Agro News

Suplementação a Pasto na Seca: Nova Linha Fosbovi® da marca Tortuga®, Eleva Ganho de Peso e Rentabilidade na Pecuária

Publicado

Lançada pela dsm-firmenich durante o Fosbovi® Experience em Cuiabá (MT), a nova linha une tecnologias exclusivas como minerais de alta biofuncionalidade, metabólito de Vitamina D e aditivo fitogênico para acelerar a produtividade e com excelente custo/benefício.

A época seca do ano sempre impôs desafios rigorosos à pecuária de corte brasileira, com a queda drástica na qualidade das pastagens. Para transformar esse cenário e garantir a produtividade o ano inteiro, a dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell® de software de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, anunciou uma revolução no seu portfólio. Trata-se do lançamento da nova linha Fosbovi® para bovinos de corte produzidos em sistema de pastejo.

O anúncio oficial ocorreu no Fosbovi® Experience, evento realizado em 18 de junho de 2026, na cidade de Cuiabá (MT). Sob o conceito da campanha “A força de uma marca, um novo patamar”, a nova linha se posiciona como a tecnologia nutricional definitiva para elevar o nível do rebanho brasileiro.

A reportagem do Portal do Agronegócio mergulhou nos detalhes desse lançamento e conversou com os principais especialistas da dsm-firmenich para entender como a ciência e a inovação estão moldando o futuro da suplementação a pasto.

O Desafio da Seca e a Suplementação Estratégica

Quando a pastagem seca, ela deixa de suprir a exigência proteica necessária para o bovino ganhar peso. É neste gargalo que atua a “Fase 1” da nova linha Fosbovi®, lançada com foco na época seca e de transição.

De acordo com João Víctor Yamaguchi, Gerente de Corte a Pasto da dsm-firmenich para a América Latina, o novo portfólio traz 19 produtos específicos, formulados para atender diferentes regiões e níveis de produtividade. O objetivo é compensar a perda da qualidade nutricional do capim e elevar o ganho de peso dos animais.

Para Yamaguchi, a chave do sucesso é a suplementação estratégica. “Não existe receita de bolo”, enfatiza o gerente. A adoção da tecnologia deve ser adaptada à intensidade da seca, ao sistema da fazenda (cria, recria ou engorda) e às metas de desempenho.

Leia mais:  Programação de embarques de açúcar nos portos brasileiros atinge 3,2 milhões de toneladas

Ele destaca que o produtor deve mudar a ótica financeira: o foco precisa estar no custo da arroba produzida e na eficiência, e não apenas no desembolso inicial do suplemento de alta tecnologia. A nova linha é democrática e permite que pequenos, médios e grandes pecuaristas utilizem produtos com tecnologia aplicada e elevem o patamar de produtividade do rebanho

O Novo Patamar da Pecuária Moderna: A Visão de Tiago Acedo

A evolução nutricional acompanha a exigência de um mercado cada vez mais dinâmico. Tiago Sabella Acedo, Head de Marketing para Ruminantes da dsm-firmenich para a América Latina, explica que a nova linha Fosbovi® foi desenhada para viabilizar a pecuária moderna de ciclo curto.

Neste sistema, os níveis nutricionais são ajustados para um ganho de peso muito mais rápido, garantindo que o animal atinja o peso de abate em menos tempo. Tiago pontua que a suplementação é vital para alinhar a dieta às exigências dos animais, já que o pasto, sozinho, não supre todas as necessidades nutricionais.

“A nova linha Fosbovi® faz parte de um portfólio completo da marca Tortuga®, que é adaptado a diferentes sistemas produtivos”. Segundo o executivo, a formulação promove maior anabolismo muscular, otimizando a produção de carcaça e a saúde intestinal. O lançamento une os mais de 70 anos de tradição da Tortuga® com o que há de mais inovador para atender os mercados globais mais exigentes.

Os Três Pilares Tecnológicos e a Inovadora Linha Advance

Para garantir o aumento da produtividade de forma rentável, o portfólio fundamenta-se em tecnologias exclusivas de alta performance:

  • Minerais Tortuga®: Minerais orgânicos de altíssima biodisponibilidade que melhoram o ambiente e a eficiência ruminal. Eles estimulam a produção de proteína microbiana, de excelente qualidade para o ruminante.
  • Tecnologia Hy-D®: O Hy-D® (25-hidroxicolecalciferol) é um metabólito da vitamina D3 de alta absorção, ele promove o anabolismo muscular, melhora significativamente a absorção de cálcio e fósforo e gera mais carcaça ao final do ciclo.
  • Digestarom® Prime: Um aditivo fitogênico à base de compostos bioativos de plantas. Ele melhora a saúde intestinal e o desempenho animal, sendo a escolha certa para sistemas de produção livre da utilização de antibióticos como promotores de crescimento.
Leia mais:  Mulheres fortalecem a pecuária premium e impulsionam a Carne Angus Certificada no Brasil

A comprovação da eficácia do aditivo fitogênico deu origem a uma categoria especial. João Yamaguchi destaca a Linha Advance: sempre que um produto levar o nome “Advance” (como o Fosbovi® Núcleo Proteico Advance), significa que ele carrega a carrega a molécula Digestarom® Prime associada à níveis elevados de microminerais. Essa inovação é crucial para adequar a produção brasileira às restrições do mercado europeu quanto ao uso de antibióticos como promotores de crescimento.

