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Soja oscila em Chicago após alta com surpresa nos EUA; mercado reage a petróleo, estoques e plantio

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O mercado global da soja viveu dias de forte volatilidade, alternando ganhos expressivos e quedas nas cotações na Bolsa de Chicago. O movimento foi impulsionado principalmente pelo relatório de intenção de plantio divulgado pelo USDA, além de fatores externos como a variação do petróleo e dos subprodutos da oleaginosa.

Soja sobe forte após área plantada abaixo do esperado nos EUA

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão anterior em alta na Chicago Board of Trade, reagindo positivamente aos dados do USDA.

A área plantada nos Estados Unidos para a safra 2026 foi estimada em 84,7 milhões de acres (34,28 milhões de hectares), número abaixo das expectativas do mercado, que projetava cerca de 85,55 milhões de acres.

Apesar de representar um aumento de 4% em relação ao ano anterior, o dado frustrou a expectativa de uma migração maior de área do milho para a soja, o que impulsionou as cotações.

Os contratos fecharam com ganhos consistentes:

  • Maio/26: alta de 0,97%, cotado a US$ 11,71 por bushel
  • Julho/26: avanço de 0,93%, a US$ 11,86 por bushel

Nos subprodutos, o farelo também subiu, enquanto o óleo de soja registrou leve valorização no fechamento.

Estoques elevados limitam avanço das cotações

Apesar do suporte vindo da menor área plantada, o relatório também trouxe um fator de pressão: os estoques trimestrais de soja nos Estados Unidos.

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Na posição de 1º de março, os estoques foram estimados em 2,10 bilhões de bushels, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e acima das expectativas do mercado.

Esse dado atuou como contraponto às altas, limitando ganhos mais expressivos e mantendo o cenário de cautela entre os investidores.

Soja abre em queda com pressão do petróleo e óleo de soja

No início do pregão desta quarta-feira (1º), os preços da soja passaram a recuar na CBOT, refletindo um movimento de correção.

Por volta das 10h47 (horário de Brasília), os principais contratos registravam perdas:

  1. Maio/26: US$ 11,60, queda de 11 pontos
  2. Julho/26: US$ 11,75, recuo de 10,25 pontos
  3. Agosto/26: US$ 11,73, baixa de 10 pontos
  4. Setembro/26: US$ 11,51, perda de 6,50 pontos

A queda acompanha o desempenho do óleo de soja e do petróleo no mercado internacional, além de ajustes técnicos após os ganhos da sessão anterior.

Segundo análises do mercado, sinais de desescalada nas tensões no Oriente Médio contribuíram para a queda do petróleo, o que impacta diretamente o complexo da soja, especialmente o óleo.

Mercado brasileiro enfrenta desafios logísticos e custos elevados

No Brasil, o cenário segue mais desafiador, apesar do suporte externo.

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A colheita da soja avança em ritmo moderado, alcançando 74,3% da área, levemente acima da média histórica, mas ainda abaixo do registrado no ciclo anterior.

No mercado físico, a movimentação é limitada, com influência de fatores como:

  • Custos elevados de logística
  • Alta no preço do diesel
  • Frete pressionado

Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria tem sustentado os preços, especialmente nos portos. Já no Paraná, questões relacionadas à qualidade do grão e aos custos aumentam a tensão nas negociações.

Nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o encarecimento do diesel e do frete limita o ritmo de comercialização, mesmo diante de uma safra volumosa.

Perspectivas para o mercado da soja

O cenário atual indica um mercado dividido entre fundamentos positivos e pressões de curto prazo.

De um lado, a menor área plantada nos Estados Unidos sugere possível aperto na oferta futura. De outro, estoques elevados, oscilações no petróleo e fatores logísticos no Brasil limitam o avanço dos preços.

A tendência é de manutenção da volatilidade, com investidores atentos aos desdobramentos do clima nos EUA, ao comportamento do petróleo e à evolução da demanda global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nutrição animal ganha protagonismo no SIAVS 2026 e impulsiona eficiência na produção de proteína animal

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SIAVS 2026 destaca papel estratégico da nutrição animal no agronegócio

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), marcado para ocorrer entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), terá como um dos principais destaques o avanço da nutrição animal como ferramenta estratégica de eficiência produtiva.

O evento reforça a importância do setor em um cenário cada vez mais orientado por dados, precisão nutricional e redução de custos na produção de aves, suínos, bovinos e outras proteínas animais.

Quase 40 empresas apresentam soluções em nutrição animal

O segmento de nutrição animal será um dos mais representativos da feira, reunindo cerca de 40 empresas nacionais e internacionais. Entre os expositores estão fabricantes de:

  • Rações
  • Premixes
  • Núcleos nutricionais
  • Aditivos funcionais
  • Ingredientes para alimentação animal

As companhias apresentarão tecnologias voltadas ao aumento de desempenho produtivo e à otimização da eficiência alimentar em diferentes sistemas de produção.

Tecnologia e precisão impulsionam nova fase da produção animal

As soluções em destaque no SIAVS 2026 refletem uma nova etapa da produção animal, baseada em controle técnico, formulações mais precisas e uso de dados para tomada de decisão.

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Entre as inovações apresentadas estão estratégias voltadas para:

  • Melhoria da conversão alimentar
  • Aumento da eficiência nutricional
  • Uso de aditivos funcionais
  • Otimização de desempenho produtivo

O foco é ampliar a competitividade da cadeia de proteínas por meio de ganhos de eficiência e produtividade.

Nutrição animal como vetor de competitividade no agro

Mais do que um insumo, a nutrição animal passa a ocupar posição central na competitividade da cadeia produtiva. No SIAVS, esse papel é reforçado pela integração entre empresas, produtores e agroindústrias em um mesmo ambiente de negócios e conhecimento.

A proposta do evento é aproximar soluções tecnológicas da realidade do campo, facilitando a adoção de práticas que impactam diretamente o resultado final da produção.

Evento promove integração, negócios e atualização técnica

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva no setor.

“A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva. O SIAVS reúne essas soluções em um ambiente que favorece a troca de conhecimento e a geração de negócios”, destaca.

Além da exposição comercial, o evento contará com uma programação técnica voltada a temas como inovação, sustentabilidade, eficiência produtiva e tendências do mercado global de proteínas.

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SIAVS 2026 cresce e amplia relevância internacional

O SIAVS 2026 ocupará uma área de 45 mil metros quadrados, registrando crescimento de 65% em relação à edição anterior. A expectativa é reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países.

O evento se consolida como um dos principais encontros globais da cadeia de proteína animal, combinando negócios, tecnologia e atualização técnica para o setor.

Mais informações estão disponíveis no site oficial: www.siavs.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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