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Subcomitê do CIM aprova os 16 planos setoriais da Estratégia de Adaptação

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O Subcomitê-Executivo (Subex) do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), órgão coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), aprovou, na última quarta-feira (3/9), as versões dos 16 planos setoriais de adaptação que serão submetidos para validação final do colegiado.

“É a conclusão de uma etapa muito importante”, avaliou a diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima da Secretaria Nacional de Mudança do Clima (SMC) do MMA, Inamara Mélo, em referência ao processo de elaboração da Estratégia Nacional de Adaptação na qual os planos setoriais estão inseridos.

A versão final da Estratégia, que começou a ser construída em dezembro de 2023, deve ser concluída na próxima reunião do Subex. Depois disso, será submetida ao Pleno de Ministros, instância formada por 23 ministérios e órgãos de governo, em outubro.

Os 16 planos setoriais apresentam os principais riscos e vulnerabilidades de cada setor, além de metas, objetivos e ações necessárias ao enfrentamento da emergência climática e da gestão do plano por cada ministério.

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Os planos abordam as áreas de agricultura e pecuária, biodiversidade, cidades e mobilidade, redução e gestão de riscos e desastres, indústria e mineração, resíduos, transportes, igualdade racial e combate ao racismo, povos e comunidades tradicionais, povos indígenas, recursos hídricos, saúde, segurança alimentar e nutricional, oceano e zona costeira, turismo e agricultura familiar.

Segundo Mélo, foram definidas 831 ações voltadas para reduzir vulnerabilidades e impactos climáticos em todos os setores abrangidos. Os números apresentados na reunião dão uma ideia da magnitude da tarefa: houve 2.779 contribuições nos processos de consultas públicas dos planos, entre março e maio deste ano, integradas às 312 metas setoriais definidas pelos gestores.

A diretora também informou que o processo envolveu diretamente 817 pessoas do governo, que participaram de oficinas e atividades de capacitação, ampliando o entendimento sobre a agenda de adaptação e possibilitando o melhor acompanhamento na implementação das medidas.

“Os planos são um elemento fundamental para aprimorar políticas públicas, não só nas situações de emergência, mas no planejamento de ações para prevenir danos. O Plano Clima de Adaptação é uma mudança que impactará grande parte das políticas sociais e de desenvolvimento do país”, completou.

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O secretário nacional de Mudança do Clima, Aloisio Melo, destacou o engajamento dos agentes públicos dos vários ministérios envolvidos na elaboração da inciativa. “É um documento que nos exige como governo e um passo importante para enraizar essa agenda em todas as esferas administrativas da União, estados e municípios”, informou.

A questão interfederativa é fundamental para a eficácia das ações, conforme lembrou a diretora do Departamento de Governança Climática e Articulação da SMC/MMA, Ana Paula Machado. “Nosso trabalho não se encerra com a aprovação dos planos setoriais. O diálogo com estados e municípios, por meio da Câmara de Articulação Interfederativa, será permanente, com cada ministério acompanhando seus indicadores”, afirmou.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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