Saúde

SUS incorpora nova apresentação de tratamento para hepatite C crônica para crianças

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O Ministério da Saúde aprovou a incorporação de tratamento para a hepatite C em crianças de três a menores de 12 anos em uma nova versão. O medicamento sofosbuvir 200 mg/velpatasvir 50 mg tem apresentação granulada. Isso facilita a aceitação por crianças que tenham dificuldade de engolir comprimidos. A decisão foi tomada em dezembro pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), e foi publicada no Diário Oficial da União.

A hepatite C é uma doença silenciosa que ataca o fígado. Se a infecção crônica pela hepatite C não for tratada de forma oportuna, a criança pode apresentar complicações, como cirrose ou câncer quando for adulta.

A ausência de formulações adequadas para crianças dificultava o acesso, atrasando o início do tratamento e trazendo riscos à saúde que poderiam ser evitados. Agora, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer um medicamento seguro e eficiente que ajuda a curar a doença ainda na infância, a fim de garantir que todos tenham o mesmo direito aos tratamentos mais modernos.

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O tratamento com o novo medicamento dura 12 semanas, com apenas uma dose por dia. O medicamento possui menos efeitos colaterais e tem amplo espectro genotípico para o vírus da hepatite C.

A coordenadora-geral de Vigilância das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Tiemi Arakawa, reforça a importância dessa inovação. “Nosso objetivo é curar a hepatite C ainda na infância para evitar doenças graves no futuro. Esse novo medicamento na apresentação granulada é fácil de tomar e muito seguro. Com ele, queremos garantir que todas as crianças tenham acesso ao melhor tratamento disponível no SUS”, afirma.

O SUS disponibiliza diagnóstico e tratamento da hepatite C. Com o tratamento adequado, a hepatite C tem cura.

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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