Rentabilidade Comprovada e Sustentabilidade com Victor Valério

A teoria científica se traduz em números expressivos no bolso do produtor. Victor Valério, Gerente de Inovação para Ruminantes da dsm-firmenich para a América Latina, ressalta que as inovações tecnológicas promovem uma produção mais sustentável e altamente lucrativa.

Substituir antibióticos por extratos naturais e minerais orgânicos não apenas abre portas para mercados de carne premium, mas gera ganhos práticos mensuráveis:

  • Ganho de Peso: Os aditivos fitogênicos podem aumentar o ganho em até 10%, enquanto os Minerais Tortuga® chegam a proporcionar até 15% a mais de ganho em machos.
  • Rendimento de Carcaça: O uso do metabólito de Vitamina D adiciona cerca de 8 kg extras de carcaça na terminação.
  • Cria Mais Eficiente: A tecnologia melhora a fertilidade das fêmeas, a produção de leite e o colostro, resultando em bezerros desmamados mais pesados.
Expansão e Suporte em Todo o Brasil

A dsm-firmenich não limitará a difusão desta novidade ao Mato Grosso. A empresa estruturou a turnê Fosbovi® Experience para levar essas soluções às principais regiões produtoras de corte do país.

Estão programados eventos de imersão e aprofundamento nos estados de GO, MA, PI, TO, MG, MS, PA, PR, RO, RS, SC e SP. Com o suporte de um time especializado, a Tortuga® reafirma seu compromisso de estar ao lado do produtor, transformando ciência em arrobas produzidas e lucro real no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Primavera começa com previsão de excesso de chuva no Sul e seca no Centro-Norte

Publicado

A primavera começa nesta terça-feira (22), às 21h05, dividindo o Brasil entre dois extremos climáticos. Enquanto o Sul deverá enfrentar chuva acima da média, temporais e dificuldades para colocar máquinas no campo, áreas do Norte, Nordeste e do norte do Centro-Oeste poderão conviver com calor mais intenso, precipitações irregulares e redução da umidade do solo.

O cenário consta do prognóstico elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A previsão abrange outubro, novembro e dezembro e indica 98% de probabilidade de um El Niño muito forte nesse período. A primavera termina em 21 de dezembro.

No Sul, a chuva deverá superar a média histórica nos três estados. Os maiores excessos são esperados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os acumulados do trimestre podem ficar até 200 milímetros acima do normal. No Paraná, os volumes também tendem a ser elevados, especialmente durante a passagem de frentes frias e a formação de áreas de instabilidade.

O produtor deverá enfrentar intervalos menores para semear soja e milho, aplicar defensivos e realizar outros trabalhos mecanizados. O solo encharcado impede a entrada das máquinas, favorece a compactação e pode comprometer a emergência das plantas. Se a chuva ocorrer logo depois da semeadura, também existe risco de erosão, formação de crostas superficiais e perda de sementes e fertilizantes.

A umidade favorece o desenvolvimento inicial das culturas de verão e a recuperação das pastagens, mas o excesso pode atrasar o calendário. Isso preocupa especialmente os agricultores que precisam colher a soja cedo para preservar a janela do milho e do algodão de segunda safra.

As lavouras de trigo ainda não colhidas no Paraná e no Rio Grande do Sul também exigirão atenção. Chuva durante a maturação pode reduzir o peso hectolítrico, a força do glúten e a qualidade do cereal destinado à panificação. No arroz irrigado, áreas com drenagem deficiente poderão apresentar excesso de água durante a implantação.

Além do volume, o Sul terá risco mais elevado de tempestades severas. A combinação de calor, umidade e passagem de frentes frias favorece chuva intensa em curto período, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo. Esses eventos podem causar acamamento de lavouras, danos a estruturas rurais e interrupções no fornecimento de energia e nas estradas de acesso às propriedades.

No Centro-Oeste, a previsão apresenta diferenças importantes. Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás e o sul de Mato Grosso devem receber volumes mais elevados, condição que pode beneficiar o plantio e o estabelecimento inicial da soja. Nessas áreas, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo firme sem entrar em solos excessivamente úmidos.

