anos de dados meteorológicos do IDR-Paraná, Simepar e Inmet, avaliando fatores como:

  • acúmulo de horas de frio;
  • risco de geadas;
  • excesso de chuva durante a floração;
  • estiagem na maturação dos frutos;
  • umidade relativa do ar.
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Com base nessas variáveis, foram elaborados mapas de zoneamento climático e classificação de risco para diferentes grupos de cultivares.

Cultivares adaptadas ganham destaque

O boletim aponta que algumas variedades de oliveiras têm apresentado melhor adaptação às condições climáticas do Paraná, principalmente aquelas com menor exigência em frio.

Entre as cultivares com melhores resultados comerciais no Estado estão:

  • Arbequina;
  • Arbosana;
  • Koroneiki;
  • Grappolo.

Além da escolha correta da cultivar, o estudo alerta para cuidados importantes dentro das propriedades, como evitar áreas baixas sujeitas ao acúmulo de ar frio e excesso de umidade, fatores que aumentam os riscos de geadas e doenças.

O documento também recomenda a intercalação de diferentes cultivares para favorecer a polinização cruzada e elevar a produtividade dos pomares.

Olivicultura cresce no Brasil e amplia oportunidades no agro

Apesar dos desafios impostos pelo clima subtropical brasileiro, especialmente o excesso de chuvas durante o florescimento, a olivicultura vem avançando nas regiões Sul e Sudeste do país.

A produção nacional de azeites de oliva tem conquistado reconhecimento internacional pela qualidade, abrindo novas oportunidades de mercado e agregação de valor à agricultura brasileira.

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Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o novo estudo representa um avanço estratégico para o setor.

“Estamos entregando ao setor produtivo uma ferramenta capaz de reduzir incertezas e qualificar a tomada de decisão. Esse tipo de conhecimento é fundamental para estimular uma atividade com grande potencial de agregação de valor à agricultura paranaense”, destaca.

Setor ainda enfrenta desafios

Embora o potencial produtivo seja considerado promissor, o boletim aponta gargalos que ainda precisam ser superados para fortalecer a cadeia da olivicultura no Paraná.

Entre os principais desafios estão:

  • desenvolvimento de cultivares mais adaptadas;
  • ampliação de programas de melhoramento genético;
  • produção de mudas certificadas;
  • avanço das técnicas de manejo;
  • maior assistência técnica aos produtores.

O estudo foi elaborado por pesquisadores do IDR-Paraná e da Embrapa, consolidando uma base técnica inédita para expansão sustentável da cultura no Estado.

O boletim técnico “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” está disponível gratuitamente no portal do IDR-Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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