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Suplente de Vila Bela da Santíssima Trindade toma posse na ALMT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária desta terça-feira (22), pedido de licença de 121 dias apresentado pelo deputado Fábio Tardin (PSB), que se afastará para tratar de assuntos pessoais e de saúde. Com isso, o suplente Edcley Coelho (PSB) foi empossado em sessão subsequente.

Edcley é natural de Vila Bela da Santíssima Trindade, foi vereador da cidade por seis mandatos e presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), e atualmente é secretário municipal de Agricultura.

Em seu discurso de posse, o deputado destacou o orgulho de representar Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso, após 30 anos sem representação na Assembleia Legislativa. Apresentando-se como “Xiquebola”, uma mistura dos dois povos tradicionais do município: o Quilombola e o Xiquitano, anunciou que irá cobrar ações do governo para a região Oeste, historicamente esquecida.

“Venho da primeira e eterna capital de Mato Grosso para a capital Cuiabá cobrar uma dívida de mais de 100 anos de isolamento e abandono. Após a transferência da capital para Cuiabá, nós ficamos mais de 100 anos isolados e abandonados. O nosso governador Mauro Mendes (União) vem atuando fortemente em nosso município, mas tenho a consciência que o estado tem condições de fazer muito mais. A história está escrita, é linda, é de sofrimento e de resistência, mas eu posso garantir que estamos lá, diariamente, trabalhando por dias melhores para a nossa eterna capital”, declarou.

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O presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), cumprimentou o novo deputado e destacou a importância de ter um representante de Vila Bela no Parlamento estadual.

“Edcley tem uma história política e tenho certeza que irá orgulhar Vila Bela e fazer um grande mandato. É muito importante valorizarmos regiões do estado e darmos oportunidade a lideranças jovens de virem aqui e, mesmo que por um curto espaço de tempo, poder apresentar indicações, projetos de lei e mostrar todo o seu potencial. Parabéns e seja bem-vindo”, disse.

Os deputados Júlio Campos (União), Juca do Guaraná (MDB), Nininho (PSD), Thiago Silva (MDB), Janaina Riva (MDB) e Wilson Santos também parabenizaram o novo colega de Parlamento e ressaltaram a importância histórica de Vila Bela da Santíssima Trindade.

“Saudar você, Edcley, é saudar a história de Mato Grosso. A história da primeira capital. Vila Bela tem praticamente 300 anos de história. Vocês ajudaram a alargar não só Mato Grosso, mas o Brasil, a alargar as fronteiras ocidentais desse país. Ali é um palco de muitas lutas, é a história de Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal, a história de traços culturais profundos desse estado, o congado, as crenças, as danças, as tradições, as bebidas, a gastronomia, demorou muito para que um filho do Guaporé aqui chegasse, por isso peço salvas de palmas ao Edcley”, pronunciou-se Wilson Santos, da tribuna.

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Após a posse, o Grupo de Dança do Chorado fez uma apresentação de música e dança tradicionais de Vila Bela.

Votação – Durante a sessão, os deputados estaduais aprovaram, em redação final, os projetos de lei 403/2025, que autoriza o governo a doar um imóvel para o município de Nortelãndia e o PL 1132/2023, que dispõe sobre o treinamento dos colaboradores das empresas que operam na rede de transporte público estadual para assegurar o direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida.

Foi aprovado ainda o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Invasões Urbanas e Rurais, instalada com o objetivo de investigar os motivos das invasões e apontar caminhos para solucionar o problema.

O deputado Gilberto Cattani (PL) apresentou projeto de lei que altera a lei 12.792/2025, que proíbe mercadinhos, cantinas e atividades comerciais nos presídios de Mato Grosso, e solicitou dispensa de pauta.

“Uma vez que tentamos impedir essa prática e não foi possível, não conseguimos manter o veto do governador que eliminava os mercadinhos, nós estamos entrando agora com o projeto de lei de modificação dessa lei para impedir essa prática nefasta dentro dos presídios do estado do Mato Grosso. Nós já temos a assinatura dos deputados para que o projeto possa correr de maneira mais rápida nesta Casa”, informou o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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