Leia mais:  Emprego no agronegócio cresce no início de 2026 e admissões avançam 78,6% entre dezembro e janeiro

No centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás, a tendência é oposta. A chuva deverá ficar abaixo da média e as temperaturas permanecerão elevadas, com desvios que podem chegar a 2 graus no norte mato-grossense. O calor aumenta a perda de água do solo e exige cautela antes do plantio.

Nessas regiões, uma chuva isolada não deve ser interpretada como instalação definitiva do período úmido. Sem precipitações regulares nos dias seguintes, a semente pode germinar e encontrar solo seco durante a emergência, aumentando as falhas no estande e a necessidade de replantio. A recomendação é acompanhar a umidade em profundidade e as previsões de curto prazo, em vez de decidir apenas pelo primeiro volume registrado.

No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais deverão receber chuva acima da média, com excessos de até 100 milímetros no trimestre. A condição tende a favorecer a implantação de soja e milho, a recuperação dos reservatórios e o desenvolvimento da cana-de-açúcar e da horticultura.

O excesso de umidade, porém, poderá reduzir o ritmo da colheita da cana, dificultar aplicações e ampliar a pressão de doenças. Nas áreas de café, chuva bem distribuída favorece a abertura e o pegamento das floradas, mas temporais, granizo e longos períodos de umidade podem provocar danos e aumentar a necessidade de controle fitossanitário.

O norte e o noroeste de Minas Gerais, além de grande parte do Espírito Santo, deverão enfrentar chuva mais irregular. No território capixaba, o déficit pode chegar a 50 milímetros. A combinação com temperaturas acima da média tende a aumentar a necessidade de irrigação e os cuidados com café, frutas, pastagens e produção animal.

O Norte deverá concentrar uma das situações mais preocupantes da estação. A previsão indica chuva abaixo da média em praticamente toda a região. Roraima, o norte e o nordeste do Amazonas e áreas do oeste e centro-sul do Pará podem acumular até 200 milímetros menos que o normal.

Com temperaturas até 2 graus acima da média, o solo poderá perder umidade mais rapidamente. O cenário aumenta o risco para soja, milho, arroz de terras altas, feijão, mandioca, banana e cacau, além de reduzir a capacidade de recuperação das pastagens e elevar a necessidade de água para os rebanhos.

No Nordeste, também deverá predominar o déficit de chuva. A exceção pode ocorrer em trechos da faixa leste, entre Rio Grande do Norte e Alagoas, onde os volumes podem ficar ligeiramente acima da média.

Leia mais:  Mesmo com leve recuo, agronegócio sustenta protagonismo nas exportações brasileiras

O maior cuidado estará no Matopiba, fronteira agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A irregularidade da chuva e o calor poderão atrasar a semeadura, dificultar a emergência da soja e aumentar o consumo de água nas áreas irrigadas. Pastagens também poderão apresentar menor rebrota e menor disponibilidade de forragem.

A previsão sazonal mostra uma tendência para o conjunto da primavera e não significa que choverá continuamente no Sul ou que todos os municípios do Centro-Norte enfrentarão seca. A distribuição pode variar dentro de um mesmo estado e até entre propriedades próximas.

Para o produtor, a principal orientação será ajustar o calendário às condições efetivamente observadas no solo. No Sul, isso significa aproveitar os intervalos secos e reforçar drenagem, conservação do solo e proteção das estruturas. No Centro-Norte, a cautela será confirmar a regularidade das chuvas antes de acelerar a semeadura.

Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o clima se soma aos custos elevados, ao crédito restrito e às oscilações do mercado entre os principais riscos assumidos pelo produtor a cada safra.

“O agricultor planeja a lavoura, investe em sementes, fertilizantes, máquinas e mão de obra, mas continua dependendo de uma variável que não controla. Uma chuva que atrasa, um excesso de precipitação ou um temporal de poucos minutos pode comprometer o trabalho e o investimento de muitos meses”, afirma.

Segundo Rezende, a maior frequência de extremos exige mais planejamento e capacidade de adaptação. “As mudanças do clima deixaram de ser uma discussão distante. O produtor já percebe períodos mais longos de seca, chuvas concentradas, calor intenso e dificuldade para definir a melhor janela de plantio. Isso exige informação meteorológica confiável, manejo adequado do solo, seguro rural e assistência técnica”, diz.

Para ele, a adaptação não pode ser atribuída exclusivamente ao agricultor. “O campo precisa de sistemas de alerta, pesquisa, crédito para irrigação e armazenagem de água, conservação de estradas e um seguro rural que funcione. O produtor pode adotar tecnologia e melhorar o manejo, mas não conseguirá enfrentar sozinho uma realidade climática cada vez mais instável”, conclui.

A primavera deverá oferecer água suficiente e até excessiva em parte das principais regiões produtoras, mas manterá áreas importantes sob risco de déficit hídrico. Mais do que o total acumulado, a distribuição da chuva definirá o resultado da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana