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Suplementação intensiva na pecuária acelera terminação do rebanho e melhora eficiência das pastagens na seca

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Com a aproximação do período seco e a queda na qualidade das pastagens em grande parte do país, a suplementação intensiva na fase final de engorda ganha destaque como ferramenta estratégica na pecuária de corte. O manejo permite acelerar o ganho de peso dos animais, reduzir a dependência do pasto e melhorar a eficiência produtiva dos sistemas a pasto.

A prática, conhecida como Terminação Intensiva a Pasto (TIP), vem sendo adotada como alternativa para equilibrar desempenho animal e preservação das áreas de pastagem, especialmente em momentos de restrição de forragem.

Suplementação intensiva reduz pressão sobre o pasto e acelera engorda

De acordo com especialistas do setor, a suplementação intensiva tem como principal objetivo reduzir a dependência do capim como fonte exclusiva de nutrientes, permitindo melhor aproveitamento das áreas de pastagem durante o período de transição para a seca.

Com esse manejo, os animais passam a consumir menor volume de forragem para atingir o ganho de peso desejado, o que contribui para a recuperação do pasto em um momento em que a produção de massa verde tende a cair.

Segundo a gerente nacional de Nutrição da Supremax, Mariana Lisboa, a estratégia é mais eficiente quando aplicada no momento correto do ciclo produtivo.

“O momento ideal para intensificar a suplementação é quando a curva de crescimento das pastagens desacelera ou quando os animais já atingem cerca de 13 a 14 arrobas, entrando na fase final de engorda”, explica.

Ganho de peso pode mais que dobrar com nutrição adequada

A utilização de suplementação intensiva bem planejada pode gerar impacto significativo no desempenho do rebanho. Segundo a especialista, o ganho médio diário (GMD) pode sair de cerca de 500 gramas para mais de 1,2 quilo por animal ao dia.

“Esse avanço acelera a terminação, melhora o acabamento de carcaça e permite ao produtor entregar animais dentro do padrão exigido pelos frigoríficos em menos tempo”, destaca Mariana.

Além do ganho de peso, o sistema também contribui para maior uniformidade dos lotes e melhor eficiência na conversão alimentar.

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Manejo adequado evita degradação das pastagens

Outro ponto relevante da suplementação intensiva é a redução da pressão de pastejo. Em situações de superlotação e baixa disponibilidade de forragem, há maior risco de degradação do solo e comprometimento da rebrota das gramíneas.

Além disso, os animais gastam mais energia na busca por alimento, o que reduz o desempenho e pode atrasar o ciclo de terminação.

Com a suplementação, o sistema se torna mais equilibrado, permitindo melhor uso das pastagens e maior estabilidade produtiva ao longo do ano.

Equilíbrio nutricional é decisivo para desempenho

A eficiência da terminação depende diretamente do equilíbrio entre energia e proteína na dieta dos animais. Esses nutrientes desempenham funções complementares no desenvolvimento do rebanho.

“O equilíbrio entre energia e proteína é fundamental. A energia favorece o acabamento de carcaça, enquanto a proteína auxilia no desenvolvimento muscular e melhora o aproveitamento da fibra do pasto”, explica Mariana Lisboa.

Quando bem ajustada, a nutrição permite maior produção de arrobas em menor tempo, otimizando o sistema produtivo.

Impacto econômico favorece giro mais rápido da pecuária

A adoção da suplementação intensiva também traz benefícios financeiros para o produtor rural. Com a redução do tempo de terminação, há aceleração do giro de capital e diminuição do custo fixo por animal.

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Além disso, a liberação mais rápida das áreas de pastagem permite melhor organização do rebanho, favorecendo categorias mais jovens, que dependem de pastos de melhor qualidade para maior desempenho.

Adaptação da dieta e estrutura de cochos são fundamentais

Apesar dos ganhos, especialistas alertam que a implementação do sistema exige manejo adequado. A transição alimentar deve ser gradual para evitar distúrbios metabólicos nos animais.

Outro ponto crítico é a estrutura de cochos, que deve garantir espaço suficiente para evitar competição e assegurar consumo uniforme do suplemento no lote.

Tecnologias nutricionais apoiam eficiência na terminação

Entre as soluções utilizadas na suplementação intensiva, empresas do setor têm desenvolvido produtos específicos para aumentar a eficiência alimentar na fase de engorda. Formulações como rações de semi-confinamento, terminação e dieta total são voltadas para potencializar o ganho de peso e manter a produtividade mesmo em períodos de baixa oferta de pasto.

Integração entre pasto e nutrição define pecuária moderna

A tendência na pecuária de corte é a integração cada vez maior entre manejo de pastagem e nutrição estratégica. A combinação dessas duas frentes permite maior eficiência produtiva ao longo do ano, melhor uso dos recursos disponíveis e maior rentabilidade da atividade.

“A pecuária moderna exige integração entre manejo e nutrição. Quando essas ferramentas trabalham juntas, a fazenda produz mais e com melhor eficiência econômica”, conclui a especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura

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Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.

Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.

Brasil e Itália ampliam parceria

Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.

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Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.

MPA também assina MdE com a FitI

Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.

A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional

A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.

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Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.

“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.

A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras.  Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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